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Opinião RH

Comunicação interna não é distribuir informação, é criar entendimento partilhado

Comunicar bem tem de reduzir a quantidade de especulação dentro de uma organização. Isto parece muito mais simples do que realmente é. O próprio silêncio dos outros não significa concordância, nem sequer significa que a mensagem foi bem recebida.

Em algumas comunicações internas que fiz, tenho a certeza de que todos ouviram bem o que disse, mas ficou muito claro para mim que ninguém percebeu o que eu queria dizer. E, quando isso acontece, o problema não é dos outros, é meu. Fui eu que ignorei os vários elementos da comunicação que todos aprendemos na escola: emissor, recetor, mensagem, canal, código, contexto e feedback. Na prática, é muito fácil esquecer essa teoria básica.

Tudo o que fazemos comunica. Até o nosso silêncio diz muito a quem nos rodeia. E até termos o feedback final, não sabemos o que realmente passou de tudo o que julgámos ter comunicado.

A fotografia ajuda-me a pensar nisto.

Gosto de fotografar retratos e, nesses casos, sou apenas um intermediário entre a pessoa fotografada, que conta uma história, e quem mais tarde a vai interpretar. O meu trabalho é tratar do canal, do ruído e da linguagem, para afastar tudo o que não interessa do essencial e escolher o momento que melhor conta essa história.

Mesmo assim, quem vê uma fotografia vai interpretá-la à sua maneira e não necessariamente da forma como eu ou a pessoa fotografada imaginámos.

Por isso, uma boa fotografia conta uma boa história, que pode ser apenas uma de muitas interpretações possíveis. Tal como a imagem que ilustra este artigo: afinal, o pai está a gritar ou a passar amor à sua filha?

Na fotografia, deixar espaço para a interpretação do recetor faz sentido. Já num ambiente corporativo, não. Se a comunicação não gerar entendimento, falhou o seu principal objetivo e a ambiguidade pode sair muito cara.

A verdade é que o entendimento partilhado também não significa concordância. As opiniões diversas são fundamentais para encontrarmos melhores soluções. Não precisamos de sair todos da conversa com a mesma opinião; precisamos, sim, de compreender os factos, as decisões, as prioridades e o objetivo.

Uma das situações mais difíceis de comunicar é dar más notícias ou feedback negativo. Sentimos que estamos a estragar uma relação, que o outro vai gostar menos de nós ou perder motivação. Daí terem surgido as técnicas de sandwich: tentamos envolver a mensagem até ela quase desaparecer. A comunicação corre bem, nós ficamos aliviados e ninguém percebeu muito bem a gravidade do que queríamos dizer. É apenas uma forma educada de adiar o problema.

Se, por outro lado, queremos investir em relações de longo prazo, a honestidade tem mais valor do que o conforto momentâneo de esconder o negativo.

Como gestores de pessoas, criticamos as nossas equipas por não falarem, não questionarem, não criticarem, não darem ideias e, sobretudo, por não serem sinceras. Mas, quando o são, como reagimos? Com curiosidade ou com indignação? Queremos mesmo pessoas que digam o que pensam ou preferimos quem pense cuidadosamente no que queremos ouvir? Não existe entendimento partilhado quando esclarecer, discordar ou corrigir uma mensagem tem um custo pessoal.

Em muitas situações, o canal somos nós. Se estamos a falar para a equipa, o canal não é o Teams, o email ou a keynote. A nossa linguagem corporal, o tom, as palavras que usamos e a forma como respondemos às perguntas influenciam a forma como o conteúdo chega a quem nos ouve.

Todos os gestores comunicam pelo que dizem, pelo que repetem, pelo que ignoram e pelo silêncio. Mas a forma mais ruidosa e eficaz de comunicar continua a ser aquilo que fazem.

Comunicar bem também é limpar o que não interessa. Eu começo sempre estes artigos como se estivesse a escrever um livro e depois vou reduzindo até ficar o essencial da mensagem que pretendo passar. Na comunicação interna, deve ser feito o mesmo. Temos muito mais informação do que atenção disponível e, quando adicionamos tudo à comunicação, as ideias anulam-se e o essencial dilui-se.

Uma equipa ou organização madura não é aquela com múltiplos canais de comunicação e informação sempre a circular. É aquela onde as pessoas não têm de especular para saber a opinião dos colegas, dos líderes ou da direção da organização.

E isto liga-se diretamente à autonomia, porque autonomia sem contexto não serve ninguém. É apenas um exercício de adivinhação que acaba, invariavelmente, numa quebra de expetativas. Quanto mais autonomia queremos dar, mais contexto temos de fornecer: o que queremos que aconteça, quais os limites de atuação e o que poderia ser feito melhor.

