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Upskilling e Reskilling: O Novo Motor de Competitividade nas Empresas Tecnológicas

O setor tecnológico tem vivido uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela digitalização, pela mudança constante e pela crescente exigência de competências especializadas. Hoje, o ritmo de evolução é tão acelerado que já não basta contratar talento qualificado. É preciso prepará-lo, desenvolvê-lo e capacitá-lo continuamente. Neste contexto, o upskilling e o reskilling deixaram de ser iniciativas complementares para se tornarem pilares estratégicos da gestão de pessoas.

Na Olisipo, vimos esta mudança acontecer de muito perto. Durante anos, o acompanhamento individual e próximo foi o nosso ponto de partida. Era uma forma de garantir que cada pessoa sabia que tinha alguém ao seu lado para orientar, apoiar e ajudar a tomar decisões de carreira. Com o tempo, esta prática evoluiu para uma abordagem mais estruturada à employee experience, onde o crescimento se tornou um compromisso partilhado entre o colaborador e a organização. Hoje, não falamos apenas de proximidade, falamos de percursos de desenvolvimento claros, feedback frequente e oportunidades reais de progressão.

O mercado continua a mostrar-nos que a escassez de talento especializado é uma realidade constante, especialmente nas áreas mais críticas, como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança. Esta escassez não se resolve apenas com recrutamento. Resolve-se capacitando as equipas, reforçando competências existentes e criando novas oportunidades de aprendizagem. É aqui que o upskilling e o reskilling ganham um papel decisivo.

O upskilling permite que os profissionais evoluam dentro da sua área, atualizando conhecimentos e mantendo-se competitivos num mercado em rápida transformação. Já o reskilling abre portas a novas possibilidades, ao formar pessoas de áreas distintas para necessidades emergentes. Ambos os caminhos têm um impacto profundo não só na empregabilidade, mas também na confiança e motivação das equipas. Na Olisipo, temos exemplos de colaboradores que iniciaram um percurso completamente novo através de programas de requalificação, encontrando um alinhamento maior entre as suas competências e o seu futuro profissional.

Esta aposta não acontece de forma espontânea. Através da Olisipo Learning disponibilizamos plataformas como a Udemy Business, bootcamps, workshops técnicos e programas de mentoria. Estes recursos permitem que cada pessoa construa a sua jornada de aprendizagem ao seu ritmo e sempre alinhada com as necessidades do mercado. Para nós, preparar é tão importante quanto atrair. A evolução não é apenas técnica, mas também humana. É por isso que investimos igualmente em competências como comunicação, liderança, gestão emocional e adaptabilidade, porque o crescimento sustentável exige equilíbrio entre o saber fazer e o saber ser.

Num setor altamente competitivo, esta visão tem sido um fator determinante na retenção do talento. As pessoas procuram empresas onde possam evoluir de forma contínua, onde sintam que têm espaço para questionar, propor, aprender e experimentar. Procuram segurança emocional, propósito e um ambiente que valorize a sua evolução pessoal e profissional. E quando encontram esse espaço, tendem a permanecer e a crescer connosco.

A verdade é que as organizações que apostam em upskilling e reskilling estão a preparar-se não só para o futuro, mas também para o presente. Estão a construir equipas mais flexíveis, motivadas e resilientes, capazes de dar resposta a novos contextos, novas funções e novos modelos de trabalho. Estão também a criar uma cultura de aprendizagem que se estende muito além da formação tradicional, uma cultura onde aprender se torna parte natural do dia a dia.

Acredito profundamente que o futuro das empresas passa pela capacidade de desenvolver as suas pessoas. A tecnologia continuará a acelerar, os contextos vão mudar e as exigências serão cada vez maiores. O que permanece constante é o potencial humano que existe dentro de cada equipa. Quando o cultivamos com intenção, proximidade e estrutura, construímos organizações mais fortes e preparadas para qualquer desafio.

O upskilling e o reskilling não são tendências. São uma nova forma de olhar para o talento. Uma forma que valoriza o percurso, respeita o ritmo de cada pessoa e reconhece que o verdadeiro impacto nasce da combinação entre conhecimento, propósito e humanidade.

É assim que criamos futuro. E é assim que continuaremos a construir o caminho na Olisipo

by Paula Peixoto

Head of People & Culture @Olisipo

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Formação Opinião

O código secreto por detrás da inovação tecnológica

No mercado tecnológico, onde as ferramentas mudam quase ao ritmo dos seus lançamentos, as competências técnicas são apenas metade da equação. A outra metade são as chamadas soft skills, capacidades que não se medem em linhas de código, mas que determinam a qualidade, a inovação e a resiliência de qualquer projeto. Comunicação, colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico, adaptabilidade e liderança são hoje indispensáveis para transformar conhecimento técnico em impacto real. Afinal, a tecnologia pode mudar rápido, mas é o lado humano que dita quem a acompanha e quem fica para trás.

Entre todas, a comunicação tem ganho particular destaque. Hoje em dia, tudo começa na comunicação: é ela que garante que requisitos são compreendidos à primeira, que expetativas estão alinhadas e que a informação circula sem ruído. E quando falha, percebe-se o óbvio: comunicar bem é, muitas vezes, o atalho mais curto entre um problema e a sua solução. Não é por acaso que a colaboração, a capacidade de resolver problemas e a liderança caminham de mãos dadas com esta competência. Uma revisão de código, por exemplo, não é apenas um exercício técnico. Exige espírito crítico, clareza na argumentação e sensibilidade para lidar com diferentes perspetivas.

A procura por formações em soft skills tem crescido porque as empresas perceberam que confiar em apenas competências técnicas já não chega. A tecnologia, por si só, não resolve os desafios mais complexos. São as pessoas, com a sua capacidade de trabalhar em equipa, de questionar o óbvio e tomar decisões sob pressão, que tornam possíveis soluções mais eficazes.

Cabe às organizações assumir um papel mais ativo na criação de contextos de trabalho que sejam, ao mesmo tempo, ambientes de aprendizagem contínua. Porque as pessoas estão sempre a aprender. E as empresas que investem no desenvolvimento dos seus colaboradores colhem benefícios: equipas mais alinhadas, decisões mais rápidas e maior capacidade de adaptação a imprevistos. É fácil esquecer, mas empresas que não formam pessoas estão, na prática, a criar problemas.

Integrar soft skills na formação tecnológica significa criar experiências práticas e mensuráveis. Workshops com cenários de pressão e simulações de reuniões com diferentes intervenientes permitem avaliar não só o resultado técnico, mas também o raciocínio, a clareza de comunicação e a forma como se chega a consensos. 

