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RH

Dá ao teu talento a apresentação certa

Se chegaste até aqui, é porque sabes que talento não chega. É preciso saber apresentá lo.

A pensar nos alunos que estão a terminar a faculdade e a dar os primeiros passos no mercado de trabalho, a Olisipo criou um Template de CV gratuito, simples, profissional e fácil de usar.

Este template foi desenvolvido com base naquilo que vemos todos os dias em processos de recrutamento. CVs claros, objetivos e bem estruturados fazem a diferença.

Descarrega o nosso Template de CV


PDF editável e gratuito.

O Template de CV da Olisipo ajuda te a:

  • Organizar a informação de forma clara e profissional
  • Valorizar a tua formação académica
  • Destacar estágios, projetos e primeiras experiências
  • Facilitar a leitura por recrutadores

O ficheiro é editável em PDF e pode ser preenchido diretamente no computador.

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Formação Opinião RH

Upskilling e Reskilling: O Novo Motor de Competitividade nas Empresas Tecnológicas

O setor tecnológico tem vivido uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela digitalização, pela mudança constante e pela crescente exigência de competências especializadas. Hoje, o ritmo de evolução é tão acelerado que já não basta contratar talento qualificado. É preciso prepará-lo, desenvolvê-lo e capacitá-lo continuamente. Neste contexto, o upskilling e o reskilling deixaram de ser iniciativas complementares para se tornarem pilares estratégicos da gestão de pessoas.

Na Olisipo, vimos esta mudança acontecer de muito perto. Durante anos, o acompanhamento individual e próximo foi o nosso ponto de partida. Era uma forma de garantir que cada pessoa sabia que tinha alguém ao seu lado para orientar, apoiar e ajudar a tomar decisões de carreira. Com o tempo, esta prática evoluiu para uma abordagem mais estruturada à employee experience, onde o crescimento se tornou um compromisso partilhado entre o colaborador e a organização. Hoje, não falamos apenas de proximidade, falamos de percursos de desenvolvimento claros, feedback frequente e oportunidades reais de progressão.

O mercado continua a mostrar-nos que a escassez de talento especializado é uma realidade constante, especialmente nas áreas mais críticas, como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança. Esta escassez não se resolve apenas com recrutamento. Resolve-se capacitando as equipas, reforçando competências existentes e criando novas oportunidades de aprendizagem. É aqui que o upskilling e o reskilling ganham um papel decisivo.

O upskilling permite que os profissionais evoluam dentro da sua área, atualizando conhecimentos e mantendo-se competitivos num mercado em rápida transformação. Já o reskilling abre portas a novas possibilidades, ao formar pessoas de áreas distintas para necessidades emergentes. Ambos os caminhos têm um impacto profundo não só na empregabilidade, mas também na confiança e motivação das equipas. Na Olisipo, temos exemplos de colaboradores que iniciaram um percurso completamente novo através de programas de requalificação, encontrando um alinhamento maior entre as suas competências e o seu futuro profissional.

Esta aposta não acontece de forma espontânea. Através da Olisipo Learning disponibilizamos plataformas como a Udemy Business, bootcamps, workshops técnicos e programas de mentoria. Estes recursos permitem que cada pessoa construa a sua jornada de aprendizagem ao seu ritmo e sempre alinhada com as necessidades do mercado. Para nós, preparar é tão importante quanto atrair. A evolução não é apenas técnica, mas também humana. É por isso que investimos igualmente em competências como comunicação, liderança, gestão emocional e adaptabilidade, porque o crescimento sustentável exige equilíbrio entre o saber fazer e o saber ser.

Num setor altamente competitivo, esta visão tem sido um fator determinante na retenção do talento. As pessoas procuram empresas onde possam evoluir de forma contínua, onde sintam que têm espaço para questionar, propor, aprender e experimentar. Procuram segurança emocional, propósito e um ambiente que valorize a sua evolução pessoal e profissional. E quando encontram esse espaço, tendem a permanecer e a crescer connosco.