Quando existe entendimento partilhado, as decisões são mais rápidas, diminuem os rumores, a discordância torna-se útil e a energia é aplicada no trabalho, não na interpretação de mensagens.

Se depois de comunicarmos as pessoas continuam a tentar adivinhar o essencial, então a comunicação falhou. Como na fotografia, deixámos demasiado espaço para que cada pessoa veja a sua própria história.

Comunicação interna não é garantir que todos receberam a mesma mensagem. É garantir que as pessoas têm contexto suficiente para interpretar e especular menos, e agir melhor. Se ainda está a adivinhar, é porque ainda não comunicámos.

by Bernardo Teixeira da Mota

COO @Olisipo

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RH

Síndrome pós-férias? 5 estratégias para regressar ao trabalho

O regresso ao trabalho depois de um período de férias pode representar um momento de adaptação às rotinas profissionais, sobretudo após várias semanas de pausa. Recuperar horários, voltar à dinâmica das equipas e reorganizar prioridades são alguns dos desafios que podem marcar os primeiros dias de regresso.

A Olisipo, empresa portuguesa especializada no setor de recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação, identifica cinco estratégias que podem contribuir para um regresso ao trabalho mais equilibrado, conciliando bem-estar, organização e desempenho profissional.

1 | Fazer um ponto de situação

Antes de retomar todos os temas pendentes, é importante perceber o que aconteceu durante a ausência e distinguir o que é urgente do que pode esperar. Uma forma simples de organizar o regresso passa por reunir as principais tarefas numa única lista e classificá-las por prioridade e prazo. Desta forma, é possível ter uma visão global do trabalho a desenvolver e evitar começar a responder indiscriminadamente a todas as solicitações.

2 | Retomar o ritmo de forma gradual

Após um período de descanso, é natural que o ritmo de trabalho não seja imediatamente igual ao que existia antes das férias. Para facilitar a readaptação, pode ser útil distribuir as tarefas pendentes pelos primeiros dias, estabelecendo um ritmo de trabalho realista e evitando concentrar todo o trabalho acumulado num único momento. Evitar reuniões consecutivas e demasiadas tarefas no mesmo dia pode também criar espaço para recuperar a rotina.

3 | Reativar a ligação com a equipa

O regresso ao trabalho envolve também recuperar a dinâmica de colaboração com os colegas. Nos primeiros dias, reservar alguns minutos para conversas individuais ou uma breve reunião de equipa pode ajudar a perceber as principais novidades, esclarecer alterações e alinhar expetativas. Mais do que recuperar informação, estes momentos permitem retomar a proximidade e o sentido de pertença à equipa.

4 | Reavaliar objetivos e expetativas

Depois de reorganizar as tarefas mais imediatas, o regresso pode ser uma boa altura para olhar para os objetivos dos meses seguintes. Rever as metas definidas anteriormente e escolher duas ou três prioridades para o período seguinte ajuda a transformar objetivos mais abrangentes em momentos de trabalho concretos. Esta reflexão permite ainda perceber se existem novas necessidades ou projetos que justifiquem um ajustamento de expetativas.

5 | Preservar hábitos positivos das férias

O equilíbrio alcançado durante as férias não deve desaparecer por completo com o regresso ao trabalho. Uma forma de o fazer é identificar os hábitos que contribuíram para o descanso, como praticar exercício ou passar mais tempo ao ar livre, e procurar mantê-los na rotina semanal. Pequenos períodos de desconexão ao longo da semana podem ajudar a manter uma relação mais equilibrada com o trabalho.

“O regresso ao trabalho depois de um período de férias deve ser encarado como uma fase de readaptação. É natural que os primeiros dias exijam algum tempo para reorganizar prioridades, recuperar rotinas e voltar a entrar na dinâmica das equipas. Para as organizações, criar condições para que este processo aconteça de forma mais equilibrada pode contribuir para um regresso mais positivo e para uma relação mais sustentável com o trabalho.”

Paula Peixoto, Diretora de People and Culture da Olisipo
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Formação Inovação

Seis áreas de formação tecnológica para investir na sua carreira

A rápida evolução tecnológica está a transformar as competências mais valorizadas pelas empresas. Se durante muitos anos a aposta na formação procurava acompanhar uma profissão específica, hoje o desafio passa por desenvolver capacidades que permitam aos profissionais adaptar-se a um mercado em constante mudança.

A Olisipo, empresa portuguesa especializada no setor de recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação, identifica seis áreas de formação tecnológica que representam uma oportunidade de carreira para diversos profissionais.