Num setor onde várias gerações trabalham lado a lado, estas competências são a ponte que as liga. A escuta ativa permite aprender com a experiência, a curiosidade abre espaço para novas abordagens e novas formas de pensar, e a capacidade de negociar e colaborar transforma diversidade em força. Porque, no fim, a diversidade só é uma vantagem quando existe a capacidade de a ouvir.

A ideia de que não há tempo para desenvolver estas competências porque é preciso acompanhar a última atualização tecnológica é enganadora. Na prática, as soft skills funcionam como aceleradores técnicos, não atrasam a tecnologia, aceleram-na, ajudando a absorver novas ferramentas mais depressa, evitam erros básicos e criam soluções mais sustentáveis.

No fundo, estas aptidões não são um complemento. São o sistema operativo humano que mantém as equipas a funcionar, mesmo quando tudo à nossa volta muda. As organizações que dão o primeiro passo e tratam os seus colaboradores como o seu primeiro cliente percebem este conceito. Investir em soft skills é investir em profissionais completos e em equipas capazes de inovar com solidez, colocando sempre as pessoas no centro. A verdade é que se a tecnologia é o motor, estas competências são a direção, e de pouco serve acelerar se não sabemos para onde ir.

by José Ninhos

Lead Learning @Olisipo

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Formação Opinião

Porque o futuro da IA começa dentro da tua empresa

A crise silenciosa na inteligência corporativa

Nas salas de reunião está a desenrolar-se um paradoxo: enquanto se investe em talento externo para a área da Inteligência Artificial, os verdadeiros líderes da transformação podem já estar dentro da organização e desmotivados.

São os system thinkers: profissionais que veem padrões onde outros só veem caos, que entendem como fluem informação e valor e que sabem que o futuro será híbrido entre humano e artificial. O problema? Estão presos a tarefas rotineiras e a reuniões sem fim.

Os teus líderes de IA já estão na equipa

São aqueles que fazem perguntas desconfortáveis, que ligam pontos entre sistemas e que resolvem problemas por padrões e não apenas por processos. Estes colaboradores não têm (ainda) “AI” no título, mas têm algo mais valioso: a capacidade de trabalhar com sistemas inteligentes em vez de ser substituídos por eles.

A questão não é se tens este talento. É se lhes estás a dar condições, ferramentas e oportunidades para emergirem como líderes da transformação.

A vantagem multidisciplinar

A abordagem da Diana.Systems não olha para a IA apenas como um desafio técnico. Conecta biologia, matemática, música, cibernética e ecologia, criando programas que permitem inovação, upskilling e mudança cultural.

O resultado? Equipas mais criativas, líderes com visão de arquitetos de sistemas e organizações que se adaptam como organismos vivos.

O futuro está aqui

As empresas que vão liderar a próxima década não são as que têm mais ferramentas de IA, mas as que criam ecossistemas inteligentes, juntando criatividade humana e capacidade artificial.

A pergunta que fica: a tua organização está pronta para desbloquear este potencial?

Mariana Emauz Valdetaro
Diana.Systems

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Formação RH

Que desafios enfrenta hoje a comunicação nas organizações?


Para acompanhar a inovação tecnológica e as exigências constantes do mercado e da sociedade, as nossas organizações precisam tanto da disponibilidade de tecnologias e instrumentos, como da capacitação das pessoas para a adaptação de procedimentos.

Investir de forma consciente e estratégica, nas interações de pessoas e equipas em contexto cooperativo, é alicerçar uma resposta adequada, dos/as profissionais, aos cenários altamente dinâmicos, e até imprevisíveis, que hoje são traçados. Este trabalho na comunicação organizacional não é mais uma escolha, mas um dos pilares para a sustentabilidade das organizações.

O que chamamos de Comunicação Organizacional?

Construída e desenvolvida na estrutura cooperativa, a comunicação organizacional é a vivência efetiva, das pessoas, no seu dia a dia profissional. Define a própria natureza das relações de trabalho, das dinâmicas das equipas e formas de liderança, das práticas de engagement e gestão de expectativas.

Podemos afirmar, sob este prisma, que a comunicação organizacional é o reflexo, no quotidiano, da própria cultura e identidade organizacional.

Principais Desafios para uma Comunicação Organizacional Estratégica e Sugestão de Boas Práticas

A comunicação organizacional como um fator crítico para o sucesso é hoje amplamente reconhecida, mas a sua integração efetiva é difícil e complexa.

Vamos elencar alguns dos elementos desafiantes que encontramos, de uma forma transversal, nas organizações, bem como algumas propostas de intervenção e sugestões de boas práticas.

a) Partilhar o propósito e as prioridades de ação, com todos e todas: a identidade da organização deve sair dos sites oficiais e relatórios cooperativos e integrar de forma efetiva o quotidiano das organizações. Esta partilha não deve ser um ato isolado e unidirecional, mas deve ser pensada de forma integrada e continuada em eventos interativos e dinâmicos como reuniões, palestras, discussão em plenário, teambuilding, dinâmicas de grupos, workshops, etc.

b) Garantir um ambiente de trabalho seguro, para uma comunicação efetiva: para além da segurança física, que é fundamental, as dinâmicas das equipas devem assegurar a segurança mental, psicológica e emocional, para que as pessoas possam assumir uma postura assertiva. Reforçar a confiança e a transparência dos comportamentos, e refutar interações pouco claras e agendas ocultas, deve ser um princípio de ação.

c) Cultivar o exercício de lideranças confiantes e inspiradoras: as lideranças têm um papel fundamental como facilitadoras de uma comunicação positiva e eficaz. As organizações, como um todo, devem incentivar os/as líderes a assumir a gestão de pessoas como uma prioridade, no sentido de cultivar a confiança e a positividade, dentro das equipas. O desenvolvimento contínuo das lideranças, na área das Soft Skills, é um pré-requisito para a superação deste desafio.

d) Incorporar o feedback, assertivo, na essência da comunicação organizacional: em linha com os elementos já apresentados, a cultura do feedback tem de ser pensada de forma integrada. Valorizar as práticas do elogio sincero e assumir as críticas construtivas como forma de crescimento deve fazer parte da estrutura da organização, nas interações formais e informais, e de forma vertical, horizontal e transversal. Mais uma vez, garantir as competências (técnicas e psicossociais) para dar e receber feedback de forma positiva e empática requer formação específica e disponibilidade real para a mudança.

e) Incentivar o desenvolvimento contínuo e uma postura profissional autocrítica, numa perspetiva de melhoria contínua: como elemento aglutinador de todos os aspetos (inclusive aqueles desafios que ficaram de fora desta partilha), realçamos a importância de comunicação organizacional destacar, de forma integrada, o desenvolvimento do/a colaboradora/a, enquanto pessoa, enquanto profissional, e enquanto parte integrante da sua equipa e organização. Assumir estratégias de valorização de uma postura pró-ativa, autónoma, responsável e colaborativa, de cada profissional, na sua relação com o (conteúdo e o contexto de) trabalho, é fundamental para garantir não só uma comunicação eficiente, como a efetividade e qualidade de vida das pessoas, nas organizações.