A verdade é que as organizações que apostam em upskilling e reskilling estão a preparar-se não só para o futuro, mas também para o presente. Estão a construir equipas mais flexíveis, motivadas e resilientes, capazes de dar resposta a novos contextos, novas funções e novos modelos de trabalho. Estão também a criar uma cultura de aprendizagem que se estende muito além da formação tradicional, uma cultura onde aprender se torna parte natural do dia a dia.

Acredito profundamente que o futuro das empresas passa pela capacidade de desenvolver as suas pessoas. A tecnologia continuará a acelerar, os contextos vão mudar e as exigências serão cada vez maiores. O que permanece constante é o potencial humano que existe dentro de cada equipa. Quando o cultivamos com intenção, proximidade e estrutura, construímos organizações mais fortes e preparadas para qualquer desafio.

O upskilling e o reskilling não são tendências. São uma nova forma de olhar para o talento. Uma forma que valoriza o percurso, respeita o ritmo de cada pessoa e reconhece que o verdadeiro impacto nasce da combinação entre conhecimento, propósito e humanidade.

É assim que criamos futuro. E é assim que continuaremos a construir o caminho na Olisipo

by Paula Peixoto

Head of People & Culture @Olisipo

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Formação Opinião

O código secreto por detrás da inovação tecnológica

No mercado tecnológico, onde as ferramentas mudam quase ao ritmo dos seus lançamentos, as competências técnicas são apenas metade da equação. A outra metade são as chamadas soft skills, capacidades que não se medem em linhas de código, mas que determinam a qualidade, a inovação e a resiliência de qualquer projeto. Comunicação, colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico, adaptabilidade e liderança são hoje indispensáveis para transformar conhecimento técnico em impacto real. Afinal, a tecnologia pode mudar rápido, mas é o lado humano que dita quem a acompanha e quem fica para trás.

Entre todas, a comunicação tem ganho particular destaque. Hoje em dia, tudo começa na comunicação: é ela que garante que requisitos são compreendidos à primeira, que expetativas estão alinhadas e que a informação circula sem ruído. E quando falha, percebe-se o óbvio: comunicar bem é, muitas vezes, o atalho mais curto entre um problema e a sua solução. Não é por acaso que a colaboração, a capacidade de resolver problemas e a liderança caminham de mãos dadas com esta competência. Uma revisão de código, por exemplo, não é apenas um exercício técnico. Exige espírito crítico, clareza na argumentação e sensibilidade para lidar com diferentes perspetivas.

A procura por formações em soft skills tem crescido porque as empresas perceberam que confiar em apenas competências técnicas já não chega. A tecnologia, por si só, não resolve os desafios mais complexos. São as pessoas, com a sua capacidade de trabalhar em equipa, de questionar o óbvio e tomar decisões sob pressão, que tornam possíveis soluções mais eficazes.

Cabe às organizações assumir um papel mais ativo na criação de contextos de trabalho que sejam, ao mesmo tempo, ambientes de aprendizagem contínua. Porque as pessoas estão sempre a aprender. E as empresas que investem no desenvolvimento dos seus colaboradores colhem benefícios: equipas mais alinhadas, decisões mais rápidas e maior capacidade de adaptação a imprevistos. É fácil esquecer, mas empresas que não formam pessoas estão, na prática, a criar problemas.

Integrar soft skills na formação tecnológica significa criar experiências práticas e mensuráveis. Workshops com cenários de pressão e simulações de reuniões com diferentes intervenientes permitem avaliar não só o resultado técnico, mas também o raciocínio, a clareza de comunicação e a forma como se chega a consensos. 

Num setor onde várias gerações trabalham lado a lado, estas competências são a ponte que as liga. A escuta ativa permite aprender com a experiência, a curiosidade abre espaço para novas abordagens e novas formas de pensar, e a capacidade de negociar e colaborar transforma diversidade em força. Porque, no fim, a diversidade só é uma vantagem quando existe a capacidade de a ouvir.