1 | Inteligência Artificial (IA)

A IA tem cada vez mais um papel estratégico na criação de soluções digitais. Por isso, mais do que utilizar plataformas de inteligência artificial generativa, os profissionais são hoje chamados a compreender como desenhar processos, automatizar tarefas e desenvolver soluções que integrem esta tecnologia. Competências como AI Engineering, Prompt Engineering ou AI Product Management começam a ganhar mais relevância.

2 | Cibersegurança

Num contexto de aumento das ameaças digitais, a cibersegurança tornou-se uma prioridade para organizações de todos os setores. Para além dos conhecimentos técnicos tradicionais, cresce a procura por conhecimentos em áreas como cloud security, governança, gestão de risco e proteção de dados, acompanhando a evolução das exigências regulamentares.

3 | Data analytics e data science

As organizações produzem diariamente grandes volumes de informação, mas o desafio está em transformar esses dados em conhecimento útil para apoiar decisões. Por isso, competências relacionadas com análise de dados, visualização de informação, machine learning ou estatística aplicada continuam a assumir um papel estratégico.

4 | Cloud computing

A migração de infraestruturas, aplicações e serviços para a cloud continua a acelerar, aumentando a necessidade de existirem profissionais capazes de desenhar arquiteturas, garantir a segurança da informação e otimizar recursos. Atualmente, esta é uma das áreas tecnológicas com maior procura e melhores perspetivas de empregabilidade.

5 | Desenvolvimento de software e automação

O desenvolvimento de software continua a ser uma capacidade essencial, mas o perfil do programador evoluiu. Para além da programação básica, é fundamental dominar metodologias de automação, integração contínua, DevOps e ferramentas que permitam desenvolver soluções mais eficientes e colaborativas.

6 | Competências humanas

Muitas tarefas técnicas tendem a ser automatizadas, por isso, competências como pensamento crítico, comunicação, liderança e resolução de problemas assumem um papel diferenciador. São estas capacidades que permitem aos profissionais interpretar contextos, tomar decisões e colaborar de forma eficaz em equipas multidisciplinares.

“Durante muitos anos, a principal preocupação dos profissionais era escolher a profissão certa, mas hoje é preciso pensar nas competências que devemos desenvolver, ao longo do tempo, para continuarmos relevantes no mercado. A aprendizagem contínua tornou-se, assim, um dos principais fatores de empregabilidade com a capacidade de adaptação a ser cada vez mais determinante.”

José Ninhos, Head of Learning da Olisipo
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RH

Dá ao teu talento a apresentação certa

Se chegaste até aqui, é porque sabes que talento não chega. É preciso saber apresentá lo.

A pensar nos alunos que estão a terminar a faculdade e a dar os primeiros passos no mercado de trabalho, a Olisipo criou um Template de CV gratuito, simples, profissional e fácil de usar.

Este template foi desenvolvido com base naquilo que vemos todos os dias em processos de recrutamento. CVs claros, objetivos e bem estruturados fazem a diferença.

Descarrega o nosso Template de CV


PDF editável e gratuito.

O Template de CV da Olisipo ajuda te a:

  • Organizar a informação de forma clara e profissional
  • Valorizar a tua formação académica
  • Destacar estágios, projetos e primeiras experiências
  • Facilitar a leitura por recrutadores

O ficheiro é editável em PDF e pode ser preenchido diretamente no computador.

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Formação Opinião RH

Upskilling e Reskilling: O Novo Motor de Competitividade nas Empresas Tecnológicas

O setor tecnológico tem vivido uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela digitalização, pela mudança constante e pela crescente exigência de competências especializadas. Hoje, o ritmo de evolução é tão acelerado que já não basta contratar talento qualificado. É preciso prepará-lo, desenvolvê-lo e capacitá-lo continuamente. Neste contexto, o upskilling e o reskilling deixaram de ser iniciativas complementares para se tornarem pilares estratégicos da gestão de pessoas.

Na Olisipo, vimos esta mudança acontecer de muito perto. Durante anos, o acompanhamento individual e próximo foi o nosso ponto de partida. Era uma forma de garantir que cada pessoa sabia que tinha alguém ao seu lado para orientar, apoiar e ajudar a tomar decisões de carreira. Com o tempo, esta prática evoluiu para uma abordagem mais estruturada à employee experience, onde o crescimento se tornou um compromisso partilhado entre o colaborador e a organização. Hoje, não falamos apenas de proximidade, falamos de percursos de desenvolvimento claros, feedback frequente e oportunidades reais de progressão.