Os elementos desafiantes apresentados pretendem contribuir para uma reflexão crítica dos/as profissionais e lançar algumas propostas de intervenção para uma comunicação organizacional ética, transparente e humana, que valoriza a diversidade e o pensamento criativo. Só esta comunicação estratégica e integrada permitirá incorporar a inovação tecnológica de forma efetiva, e impulsionar o verdadeiro potencial das tecnologias no sucesso das pessoas, e das organizações.

Autora: Sofia Barros Basto, Formadora e Consultora em Desenvolvimento Comportamental e Soft Skills

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Cibersegurança Formação Opinião

Cibersegurança: A realidade invisível que pode parar o seu Negócio 

Vivemos numa era digital onde a informação é o ativo mais valioso das organizações. Mas essa mesma informação, se não for devidamente protegida, pode tornar-se a origem de perdas avultadas, danos reputacionais e interrupções graves no negócio. 

Muitos líderes empresariais ainda encaram a cibersegurança como uma questão técnica, um assunto de engenheiros e informáticos. No entanto, essa visão está desatualizada. A cibersegurança é hoje um desafio estratégico — e cada CEO, administrador e diretor deve compreendê-la, pelo menos nos seus fundamentos. 

A ilusão de segurança 

É comum encontrar empresas que investem em tecnologia, mas negligenciam a segurança. Consideram que com o uso de software atualizado, firewalls e antivírus estão protegidas. A realidade, infelizmente, é muito diferente. A maior parte dos ataques bem-sucedidos não ocorre por falhas tecnológicas complexas, mas sim por erro humano, má configuração, ausência de políticas de segurança ou simples desconhecimento. 

Um colaborador que abre um anexo malicioso, um administrador que não atualiza um sistema por receio de interromper o serviço, ou uma equipa que partilha palavras-passe entre si — são exemplos de situações reais, frequentes e perigosas. Os atacantes exploram precisamente estas fragilidades. 

Todos os dias, milhares de ataques informáticos ocorrem em todo o mundo. Algumas empresas são atacadas sem sequer saber. Outras apenas descobrem o impacto dias ou semanas depois. E muitas só reagem quando já é tarde demais. 

O que muitos desconhecem é a enorme diversidade de técnicas e tipos de ataque que os cibercriminosos utilizam. Abaixo, apresentamos 40 tipos diferentes de ataques, organizados por categoria, para demonstrar o quão complexo e sofisticado se tornou este cenário. E estes 40 são apenas uma pequena amostra dos milhares de vetores de ataque conhecidos atualmente. 

1. Ataques baseados em engenharia social 

Estes ataques exploram a confiança e o comportamento humano, e são dos mais eficazes. 

  1. Phishing – Envio de emails falsos para enganar o utilizador e roubar credenciais. 
  1. Spear Phishing – Phishing personalizado, direcionado a indivíduos específicos. 
  1. Vishing – Phishing via chamadas telefónicas. 
  1. Smishing – Phishing via SMS. 
  1. Pretexting – O atacante cria uma história falsa para obter informações. 
  1. Quid Pro Quo – Oferecimento de algo em troca de informação (ex: “apoio técnico gratuito”). 
  1. Tailgating – Acesso físico a instalações seguindo um colaborador sem autorização. 
  1. Baiting – Utilização de dispositivos como pens USB infectadas, deixadas propositadamente para serem ligadas. 

2. Ataques a sistemas e redes 

Exploram falhas técnicas em sistemas operativos, servidores ou dispositivos. 

  1. Ataques de força bruta – Tentativas automáticas de adivinhar palavras-passe. 
  1. Ataques de dicionário – Teste de palavras-passe comuns ou conhecidas. 
  1. Man-in-the-Middle (MitM) – Interceção da comunicação entre duas partes. 
  1. Sniffing – Captura de tráfego de rede para recolher dados sensíveis. 
  1. Spoofing de IP – Falsificação do endereço IP para parecer legítimo. 
  1. DNS Spoofing – Redirecionamento de utilizadores para sites falsos. 
  1. ARP Poisoning – Manipulação da tabela ARP para interceptar dados em redes locais. 
  1. Session Hijacking – Roubo de sessão autenticada de um utilizador. 
  1. Zero-Day Exploit – Exploração de uma vulnerabilidade ainda desconhecida pelo fabricante. 
  1. Port Scanning – Mapeamento de portas abertas para identificar serviços vulneráveis. 

3. Ataques baseados em software malicioso (malware) 

  1. Ransomware – Encriptação de dados com pedido de resgate. 
  1. Spyware – Software que recolhe informação sem consentimento. 
  1. Adware malicioso – Publicidade com código nocivo embutido. 
  1. Trojans – Programas que se disfarçam de software legítimo. 
  1. Worms – Malware que se replica automaticamente pela rede. 
  1. Keyloggers – Registam todas as teclas premidas pelo utilizador. 
  1. Rootkits – Permitem controlo total do sistema sem ser detetado. 
  1. Botnets – Conjunto de máquinas infectadas controladas remotamente. 
  1. Fileless Malware – Malware que reside apenas na memória, sem ficheiros instalados. 
  1. Cryptojacking – Utilização dos recursos da empresa para minerar criptomoedas. 

4. Ataques à infraestrutura e serviços 

  1. DDoS (Distributed Denial of Service) – Sobrecarga de serviços até ficarem inacessíveis. 
  1. SQL Injection – Injeção de comandos maliciosos em bases de dados. 
  1. Cross-Site Scripting (XSS) – Inserção de scripts maliciosos em páginas Web. 
  1. Cross-Site Request Forgery (CSRF) – Execução de ações sem o conhecimento do utilizador. 
  1. Exfiltração de dados – Roubo silencioso de dados confidenciais. 
  1. Ataques a APIs – Exploração de interfaces mal protegidas. 
  1. Injeção de código remoto – Execução de código malicioso à distância. 