A ideia de que não há tempo para desenvolver estas competências porque é preciso acompanhar a última atualização tecnológica é enganadora. Na prática, as soft skills funcionam como aceleradores técnicos, não atrasam a tecnologia, aceleram-na, ajudando a absorver novas ferramentas mais depressa, evitam erros básicos e criam soluções mais sustentáveis.

No fundo, estas aptidões não são um complemento. São o sistema operativo humano que mantém as equipas a funcionar, mesmo quando tudo à nossa volta muda. As organizações que dão o primeiro passo e tratam os seus colaboradores como o seu primeiro cliente percebem este conceito. Investir em soft skills é investir em profissionais completos e em equipas capazes de inovar com solidez, colocando sempre as pessoas no centro. A verdade é que se a tecnologia é o motor, estas competências são a direção, e de pouco serve acelerar se não sabemos para onde ir.

by José Ninhos

Lead Learning @Olisipo

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Formação Opinião

Porque o futuro da IA começa dentro da tua empresa

A crise silenciosa na inteligência corporativa

Nas salas de reunião está a desenrolar-se um paradoxo: enquanto se investe em talento externo para a área da Inteligência Artificial, os verdadeiros líderes da transformação podem já estar dentro da organização e desmotivados.

São os system thinkers: profissionais que veem padrões onde outros só veem caos, que entendem como fluem informação e valor e que sabem que o futuro será híbrido entre humano e artificial. O problema? Estão presos a tarefas rotineiras e a reuniões sem fim.

Os teus líderes de IA já estão na equipa

São aqueles que fazem perguntas desconfortáveis, que ligam pontos entre sistemas e que resolvem problemas por padrões e não apenas por processos. Estes colaboradores não têm (ainda) “AI” no título, mas têm algo mais valioso: a capacidade de trabalhar com sistemas inteligentes em vez de ser substituídos por eles.

A questão não é se tens este talento. É se lhes estás a dar condições, ferramentas e oportunidades para emergirem como líderes da transformação.

A vantagem multidisciplinar

A abordagem da Diana.Systems não olha para a IA apenas como um desafio técnico. Conecta biologia, matemática, música, cibernética e ecologia, criando programas que permitem inovação, upskilling e mudança cultural.

O resultado? Equipas mais criativas, líderes com visão de arquitetos de sistemas e organizações que se adaptam como organismos vivos.

O futuro está aqui

As empresas que vão liderar a próxima década não são as que têm mais ferramentas de IA, mas as que criam ecossistemas inteligentes, juntando criatividade humana e capacidade artificial.

A pergunta que fica: a tua organização está pronta para desbloquear este potencial?

Mariana Emauz Valdetaro
Diana.Systems

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Inteligência Artificial

A IA E O FUTURO DOS NEGÓCIOS 

Por: Fernando Domingues – Utech, Brasil

A inteligência artificial (IA) está a ocupar o centro das preocupações dos executivos que revelam a necessidade de a perceber na sua potencialidade e também nos seus riscos associados à sua adoção nas empresas. 

IA negócios - Tecnologia inteligência artificial olisipo

Segundo a pesquisa Global CEO Survey 2024 da PwC, 97% dos CEOs relataram ter tomado medidas nos últimos 5 anos para mudar a forma como criam, entregam e capturam valor, em grande parte devido à disrupção tecnológica impulsionada pela IA, além das mudanças climáticas e outras megatendências globais. O desconforto com as mudanças é grande e 45% dos participantes duvidam que, na trajetória atual, suas empresas permanecerão viáveis além da próxima década. 

De acordo com outra pesquisa, a BCG AI Radar 2024 com 1406 executivos de 50 paises, 71% deles planeiam aumentar os investimentos em tecnologia em 2024, priorizando a IA e a IA generativa. No entanto, apesar do alto interesse, a maioria das organizações ainda não está conseguindo tirar o máximo proveito dessas tecnologias disruptivas. 