O mercado continua a mostrar-nos que a escassez de talento especializado é uma realidade constante, especialmente nas áreas mais críticas, como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança. Esta escassez não se resolve apenas com recrutamento. Resolve-se capacitando as equipas, reforçando competências existentes e criando novas oportunidades de aprendizagem. É aqui que o upskilling e o reskilling ganham um papel decisivo.

O upskilling permite que os profissionais evoluam dentro da sua área, atualizando conhecimentos e mantendo-se competitivos num mercado em rápida transformação. Já o reskilling abre portas a novas possibilidades, ao formar pessoas de áreas distintas para necessidades emergentes. Ambos os caminhos têm um impacto profundo não só na empregabilidade, mas também na confiança e motivação das equipas. Na Olisipo, temos exemplos de colaboradores que iniciaram um percurso completamente novo através de programas de requalificação, encontrando um alinhamento maior entre as suas competências e o seu futuro profissional.

Esta aposta não acontece de forma espontânea. Através da Olisipo Learning disponibilizamos plataformas como a Udemy Business, bootcamps, workshops técnicos e programas de mentoria. Estes recursos permitem que cada pessoa construa a sua jornada de aprendizagem ao seu ritmo e sempre alinhada com as necessidades do mercado. Para nós, preparar é tão importante quanto atrair. A evolução não é apenas técnica, mas também humana. É por isso que investimos igualmente em competências como comunicação, liderança, gestão emocional e adaptabilidade, porque o crescimento sustentável exige equilíbrio entre o saber fazer e o saber ser.

Num setor altamente competitivo, esta visão tem sido um fator determinante na retenção do talento. As pessoas procuram empresas onde possam evoluir de forma contínua, onde sintam que têm espaço para questionar, propor, aprender e experimentar. Procuram segurança emocional, propósito e um ambiente que valorize a sua evolução pessoal e profissional. E quando encontram esse espaço, tendem a permanecer e a crescer connosco.

A verdade é que as organizações que apostam em upskilling e reskilling estão a preparar-se não só para o futuro, mas também para o presente. Estão a construir equipas mais flexíveis, motivadas e resilientes, capazes de dar resposta a novos contextos, novas funções e novos modelos de trabalho. Estão também a criar uma cultura de aprendizagem que se estende muito além da formação tradicional, uma cultura onde aprender se torna parte natural do dia a dia.

Acredito profundamente que o futuro das empresas passa pela capacidade de desenvolver as suas pessoas. A tecnologia continuará a acelerar, os contextos vão mudar e as exigências serão cada vez maiores. O que permanece constante é o potencial humano que existe dentro de cada equipa. Quando o cultivamos com intenção, proximidade e estrutura, construímos organizações mais fortes e preparadas para qualquer desafio.

O upskilling e o reskilling não são tendências. São uma nova forma de olhar para o talento. Uma forma que valoriza o percurso, respeita o ritmo de cada pessoa e reconhece que o verdadeiro impacto nasce da combinação entre conhecimento, propósito e humanidade.

É assim que criamos futuro. E é assim que continuaremos a construir o caminho na Olisipo

by Paula Peixoto

Head of People & Culture @Olisipo

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Formação Opinião

O código secreto por detrás da inovação tecnológica

No mercado tecnológico, onde as ferramentas mudam quase ao ritmo dos seus lançamentos, as competências técnicas são apenas metade da equação. A outra metade são as chamadas soft skills, capacidades que não se medem em linhas de código, mas que determinam a qualidade, a inovação e a resiliência de qualquer projeto. Comunicação, colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico, adaptabilidade e liderança são hoje indispensáveis para transformar conhecimento técnico em impacto real. Afinal, a tecnologia pode mudar rápido, mas é o lado humano que dita quem a acompanha e quem fica para trás.

Entre todas, a comunicação tem ganho particular destaque. Hoje em dia, tudo começa na comunicação: é ela que garante que requisitos são compreendidos à primeira, que expetativas estão alinhadas e que a informação circula sem ruído. E quando falha, percebe-se o óbvio: comunicar bem é, muitas vezes, o atalho mais curto entre um problema e a sua solução. Não é por acaso que a colaboração, a capacidade de resolver problemas e a liderança caminham de mãos dadas com esta competência. Uma revisão de código, por exemplo, não é apenas um exercício técnico. Exige espírito crítico, clareza na argumentação e sensibilidade para lidar com diferentes perspetivas.

A procura por formações em soft skills tem crescido porque as empresas perceberam que confiar em apenas competências técnicas já não chega. A tecnologia, por si só, não resolve os desafios mais complexos. São as pessoas, com a sua capacidade de trabalhar em equipa, de questionar o óbvio e tomar decisões sob pressão, que tornam possíveis soluções mais eficazes.