5. Ameaças internas e negligência 

  1. Erro humano – Acidental, mas com impacto potencial elevado. 
  1. Insider Threat – Ameaças vindas de colaboradores ou ex-colaboradores. 
  1. Shadow IT – Utilização de software ou serviços não autorizados. 
  1. Configurações incorretas – Má configuração de sistemas, deixando portas abertas. 
  1. Falta de segmentação de rede – Permite a propagação rápida de ataques internos. 

E isto é apenas o começo… 

Estes 40 tipos de ataques representam apenas uma pequena fração dos vetores de ciberameaça atualmente conhecidos. Todos os meses são descobertas novas vulnerabilidades, novos métodos de intrusão, novas formas de enganar utilizadores e infiltrar-se em empresas. A sofisticação é crescente — e o risco também. 

Ignorar esta realidade é permitir que a organização permaneça vulnerável. 

As ameaças evoluíram e continuam a evoluir 

Nos últimos anos, o panorama de ameaças digitais transformou-se profundamente. Os cibercriminosos tornaram-se mais organizados, mais discretos e mais sofisticados. Utilizam inteligência artificial para automatizar ataques, desenvolvem malware difícil de detetar e personalizam esquemas de phishing com base em informação pública das próprias empresas. 

A par disso, há um crescimento notório no número de ataques dirigidos especificamente a empresas de média dimensão, que muitas vezes não dispõem de estruturas internas robustas para responder a incidentes. A ideia de que “isso só acontece aos grandes” já não se aplica. Atualmente, qualquer pessoa ou organização é um alvo viável. 

Quando a reputação está em jogo 

Um ciberataque não causa apenas interrupções técnicas. Pode comprometer a confiança dos clientes, a propriedade intelectual, afetar contratos, violar regulamentações como o RGPD, e originar processos legais e coimas pesadas. Para muitas empresas, a consequência mais grave não é o roubo de dados — é a perda de credibilidade e reputação construída ao longo de anos. 

Em setores como banca, saúde, indústria, logística ou serviços jurídicos, a proteção da informação é crítica. Um único incidente pode gerar impactos reputacionais irreversíveis, afastar investidores e clientes, e até comprometer a continuidade do negócio. 

O Fator Humano: A vulnerabilidade mais explorada 

Por muito que se invista em tecnologia, nenhuma solução é infalível quando os utilizadores não estão preparados. A grande maioria dos ataques exploram comportamentos previsíveis, distrações ou falta de formação. Técnicas como phishing, engenharia social, ou spear phishing são eficazes porque não dependem de falhas técnicas, mas da confiança e do erro humano. 

A formação contínua, a consciencialização e a criação de uma cultura de segurança dentro da empresa são, por isso, medidas essenciais. Os colaboradores devem saber identificar ameaças, agir corretamente perante incidentes e compreender o seu papel na proteção da organização. 

O papel da gestão na segurança digital 

A cibersegurança não é apenas uma responsabilidade técnica. É uma função de gestão, que deve ser integrada nos processos de decisão, nos planos de continuidade de negócio e nas estratégias de inovação. Um administrador informado pode exigir melhores práticas, definir prioridades corretas, aprovar orçamentos realistas e promover a adoção de políticas eficazes. 

Além disso, os líderes devem dar o exemplo. A cultura de segurança começa no topo. Quando a direção demonstra envolvimento e conhecimento, a organização segue naturalmente esse caminho. 

Como preparar a empresa para o futuro digital? 

A resposta está na formação especializada. E é aqui que os nossos cursos fazem a diferença. Concebidos por profissionais com experiência prática em cibersegurança, os nossos programas são orientados para a realidade das empresas. Não são cursos académicos. São formações objetivas, com linguagem acessível, orientadas para quem toma decisões e precisa de compreender os riscos e as soluções. 

Acreditamos que um bom curso não deve apenas transmitir conhecimento técnico. Deve capacitar líderes para: 

  • Identificar os principais riscos de cibersegurança na sua organização; 
  • Avaliar o nível de maturidade digital da empresa; 
  • Compreender os fundamentos das políticas e procedimentos de segurança; 
  • Promover comportamentos seguros nas equipas; 
  • Responder com eficácia a incidentes e ataques; 
  • Cumprir com as obrigações legais e regulatórias em matéria de proteção de dados. 

Ignorar já não é uma opção. É uma responsabilidade de todos. 

O desconhecimento em cibersegurança deixou de ser aceitável — especialmente nos níveis de liderança. Os cibercriminosos não escolhem vítimas pela dimensão ou notoriedade, mas sim pela vulnerabilidade. Ignorar este risco é expor a empresa a danos profundos e, por vezes, irreparáveis. 

Investir em cibersegurança é investir na continuidade, na reputação e na sustentabilidade do negócio. E o primeiro passo é sempre o mesmo: saber mais

Uma oferta completa para todos os níveis da organização 

Se deseja proteger verdadeiramente a sua organização, convidamo-lo a conhecer os nossos cursos.

A nossa oferta formativa cobre todas as dimensões da cibersegurança, desde a vertente técnica até à estratégica.

Disponibilizamos cursos dirigidos a equipa técnica e operacional, com foco em detecção, resposta e prevenção de ataques, mas também formações específicas para decisores, como administradores, diretores de IT e responsáveis de unidades de negócio.

Estes cursos abordam temas como governança em cibersegurança, definição de políticas, conformidade com normas e regulamentos (como o RGPD e a ISO/IEC 27001), e gestão de risco.

O objetivo é capacitar todos os níveis da organização para tomarem decisões informadas, coerentes e eficazes no domínio da segurança digital. 

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Formação Inovação

Microlearning: A Revolução na Aprendizagem Moderna

E se eu te dissesse, mesmo antes de ler este texto, que já tens experiência com Microlearning?

Pensa na última vez que precisaste de aprender algo novo de forma espontânea e rápida — seja dar o nó de gravata através de um tutorial no YouTube, a forma mais fácil de escalfar um ovo, ou uma macro particularmente útil no Excel.

Sem te aperceberes, adquiriste conhecimento em poucos minutos, de forma prática e direta.