A pesquisa da BCG revela que 66% dos executivos estão insatisfeitos com o progresso em IA até o momento, sendo as principais razões a insuficiência de talentos qualificados, a falta de clareza do roadmap para a adoção da IA e a ausência de estratégia clara de investimentos. Estes 3 aspetos são a base para o sucesso da adoção de IA, sendo que ganhar conhecimento dessas tecnologias e sua aplicabilidade é o ponto de partida para este processo. De acordo com a pesquisa, os executivos acreditam que 46% da força de trabalho das empresas precisará de treinamento em IA nos próximos três anos. A grande maioria (81%) acredita que a IA irá criar novas funções e exigirá um grande esforço de gerenciamento da mudança (74%). 

Os desafios são enormes, mas muitas empresas já estão a atuar para se posicionar neste cenário. Elas estão a usar IA para resolver problemas e aumentar a competitividade. Por exemplo, na pesquisa da PwC, dos que já adotaram a IA generativa, 75% dos CEOs apostam que irá impactar positivamente a confiança dos seus stakeholders e 89% preveem ganhos significativos na qualidade dos produtos e serviços nos próximos 12 meses. 

Be the change - IA negócios

A IA generativa em particular, tem potencial para causar grandes mudanças nos negócios. As empresas que estão a liderar este processo estão alinhando sua estratégia de IA generativa com as estratégias digitais e de IA, investindo no aperfeiçoamento de seus funcionários e incentivando a experimentação em suas organizações, com foco na identificação de casos de uso que possam ser ampliados. 

Alguns dos benefícios mais comuns da adoção da IA nas organizações são: 

Análise de big data

A IA permite extrair insights valiosos de grandes volumes de dados para melhorar processos, prever demandas e personalizar experiências.  

Automação de processos

A IA automatiza tarefas repetitivas, liberando funcionários para atividades mais estratégicas e criativas do seu trabalho e tem potencial de reduzir custos em até 30%, segundo a PwC.  

Chatbots e assistentes virtuais

Cerca de 70% das empresas usam esses sistemas, que melhoram a experiência do cliente e reduzem custos com atendimento. 

Detecção de fraudes

A IA identifica padrões suspeitos em transações financeiras com até 90% de precisão, segundo a Accenture. 

Manufatura inteligente

A IA permite que fábricas se adaptem em tempo real, melhorando a produtividade e a qualidade dos produtos. 

Aumento de vendas

A IA pode analisar os dados dos clientes para oferecer recomendações personalizadas de produtos, mensagens de marketing e conteúdos, melhorando a experiência do cliente e aumentando as vendas. 

Análises preditivas

A IA pode prever tendências futuras, o comportamento dos clientes e as flutuações do mercado, ajudando as empresas a tomar decisões proativas e a manterem-se à frente da concorrência. 

Os executivos percebem a possibilidade de atingir todos esses benefícios e, segundo os dados da pesquisa da BCG, 89% deles colocam a IA e a IA Generativa entre as três principais prioridades tecnológicas para 2024 e desses, 51% colocam-nas no topo da sua lista (a cibersegurança e a computação em nuvem são as outras duas principais prioridades). 

O facto é que qualquer empresa hoje, independente de seu porte, não pode ficar alheia a estas tecnologias que estão a provocar grandes mudanças no mundo corporativo. Investir na qualificação de seu pessoal e construir uma estratégia de como incorporar a IA no dia a dia dos seus negócios passou a ser vital para a sobrevivência e o futuro da organização. 

Neste sentido, a Olisipo tem vindo a trabalhar para incluir no seu catálogo de formação uma maior oferta na área da Inteligência Artificial, trazendo agora formações especializadas no tema.

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Cibersegurança Formação Uncategorized

Salvaguardar o futuro digital: A importância da cibersegurança para as empresas​

No cenário empresarial atual, onde a tecnologia desempenha um papel crucial, a cibersegurança emerge como um pilar fundamental para as empresas tecnológicas. A segurança de dados está, cada vez mais, na ordem do dia para os profissionais e as organizações.

Enquanto as ameaças proliferam no mundo digital e online, colocando em risco a segurança de informações e a própria continuidade dos negócios, é essencial apostar na formação dos especialistas para prevenir e mitigar falhas catastróficas.