Cabe às organizações assumir um papel mais ativo na criação de contextos de trabalho que sejam, ao mesmo tempo, ambientes de aprendizagem contínua. Porque as pessoas estão sempre a aprender. E as empresas que investem no desenvolvimento dos seus colaboradores colhem benefícios: equipas mais alinhadas, decisões mais rápidas e maior capacidade de adaptação a imprevistos. É fácil esquecer, mas empresas que não formam pessoas estão, na prática, a criar problemas.

Integrar soft skills na formação tecnológica significa criar experiências práticas e mensuráveis. Workshops com cenários de pressão e simulações de reuniões com diferentes intervenientes permitem avaliar não só o resultado técnico, mas também o raciocínio, a clareza de comunicação e a forma como se chega a consensos. 

Num setor onde várias gerações trabalham lado a lado, estas competências são a ponte que as liga. A escuta ativa permite aprender com a experiência, a curiosidade abre espaço para novas abordagens e novas formas de pensar, e a capacidade de negociar e colaborar transforma diversidade em força. Porque, no fim, a diversidade só é uma vantagem quando existe a capacidade de a ouvir.

A ideia de que não há tempo para desenvolver estas competências porque é preciso acompanhar a última atualização tecnológica é enganadora. Na prática, as soft skills funcionam como aceleradores técnicos, não atrasam a tecnologia, aceleram-na, ajudando a absorver novas ferramentas mais depressa, evitam erros básicos e criam soluções mais sustentáveis.

No fundo, estas aptidões não são um complemento. São o sistema operativo humano que mantém as equipas a funcionar, mesmo quando tudo à nossa volta muda. As organizações que dão o primeiro passo e tratam os seus colaboradores como o seu primeiro cliente percebem este conceito. Investir em soft skills é investir em profissionais completos e em equipas capazes de inovar com solidez, colocando sempre as pessoas no centro. A verdade é que se a tecnologia é o motor, estas competências são a direção, e de pouco serve acelerar se não sabemos para onde ir.

by José Ninhos

Lead Learning @Olisipo

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Formação Inteligência Artificial Opinião

“Vibe Coding” – Como a IA está a transformar a criação de novos produtos

Desde 2024 surgiu no mercado um novo conjunto de ferramentas que está a transformar por completo a forma como criamos produtos digitais. Entre elas, destacam-se o Lovable, Replit, Databutton, v0, Cursor, Windsurf, entre outras.

Mas o que é que torna estas ferramentas tão especiais? Todas elas exploram o conceito de Vibe Coding.

Ou, trocando por miúdos, em vez de sermos nós a escrever cada linha de código, é um agente de IA que o faz por nós.

Imaginem a simplicidade: pedimos “cria-me uma ferramenta para gerir as tarefas do meu departamento” e, passados 5 a 10 minutos, surge uma aplicação funcional, pronta a ser testada e onde, a partir daí, podemos pedir ajustes, afinar funcionalidades e ir moldando o produto quase em tempo real.

É, no fundo, uma nova forma de programar: menos sobre escrever código e mais sobre dialogar com a máquina para transformar intenções em produtos.

E esta nova forma de programar está a abrir as portas para todo um novo universo e paradigma na criação de software.

De onde é que vem a “vibe”?

O termo surgiu num tweet de Andrej Karpathy, uma das vozes mais influentes da inteligência artificial e cofundador da OpenAI. Nesse tweet ele descreve o momento em que, utilizando estas ferramentas, ele deixa de pensar demasiado no código. Ele apenas, descreve o que quer (às vezes com poucas palavras), o sistema constrói, e ele vai seguindo a “vibe”

E foi a partir desse tweet que o conceito ganhou força e rapidamente se espalhou. E o que estamos hoje a ver é uma verdadeira mudança de paradigma no mundo de produtos digitais.

Hoje, já são milhares de pessoas a experimentar e a construir. Só o Lovable reporta que, desde o início deste ano, já foram criadas mais de 100 mil aplicações na sua plataforma.

Um novo paradigma: dos limites do SaaS à flexibilidade infinita

A grande mudança é esta: estamos a ver uma redução drástica das barreiras de entrada.

Com Vibe Coding, a flexibilidade do código está acessível a todos, e não apenas a programadores profissionais. Isto abre espaço para uma nova categoria de software: pessoal, hiperespecífico e de pequena escala. Ferramentas que dificilmente seriam produto comercial, mas que criam enorme valor para quem as utiliza.