Cada vez mais nos surge a necessidade de repensar a forma como aprendemos. Se antigamente o foco de aprendizagem era em sala (física ou virtual), hoje em dia faz sentido ter em conta que todo e qualquer momento do nosso dia-a-dia tem um potencial formativo, e que cabe aos responsáveis de formação de cada equipa e de cada empresa pensar e repensar como proporcionar momentos de aprendizagem aos seus colaboradores, continuando a ter em conta as necessidades do negócio, e que nem sempre as equipas podem dedicar grandes fatias do seu tempo à formação.

É assim que surge o Microlearning. É uma abordagem que envolve a aprendizagem em pequenas doses, e que se foca na transmissão de conteúdos breves e interativos. O objetivo aqui é absorver informação de forma rápida e prática, em qualquer lugar, facilitando a retenção de conhecimento e integrando de forma mais natural a aprendizagem na rotina diária.

Fonte: Jonas Leupe on Unsplash

O Microlearning não é sobre reduzir cursos ou em “cortá-los em pedaços”. Trata-se de focar o conteúdo no essencial que impacta diretamente o desempenho. O objetivo principal é ajudar as pessoas a absorver informações cruciais de maneira mais eficaz, reduzindo a carga cognitiva.

A teoria do Microlearning vem originalmente do trabalho de Hermann Ebbinghaus, um psicólogo alemão que estudou a memória. Desenvolveu a “curva do esquecimento”, que mostra a rapidez com que as pessoas esquecem novas informações. Sem uma revisão regular, a maioria de nós só se lembra de cerca de 21% do que aprendeu, depois de apenas um mês.

curva do esquecimento de ebbinghaus

O Microlearning ajuda a resolver isso, fornecendo informações em aulas pequenas e curtas. Ao dividir o conteúdo em pequenos pedaços e rever o mesmo regularmente, os alunos podem lembrar-se mais do que aprenderam. Essa abordagem “pouco e frequente” facilita a retenção de informações ao longo do tempo, ajudando os alunos manter-se atualizados sobre novas skills ou conhecimentos.

Características Principais do Microlearning

  1. Conteúdos micro: Os módulos são desenhados para serem consumidos em poucos minutos, geralmente entre 2 e 10 minutos.
  2. Um conceito de cada vez: Cada lição foca-se num único conceito ou habilidade específica, evitando sobrecarregar o formando.
  3. Multiformato: Os conteúdos podem ser apresentados em diferentes formatos: fotos, animações, vídeos, quizzes, infográficos, podcasts, textos curtos, etc.
  4. Mobilidade: Microlearning é ideal para ser consumido em dispositivos móveis, tornando-se possível aprender em qualquer lugar.
  5. Flexibilidade: Os formandos podem escolher quando e onde vão aceder ao conteúdo, personalizando o ritmo de estudo.

Benefícios do Microlearning

  • Alta Retenção de Conhecimento: Pequenas doses de informação aumentam a probabilidade de o conteúdo ser absorvido e retido.
  • Engagement Elevado: Ao consumir conteúdos curtos e interativos, os alunos envolvem-se mais e sobrecarregam-se menos.
  • Flexibilidade: O Microlearning permite integrar mais facilmente o estudo nas agendas diárias.

O Microlearning não tem como objetivo substituir a formação tradicional nem o elearning, mais sim complementá-los. Para além disso, traz alguns benefícios muito próprios:

Microlearning VS Formação Tradicional

MicrolearningFormação tradicional
FlexibilidadePode ser realizado a qualquer momento, em qualquer lugarExige estar num local e  num horário específicos, marcados previamente
TempoMódulos curtos, permite aprender sem comprometer longos períodos de tempoMódulos mais longos, requer um compromisso maior de tempo
RetençãoMais eficaz para a memorização e aplicação prática de conhecimentoPode levar à sobrecarga de informação e a uma menor retenção de conhecimento
PersonalizaçãoAdaptado às necessidades específicas do indivíduoAdaptado às necessidades de uma ou várias turmas
CustosElimina despesas de deslocação, materiais físicos e logísticaRequer despesas de deslocação, materiais físicos e logística

Microlearning VS elearning

MicrolearningElearning
ConteúdosMais específicos e diretosEnvolve cursos longos e densos
EngagementMantém mais facilmente a atenção dos participantesMais dificuldade em manter a atenção dos participantes
CompatibilidadeOptimizado para smartphones e tabletsNem sempre adaptado a dispositivos móveis
Taxa de desistênciaCursos menores reduzem a taxa de desistênciaCursos mais longos têm maiores taxas de desistência
AtualizaçõesTêm atualizações mais frequente e facilmenteAtualizar cursos mais longos é mais difícil e acontece com menos frequência

Em suma, o Microlearning é uma metodologia ágil, prática e orientada para resultados, um complemento ideal e necessário para os profissionais do mundo dinâmico e digital em que vivemos.

Este novo conceito tem sido amplamente utilizado por empresas que acreditam no potencial da formação contínua e da formação não formal e tem ganho cada vez mais preponderância na facilitação de competências essenciais de forma simples e rotineira.


Sabias que a Olisipo Learning também oferece soluções de Microlearning?

Fala connosco para saberes mais!

Referências: [1] [2] [3]

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Cibersegurança Formação Uncategorized

Salvaguardar o futuro digital: A importância da cibersegurança para as empresas​

No cenário empresarial atual, onde a tecnologia desempenha um papel crucial, a cibersegurança emerge como um pilar fundamental para as empresas tecnológicas. A segurança de dados está, cada vez mais, na ordem do dia para os profissionais e as organizações.

Enquanto as ameaças proliferam no mundo digital e online, colocando em risco a segurança de informações e a própria continuidade dos negócios, é essencial apostar na formação dos especialistas para prevenir e mitigar falhas catastróficas.

Além dos regimes de proteção de dados, que é imperativo conhecer e fazer cumprir dentro da organização, há diferentes protocolos de segurança a conhecer e manter. Através da formação dos seus especialistas, as organizações preparam as suas equipas para saber identificar, prevenir e solucionar eventuais ameaças.

unsplash equipa
cibersegurança empresas

As empresas tecnológicas, impulsionadas pela inovação constante, estão cada vez mais dependentes de infraestruturas digitais. No entanto, esta evolução também traz consigo uma série de desafios, com ameaças cibernéticas sofisticadas a evoluírem à medida que a tecnologia avança. A proteção contra ataques cibernéticos tornou-se uma necessidade premente para garantir a continuidade dos negócios.

Ameaças Emergentes

Os profissionais e gestores nas empresas tecnológicas devem estar cientes das ameaças emergentes. Desde ataques de ransomware até tentativas de phishing cada vez mais elaboradas, as organizações enfrentam um campo de batalha digital complexo. A perda de dados sensíveis, interrupções nos serviços e danos à reputação são algumas das sérias consequências que podem resultar de falhas na cibersegurança.

As empresas também devem considerar tudo o que está em risco quando se sofre um ciber-ataque. Desde reputação de marca danificada, à possível exposição de informação sensível, um ciber-ataque pode ser bastante custoso. Em 2022, hackers e grupos de cibercrime lucraram cerca de 456.8 milhões de dólares em ransomware. A maioria das organizações não conseguiria suportar um ataque de grande escala. Por exemplo, um sistema de saúde reportou recentemente que perdera 150 milhões de dólares num ataque de ransomware em 2022, incluindo custos pela paralização da operação durante o dito ataque.

Proteger Ativos Digitais

A implementação de medidas robustas de cibersegurança é crucial. As empresas devem adotar uma abordagem holística, incluindo a utilização de firewalls avançadas, sistemas de detecção de intrusões, e políticas de gestão de acessos. A criptografia de dados, a atualização regular de software e a formação contínua dos colaboradores são igualmente importantes para criar uma defesa sólida contra ameaças digitais.

Um estudo recente pela Mandiant indicava que 67% das empresas acredita que os seus managers e gestores desvalorizam o risco de ciber-ataques à sua organização.

A cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas também uma questão ética. As empresas têm a responsabilidade de proteger não apenas os seus interesses, mas também os dados dos clientes e a integridade do ecossistema digital. A adoção de práticas éticas na gestão da cibersegurança contribui para a construção de uma reputação sólida e sustentável.

Conformidade Regulatória

Num ambiente empresarial cada vez mais regulamentado, a conformidade com normas de cibersegurança é obrigatória. Profissionais e gestores têm a obrigação de se familiarizar com as regulamentações locais e internacionais, adaptando as práticas de segurança para garantir o cumprimento de requisitos legais. A não conformidade pode resultar em penalizações financeiras e danos à reputação da empresa, para além dos riscos inerentes a uma fraca proteção contra ameaças cibernéticas.

Uma tendência que tem vindo a tornar-se mais evidente são os esquemas em que é utilizada tecnologia “deepfake” para a extorsão de fundos, tanto de particulares como de empresas. Casos como este, em que um funcionário do departamento financeiro de uma empresa multinacional foi enganado e levado a transferir 25 milhões de dólares, por pensar que estaria a comunicar com o CFO da empresa, bem como vários outros membros, poderia ter sido evitado, caso já estivessem implementados protocolos para garantir o cumprimento de standards regulamentações locais e internacionais.

Educação e Sensibilização

A cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas também comportamental. É essencial sensibilizar e educar os colaboradores sobre boas práticas de segurança cibernética. Os profissionais e gestores devem promover uma cultura organizacional que valorize a segurança, incentivando a responsabilidade individual na proteção contra ameaças digitais.

Investimento Estratégico

A cibersegurança deve ser encarada como um investimento estratégico e não como um custo adicional. A alocação de recursos para tecnologias avançadas, formação de pessoal e monitorização contínua é vital. As empresas tecnológicas devem compreender que investir em cibersegurança é um passo proativo para proteger os seus ativos e manter a confiança dos clientes.

Confiança sólida

A confiança dos clientes é um alicerce inabalável para o sucesso de qualquer empresa, estabelecendo uma ligação vital entre a organização e os seus utilizadores. Num contexto onde os consumidores compartilham uma quantidade considerável de dados pessoais, a cibersegurança desempenha um papel crucial na manutenção dessa confiança.

A implementação de medidas robustas não protege apenas a integridade de informações sensíveis, mas transmite também uma mensagem inequívoca de comprometimento com a segurança e privacidade. Uma resposta eficaz a incidentes, a transparência nas práticas de segurança e a garantia de conformidade legal reforçam a confiança dos clientes. Na era da informação, a confiança torna-se um ativo estratégico, diferenciando as empresas que se destacam pela sua diligência na proteção dos dados dos seus clientes, fortalecendo assim as bases de uma relação duradoura e mutuamente benéfica.

cibersegurança empresas

Num mundo cada vez mais interligado digitalmente, a cibersegurança torna-se um pilar incontornável para as empresas tecnológicas. Profissionais e gestores desempenham um papel crucial na defesa contra ameaças cibernéticas, adotando práticas robustas e promovendo uma cultura de segurança. Ao investir de forma estratégica na cibersegurança, as empresas podem não apenas proteger os seus ativos digitais, mas também assegurar um futuro sustentável no universo tecnológico em constante evolução.

E então:

  • Já começou a investir na estratégia de cibersegurança na sua empresa?
  • Já potenciou o desenvolvimento de práticas de cibersegurança na sua equipa?

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Comunicar o Sucesso Profissional: A Relevância da Comunicação e Feedback no Mercado de Trabalho em 2024

No dinâmico cenário do mercado de trabalho em 2024, a comunicação assertiva e o feedback construtivo emergem como tendências cruciais para o sucesso profissional. A capacidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir atentamente e fornecer feedback construtivo são skills que não fortalecem apenas as relações interpessoais, como também impulsionam o desempenho e a inovação nas organizações.

Comunicar de forma assertiva: Uma Habilidade Incontornável

Comunicação Assertiva

No panorama em constante evolução em que vivemos, indubitavelmente impulsionado pela tecnologia, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência de extrema relevância para o sucesso individual e coletivo. A habilidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir com atenção e oferecer feedback construtivo assume uma importância ainda maior quando inserida no contexto dinâmico e tecnológico. Neste ambiente, as vantagens da comunicação assertiva são evidentes e essenciais para o florescimento profissional e a excelência organizacional.

1. Facilita a Colaboração Efetiva

Em ambientes tecnológicos, as equipas muitas vezes trabalham em projetos complexos e interdisciplinares. A comunicação assertiva promove a compreensão mútua, reduzindo mal-entendidos e facilitando uma colaboração mais efetiva e eficiente entre os membros da equipa.

2. Agiliza o Processo de Inovação

A comunicação assertiva permite a troca livre e aberta de ideias. Num contexto tecnológico, onde a inovação é um motor essencial para o sucesso, a habilidade de expressar novas ideias e perspectivas de forma clara e direta é crucial para impulsionar a criatividade e a inovação.

3. Melhora a Resolução de Problemas

Ambientes empresariais tecnológicos incluem frequentemente enfrentar e resolver desafios complexos. A comunicação assertiva contribui para uma abordagem construtiva na identificação e resolução de problemas, promovendo soluções eficazes e rápidas.