Tenho visto isto em primeira mão nos workshops que tenho conduzido: em poucas horas, pessoas sem qualquer experiência em programação transformam ideias em ferramentas reais. O mais impressionante é a diversidade das soluções:

  • Pais a desenvolver aplicações para organizar as lancheiras dos filhos.
  • Gestores de logística a criar microaplicações para optimizar rotas de camiões.
  • Estudantes a construir ferramentas para tarefas académicas muito concretas.
  • Equipas financeiras a gerar dashboards personalizados e alertas automáticos para faturas vencidas.

E tudo isto em apenas 4 a 8 horas, mesmo sem formação técnica. Com um pouco mais de trabalho, em menos de uma semana já é possível ter ferramentas que resolvem problemas concretos de forma imediata.

A oportunidade para as organizações

Para organizações inteligentes, o Vibe Coding representa uma nova alavanca de transformação digital:

  • Dar autonomia aos colaboradores para resolverem os seus próprios bloqueios.
  • Substituir folhas de cálculo improvisadas e processos manuais por aplicações internas leves.
  • Estimular uma cultura de inovação onde as soluções surgem das equipas, e não apenas do departamento de TI.

É uma forma de escalar a transformação sem aumentar equipas. Em vez de esperar meses por aprovações e recursos, um colaborador pode prototipar e lançar a sua própria ferramenta numa semana.

A vantagem para os programadores

E os programadores? Longe de ficarem para trás, são talvez os maiores beneficiários.

Com a programação assistida por IA, podem multiplicar a produtividade por 10x, automatizar tarefas repetitivas e focar-se no que realmente importa: arquitetura, design e resolução de problemas complexos.

Neste novo contexto, o programador torna-se orquestrador e acelerador de sistemas, capaz de entregar soluções a uma velocidade inédita, ao mesmo tempo que apoia colegas não técnicos que agora também têm ferramentas para construir.

Tempos revolucionários

Há ainda muitos que continuam a negar, mas estamos mesmo no início de uma mudança profunda.

O Vibe Coding não é uma moda passageira. É uma janela para o futuro da forma como interagimos com a tecnologia.

Estas ferramentas há 18 meses não existiam. Há 12 meses mal eram conhecidas. Há 6 meses limitavam-se a protótipos. E hoje já constroem micro-apps funcionais.

Quem sabe onde estaremos daqui a 6, 12 ou 18 meses?

A verdade é esta: antes, o software era algo restrito a especialistas. Agora, está a tornar-se um meio universal de resolução de problemas e criatividade, acessível a qualquer pessoa com uma ideia e vontade de experimentar.

As vibes são reais. E revolucionárias!

by Filipe Pinho Pereira

Fundador Oktogon Labs e formador em Vibe Coding

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Formação Opinião

Porque o futuro da IA começa dentro da tua empresa

A crise silenciosa na inteligência corporativa

Nas salas de reunião está a desenrolar-se um paradoxo: enquanto se investe em talento externo para a área da Inteligência Artificial, os verdadeiros líderes da transformação podem já estar dentro da organização e desmotivados.

São os system thinkers: profissionais que veem padrões onde outros só veem caos, que entendem como fluem informação e valor e que sabem que o futuro será híbrido entre humano e artificial. O problema? Estão presos a tarefas rotineiras e a reuniões sem fim.

Os teus líderes de IA já estão na equipa

São aqueles que fazem perguntas desconfortáveis, que ligam pontos entre sistemas e que resolvem problemas por padrões e não apenas por processos. Estes colaboradores não têm (ainda) “AI” no título, mas têm algo mais valioso: a capacidade de trabalhar com sistemas inteligentes em vez de ser substituídos por eles.

A questão não é se tens este talento. É se lhes estás a dar condições, ferramentas e oportunidades para emergirem como líderes da transformação.

A vantagem multidisciplinar

A abordagem da Diana.Systems não olha para a IA apenas como um desafio técnico. Conecta biologia, matemática, música, cibernética e ecologia, criando programas que permitem inovação, upskilling e mudança cultural.

O resultado? Equipas mais criativas, líderes com visão de arquitetos de sistemas e organizações que se adaptam como organismos vivos.

O futuro está aqui

As empresas que vão liderar a próxima década não são as que têm mais ferramentas de IA, mas as que criam ecossistemas inteligentes, juntando criatividade humana e capacidade artificial.

A pergunta que fica: a tua organização está pronta para desbloquear este potencial?

Mariana Emauz Valdetaro
Diana.Systems

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Inteligência Artificial

A IA E O FUTURO DOS NEGÓCIOS 

Por: Fernando Domingues – Utech, Brasil

A inteligência artificial (IA) está a ocupar o centro das preocupações dos executivos que revelam a necessidade de a perceber na sua potencialidade e também nos seus riscos associados à sua adoção nas empresas. 

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Segundo a pesquisa Global CEO Survey 2024 da PwC, 97% dos CEOs relataram ter tomado medidas nos últimos 5 anos para mudar a forma como criam, entregam e capturam valor, em grande parte devido à disrupção tecnológica impulsionada pela IA, além das mudanças climáticas e outras megatendências globais. O desconforto com as mudanças é grande e 45% dos participantes duvidam que, na trajetória atual, suas empresas permanecerão viáveis além da próxima década. 

De acordo com outra pesquisa, a BCG AI Radar 2024 com 1406 executivos de 50 paises, 71% deles planeiam aumentar os investimentos em tecnologia em 2024, priorizando a IA e a IA generativa. No entanto, apesar do alto interesse, a maioria das organizações ainda não está conseguindo tirar o máximo proveito dessas tecnologias disruptivas. 

A pesquisa da BCG revela que 66% dos executivos estão insatisfeitos com o progresso em IA até o momento, sendo as principais razões a insuficiência de talentos qualificados, a falta de clareza do roadmap para a adoção da IA e a ausência de estratégia clara de investimentos. Estes 3 aspetos são a base para o sucesso da adoção de IA, sendo que ganhar conhecimento dessas tecnologias e sua aplicabilidade é o ponto de partida para este processo. De acordo com a pesquisa, os executivos acreditam que 46% da força de trabalho das empresas precisará de treinamento em IA nos próximos três anos. A grande maioria (81%) acredita que a IA irá criar novas funções e exigirá um grande esforço de gerenciamento da mudança (74%). 

Os desafios são enormes, mas muitas empresas já estão a atuar para se posicionar neste cenário. Elas estão a usar IA para resolver problemas e aumentar a competitividade. Por exemplo, na pesquisa da PwC, dos que já adotaram a IA generativa, 75% dos CEOs apostam que irá impactar positivamente a confiança dos seus stakeholders e 89% preveem ganhos significativos na qualidade dos produtos e serviços nos próximos 12 meses. 

Be the change - IA negócios

A IA generativa em particular, tem potencial para causar grandes mudanças nos negócios. As empresas que estão a liderar este processo estão alinhando sua estratégia de IA generativa com as estratégias digitais e de IA, investindo no aperfeiçoamento de seus funcionários e incentivando a experimentação em suas organizações, com foco na identificação de casos de uso que possam ser ampliados. 

Alguns dos benefícios mais comuns da adoção da IA nas organizações são: 

Análise de big data

A IA permite extrair insights valiosos de grandes volumes de dados para melhorar processos, prever demandas e personalizar experiências.  

Automação de processos

A IA automatiza tarefas repetitivas, liberando funcionários para atividades mais estratégicas e criativas do seu trabalho e tem potencial de reduzir custos em até 30%, segundo a PwC.  

Chatbots e assistentes virtuais

Cerca de 70% das empresas usam esses sistemas, que melhoram a experiência do cliente e reduzem custos com atendimento. 

Detecção de fraudes

A IA identifica padrões suspeitos em transações financeiras com até 90% de precisão, segundo a Accenture. 

Manufatura inteligente

A IA permite que fábricas se adaptem em tempo real, melhorando a produtividade e a qualidade dos produtos. 

Aumento de vendas

A IA pode analisar os dados dos clientes para oferecer recomendações personalizadas de produtos, mensagens de marketing e conteúdos, melhorando a experiência do cliente e aumentando as vendas. 

Análises preditivas

A IA pode prever tendências futuras, o comportamento dos clientes e as flutuações do mercado, ajudando as empresas a tomar decisões proativas e a manterem-se à frente da concorrência. 

Os executivos percebem a possibilidade de atingir todos esses benefícios e, segundo os dados da pesquisa da BCG, 89% deles colocam a IA e a IA Generativa entre as três principais prioridades tecnológicas para 2024 e desses, 51% colocam-nas no topo da sua lista (a cibersegurança e a computação em nuvem são as outras duas principais prioridades). 

O facto é que qualquer empresa hoje, independente de seu porte, não pode ficar alheia a estas tecnologias que estão a provocar grandes mudanças no mundo corporativo. Investir na qualificação de seu pessoal e construir uma estratégia de como incorporar a IA no dia a dia dos seus negócios passou a ser vital para a sobrevivência e o futuro da organização. 