4. Fortalece Relações Profissionais

Num setor onde as relações profissionais muitas vezes transcendem fronteiras físicas, a comunicação assertiva ajuda a construir e manter relações sólidas. A clareza na comunicação diminui a probabilidade de conflitos e mal-entendidos, promovendo um ambiente de trabalho harmonioso.

5. Adapta-se à Velocidade do Mundo Digital

A comunicação assertiva permite uma comunicação direta e eficiente, adequando-se e correspondendo à velocidade exigida pelo mundo digital. Num ambiente tecnológico, onde a rapidez na tomada de decisões é vital, a habilidade de comunicar de forma assertiva torna-se um trunfo estratégico.

6. Fomenta um Ambiente de Trabalho Positivo

A comunicação assertiva promove um ambiente de trabalho positivo e saudável. Isto é particularmente relevante num setor onde o stress e a pressão são comuns. Colaboradores que comunicam de forma assertiva estão mais propensos a construir um ambiente de trabalho que valoriza a transparência e o respeito mútuo.

Numa era em que a tecnologia molda os rumos dos negócios, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência fundamental. Ao investir no desenvolvimento dessa habilidade, os profissionais podem não apenas sobressair neste competitivo ambiente empresarial tecnológico, como também contribuir para o crescimento e sucesso contínuo das organizações em Portugal.

Saber dar feedback: O Alicerce do Crescimento Profissional

Comunicação Assertiva

Num mundo onde as barreiras geográficas são cada vez menos relevantes, a comunicação efectiva é uma competência essencial. Colaboradores que articulam ideias de forma clara e persuasiva têm uma clara vantagem competitiva.

Seja em apresentações, reuniões ou na escrita diária, a capacidade de comunicar eficazmente torna-se uma habilidade distintiva.

A Olisipo reconhece a importância desta competência e inclui na sua oferta formativa o curso Comunicação e Feedback, proporcionando aos profissionais a oportunidade de desenvolverem suas habilidades de comunicação. Este curso abrange estratégias de comunicação verbal e não verbal, técnicas de apresentação, gestão de conflitos nas equipas, e como adaptar a mensagem ao público-alvo. Ao investir nesse curso, os participantes estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios comunicativos do ambiente de trabalho moderno.

A Integração de Competências para o Sucesso Profissional

Os cursos Comunicação e Feedback e Comunicação Assertiva, ambos incluídos no catálogo de formação da Olisipo, complementam-se para oferecer uma abordagem holística às competências necessárias no mercado de trabalho. A combinação destas habilidades proporciona aos profissionais uma vantagem competitiva, preparando-os para enfrentar os desafios complexos e interconectados do ambiente corporativo moderno.

Em conclusão, as skills de comunicação eficaz e o feedback construtivo são as espinhas dorsais do sucesso profissional no cenário atual. A Olisipo incorpora um compromisso em capacitar profissionais, oferece cursos abrangentes que preparam os participantes para enfrentar as necessidades desafiantes do mercado de trabalho em constante evolução. Ao investir nestas competências, os profissionais estão não apenas a acompanhar as tendências, mas também a moldar o seu próprio caminho para um sucesso profissional duradouro.

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Desvendar o Poder da Escuta Ativa: A Chave para o Sucesso em Entrevistas e Relações Profissionais

Num mundo cada vez mais acelerado e repleto de distrações digitais, a escuta ativa emerge como uma habilidade vital e muitas vezes subestimada. Explora a importância crescente da escuta ativa nos dias de hoje, especialmente no contexto de entrevistas e relacionamentos profissionais.

Num ambiente onde a verdadeira conexão humana é muitas vezes eclipsada pela tecnologia, compreendemos como a escuta ativa não só se tornou uma competência essencial para o sucesso profissional, mas também uma ferramenta indispensável para compreender e ser compreendido no meio da cacofonia que é a comunicação moderna.

Num inquérito da Accenture, 96% dos inquiridos responderam que eram sempre, ou quase sempre, bons ouvintes. Na verdade, um estudo da Scientific American revela que não é bem assim, e que a maioria das pessoas apenas retém cerca de metade de tudo o que lhes é dito. E isso é imediatamente a seguir a ouvir, por isso não vale culpar a memória fraca.

O que é a escuta ativa?

Escuta ativa - durante uma reunião presencial

A escuta ativa significa ser um participante pleno nas tuas interações com outra pessoa e utilizar pistas verbais e não verbais tanto para absorver quanto para transmitir informações. Quando estás envolvido na escuta ativa, estás totalmente presente no momento — não estás a prestar atenção a notificações nos teus dispositivos inteligentes, a pensar se colocaste dinheiro suficiente no parquímetro ou a considerar se deverias ter escolhido um outfit diferente, nem mesmo a pensar no que dizer a seguir.

Por que é que a escuta ativa é tão importante numa entrevista?

A participação plena na tua entrevista como ouvinte ativo serve dois propósitos: Primeiro, transmite o teu verdadeiro interesse na posição ao entrevistador. Não estás a adotar uma abordagem dispersa na tua procura de emprego. Candidataste-te intencionalmente a esta posição e estás totalmente presente e participativ@ na experiência. Segundo, a escuta ativa permite-te captar pistas sobre a cultura da empresa que te indicarão se a posição, a empresa e a cultura da mesma serão indicadas para ti.

Como se manifesta?

Sinais de escuta ativa incluem:

  1. Utilizar uma quantidade apropriada de contacto visual, bem como sorrisos e acenos para interagir e conectar com os outros oradores. A palavra-chave aqui é “apropriado“. Queres mostrar empatia, e não fazer a outra pessoa sentir-se desconfortável. (Não te esqueças de pestanejar!).
  2. Boa postura e até inclinar-te ligeiramente para mostrar intenção. A tua linguagem corporal deve transmitir vigilância. Estás tão interessado, que estás “on the edge of your seat” para esta entrevista!
  3. Parafrasear perguntas e reutilizar a linguagem da pergunta nas tuas respostas. Esta técnica mostra que compreendes o que te estão a perguntar e estás a aplicá-lo à tua resposta. E mais: também mostra que estás a responder a perguntas específicas, e não apenas a recitar respostas previamente memorizadas, ou até mesmo a tentar dominar a interação com uma agenda predefinida.
  4. Não interromper: é importante deixar o interlocutor terminar o que tem a dizer, pois interromper apenas limita a tua compreensão do que ele/a tem a transmitir, e causa frustração para quem está a falar. Guarda perguntas, comentários ou observações para o fim.
  5. Fazer perguntas abertas de acompanhamento quando tens a oportunidade. Um bom sinal de que usaste com sucesso a escuta ativa é quando a tua entrevista começa a parecer-se com uma conversa. Um claro sinal de desinteresse é quando um entrevistador ou entrevistado parece estar a percorrer uma lista de perguntas ou a fornecer respostas que não convidam a uma exploração mais aprofundada.
PS: sugerimos que não incluas o sarcasmo nem a violência da Amy nas tuas entrevistas!

Como podes desenvolver habilidades de escuta ativa?

Praticar a atenção plena — a capacidade de estar totalmente presente no momento — ajudar-te-á a tornar-te um ouvinte ativo. Não precisas de embarcar numa prática completa de meditação, mas podes tornar-te um ouvinte mais ativo, ao reduzir o “multitasking” em todos os tipos de situações sociais. Começa por colocar o teu telemóvel de lado e desligar a televisão enquanto fazes uma refeição com a família ou amigos.

Fonte: Boston University

Podes usá-la numa entrevista por telefone ou virtual?

Embora possa parecer desafiante, colocar a escuta ativa em prática numa entrevista por telefone ou virtual pode ser ainda mais importante do que durante uma reunião presencial. A maioria de nós adquiriu maus hábitos de multitasking. Mesmo que não consigas ver o entrevistador ou apenas os vejas através de um ecrã de computador, ainda podes transmitir toda a tua atenção, colocando-te numa zona tranquila e livre de distrações. Fecha o Slack/Teams, etc. e coloca o teu telemóvel em modo “não incomodar”.

Escuta ativa - durante uma entrevista online

Nunca te esqueças: a entrevista é uma via de dois sentidos. Se saíres da entrevista com a sensação de que se transformou numa conversa agradável com pessoas com as quais gostarias de passar mais tempo, isso é um sinal de que é possível prosperar naquele ambiente profissional específico.

Em resumo, a escuta ativa revela-se como um alicerce fundamental para a construção de relações significativas num cenário profissional contemporâneo. Ao transcender as barreiras impostas pela era digital, esta habilidade não apenas aprimora a comunicação, mas também estabelece uma base sólida para o entendimento mútuo. Nos dias de hoje, onde a conexão autêntica muitas vezes se perde em meio ao ruído da tecnologia, a escuta ativa destaca-se como um diferencial valioso, capacitando os profissionais a navegarem com sucesso através dos desafios interpessoais e a prosperarem em ambientes dinâmicos.

PS: Sabias que a Olisipo tem várias formações para complementar as tuas skills de comunicação:

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O despertar da criatividade nos profissionais de TI: Uma viagem pelo Storytelling e Escrita Criativa

No veloz mundo da tecnologia, a capacidade de comunicar eficazmente e pensar de forma criativa torna-se cada vez mais crucial para os profissionais de TI. Na era da transformação digital, onde a inovação é a chave para o sucesso, a Olisipo mantém-se comprometida com a evolução dos profissionais de tecnologia, e apresenta agora duas formações envolventes: Storytelling e Escrita Criativa. Estes cursos ultrapassam as barreiras tradicionais, proporcionando uma abordagem única para aprimorar as habilidades criativas e de comunicação de qualquer profissional no mercado atual.

Formação em Storytelling: A Arte de Cativar Audiências

Ao mergulhar no universo do storytelling, os profissionais têm a oportunidade de desenvolver a capacidade de contar histórias envolventes que transcendem linhas de código. Com técnicas narrativas poderosas, este curso de storytelling não ensina apenas a arte de contar histórias, mas também explora como integrar narrativas impactantes num contexto profissional. Afinal, uma solução técnica genial é ainda mais eficaz quando é apresentada de forma envolvente.

A formação explora métodos e ferramentas utilizados por especialistas na indústria do cinema e da televisão em Hollywood, adaptando-os ao contexto do storytelling comercial. Ao finalizar o curso, os participantes serão capacitados a construir histórias envolventes, capazes de emocionar, inspirar e motivar a ação.

Formação em Escrita Criativa: O Poder das Palavras

De forma complementar, o curso de Escrita Criativa oferece uma jornada que vai além da programação e documentação técnica. Na Olisipo, reconhecemos que a criatividade é uma força propulsora na solução de problemas complexos e na criação de soluções inovadoras. Este curso destaca como a escrita criativa pode ser uma ferramenta valiosa para inspirar novas ideias, resolver desafios de maneiras únicas e comunicar de maneira clara e persuasiva.

Consciente de que a comunicação muitas vezes é afetada por expressões monótonas e convencionais, a formação oferece ferramentas práticas para desbloquear a criatividade e escrever de maneira mais apelativa. O objetivo é equipar os participantes com as habilidades necessárias para criar textos claros, apelativos e distintos no vasto universo digital.

A escrita criativa é quase como um paninho do pó que devemos trazer na mala para, sempre que necessário, limpar um ou outro cotão que se aloja dentro de nós.

escrita criativa e storytelling - Olisipo

Adaptar à realidade de TI

Ambos os cursos de Storytelling e Escrita Criativa são mais do que meras formações; são oportunidades para os profissionais de TI (e não só) transcenderem as barreiras tradicionais, incorporando elementos criativos nas suas práticas diárias. Ao investir nestas formações, não valorizamos apenas as competências técnicas, mas promovemos também uma abordagem holística ao desenvolvimento profissional.

A Olisipo, através do seu Learning Center, não apenas oferece cursos de alta qualidade, mas também se posiciona como uma aliada no desenvolvimento profissional. O Learning Center não é apenas uma plataforma de aprendizagem, mas um ecossistema que proporciona suporte contínuo aos profissionais de TI, dentro e fora da Olisipo, ajudando-os a aplicar as habilidades adquiridas num ambiente de trabalho.

Ao investir nestas formações, não capacitamos apenas os profissionais de TI para se destacarem nos seus respetivos campos. Também contribuímos para a formação das equipas do futuro: equipas mais inovadoras e colaborativas.

Em conclusão, a capacidade de contar histórias e pensar criativamente não é apenas uma vantagem, mas uma necessidade no ambiente dinâmico de TI de hoje. E tu, como pensas que estas habilidades criativas podem transformar a tua jornada profissional no universo da tecnologia?

Para pedidos à medida e/ou para empresas, podes contactar diretamente o nosso Learning Center:

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