Neste sentido, a Olisipo tem vindo a trabalhar para incluir no seu catálogo de formação uma maior oferta na área da Inteligência Artificial, trazendo agora formações especializadas no tema.

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RH

Respirar, pensar e inovar na Cerdeira

O que faz a equipa que coordena uma consultora de TI numa aldeia de xisto, sem acesso à Internet nem distrações tecnológicas? Faz isso mesmo: foca a sua atenção, com energia renovada, para levar a estratégia e o rumo da empresa a outro nível. Nós estivemos todos neste retiro da equipa mais uma vez – e até bombos tocamos.

Há 5 anos que o retiro da equipa de gestão da Olisipo se concretiza na aldeia da Cerdeira, num ambiente totalmente diferente daquele vivido no dia a dia de trabalho. Em plena comunhão com a Natureza, é certo que há um primeiro choque para quem está ligado ao mundo tecnológico 24/7 e de repente se vê distante de tudo isso.

O conceito de team building vulgarizou-se muito nos últimos anos. Muitas empresas levam as suas equipas para a rua e fazem todo o tipo de jogos e atividades de lazer. Na realidade, o retiro da Olisipo na Cerdeira é, para nós, team building na verdadeira acepção da palavra: aqui, construímos equipa, com trabalho, partilha, suor, riso e dor, para regressarmos mais coesos e orientados para a mesma causa e propósito.

Energia única

Não é fácil deixar a internet de parte, silenciar o buzz de chamadas telefónicas e esquecer a caixa de emails a rebentar no regresso. Mas gera-se uma energia singular e bem diferente na Cerdeira, onde cada um lidou com as mudanças à sua maneira e, no fim de contas, os benefícios superaram facilmente as preocupações.

Poderia dizer que a Cerdeira é marcada por “work work work”. Mas não seria verdade… Penso mesmo que é um bom mix entre trabalho e tempo com os colegas, onde se alcança a coesão da equipa e trazemos uma energia única aos projetos que ali desenvolvemos.

Diria até que há um sentido de experimentação que fala mais alto na Cerdeira. De repente:

  • reparamos naquela pessoa que não é fã de caminhadas a dar um passeio pela serra
  • há alguém que decide fazer yoga no deck antes do pequeno almoço e leva outros curiosos a fazer o mesmo
  • vemos aquele colega que se costuma deitar cedo e não o faz para conviver mais tempo com toda a gente.

Nem todos apreciamos a natureza da mesma forma nem temos os mesmos hábitos ou hobbies, mas na Cerdeira há liberdade para aproveitarmos o espaço e o tempo livre da forma que mais gostarmos. Este ano, com perseverança e muito ritmo, conseguimos até montar uma performance de bombos, com direito à vista incrível desde cima da serra e tremendo por dentro com o eco levado pelo vale abaixo.

Uma pirâmide diferente

Neste esquema de retiro em equipa há uma mentalidade de trabalho completamente disruptiva, que pouco vejo refletida noutras empresas independentemente da sua dimensão.

Falo aqui de um modelo que orienta o rumo de pensamento de baixo para cima, em que são as equipas executantes que guiam a administração no futuro da empresa. Delineado em conjunto, esse plano dá voz igual a todos os membros da equipa e daqui partem elementos fulcrais para a estratégia da Olisipo.

Projetos futuros, gestão das equipas, ambiente de trabalho, dicas e sugestões para os mais variados temas… Se há sítio certo e hora certa para o fazer é neste retiro na Cerdeira.

Cada edição é focada sobre diferentes temas, “dores” ou problemas, a que damos resposta sobre a forma de projetos concretos. Mas não são “sempre os mesmos” a pensar em soluções. Pelo contrário: são criadas equipas multidisciplinares, onde cada elemento contribui de forma ativa e enriquece o projeto com os conhecimentos da área em que trabalha.

O desafio está tanto em pensar fora da caixa, como coordenar estratégias com membros de equipas diferentes. De forma semelhante, também os seus métodos de trabalho, foco e processos são diferentes, o que enriquece o resultado final e ensina algo novo a cada um de nós.

O que se leva

Foram três dias intensos, desde as caminhadas com mais de duas horas pela serra à discussão de temas decisivos para o funcionamento da Olisipo como uma empresa, mas também como uma segunda casa para cada um de nós. Este ano, pudemos ver como os desafios, o sair da zona de conforto e a inovação estão mesmo no nosso sangue.

Para projetos disruptivos, há que pensar, suar, ouvir e falar. E é neste retiro que potenciamos a nossa força enquanto equipa, regressando mais inspirados e unidos para trazer a diferença ao nosso trabalho.