Além dos regimes de proteção de dados, que é imperativo conhecer e fazer cumprir dentro da organização, há diferentes protocolos de segurança a conhecer e manter. Através da formação dos seus especialistas, as organizações preparam as suas equipas para saber identificar, prevenir e solucionar eventuais ameaças.

unsplash equipa
cibersegurança empresas

As empresas tecnológicas, impulsionadas pela inovação constante, estão cada vez mais dependentes de infraestruturas digitais. No entanto, esta evolução também traz consigo uma série de desafios, com ameaças cibernéticas sofisticadas a evoluírem à medida que a tecnologia avança. A proteção contra ataques cibernéticos tornou-se uma necessidade premente para garantir a continuidade dos negócios.

Ameaças Emergentes

Os profissionais e gestores nas empresas tecnológicas devem estar cientes das ameaças emergentes. Desde ataques de ransomware até tentativas de phishing cada vez mais elaboradas, as organizações enfrentam um campo de batalha digital complexo. A perda de dados sensíveis, interrupções nos serviços e danos à reputação são algumas das sérias consequências que podem resultar de falhas na cibersegurança.

As empresas também devem considerar tudo o que está em risco quando se sofre um ciber-ataque. Desde reputação de marca danificada, à possível exposição de informação sensível, um ciber-ataque pode ser bastante custoso. Em 2022, hackers e grupos de cibercrime lucraram cerca de 456.8 milhões de dólares em ransomware. A maioria das organizações não conseguiria suportar um ataque de grande escala. Por exemplo, um sistema de saúde reportou recentemente que perdera 150 milhões de dólares num ataque de ransomware em 2022, incluindo custos pela paralização da operação durante o dito ataque.

Proteger Ativos Digitais

A implementação de medidas robustas de cibersegurança é crucial. As empresas devem adotar uma abordagem holística, incluindo a utilização de firewalls avançadas, sistemas de detecção de intrusões, e políticas de gestão de acessos. A criptografia de dados, a atualização regular de software e a formação contínua dos colaboradores são igualmente importantes para criar uma defesa sólida contra ameaças digitais.

Um estudo recente pela Mandiant indicava que 67% das empresas acredita que os seus managers e gestores desvalorizam o risco de ciber-ataques à sua organização.

A cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas também uma questão ética. As empresas têm a responsabilidade de proteger não apenas os seus interesses, mas também os dados dos clientes e a integridade do ecossistema digital. A adoção de práticas éticas na gestão da cibersegurança contribui para a construção de uma reputação sólida e sustentável.

Conformidade Regulatória

Num ambiente empresarial cada vez mais regulamentado, a conformidade com normas de cibersegurança é obrigatória. Profissionais e gestores têm a obrigação de se familiarizar com as regulamentações locais e internacionais, adaptando as práticas de segurança para garantir o cumprimento de requisitos legais. A não conformidade pode resultar em penalizações financeiras e danos à reputação da empresa, para além dos riscos inerentes a uma fraca proteção contra ameaças cibernéticas.

Uma tendência que tem vindo a tornar-se mais evidente são os esquemas em que é utilizada tecnologia “deepfake” para a extorsão de fundos, tanto de particulares como de empresas. Casos como este, em que um funcionário do departamento financeiro de uma empresa multinacional foi enganado e levado a transferir 25 milhões de dólares, por pensar que estaria a comunicar com o CFO da empresa, bem como vários outros membros, poderia ter sido evitado, caso já estivessem implementados protocolos para garantir o cumprimento de standards regulamentações locais e internacionais.

Educação e Sensibilização

A cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas também comportamental. É essencial sensibilizar e educar os colaboradores sobre boas práticas de segurança cibernética. Os profissionais e gestores devem promover uma cultura organizacional que valorize a segurança, incentivando a responsabilidade individual na proteção contra ameaças digitais.

Investimento Estratégico

A cibersegurança deve ser encarada como um investimento estratégico e não como um custo adicional. A alocação de recursos para tecnologias avançadas, formação de pessoal e monitorização contínua é vital. As empresas tecnológicas devem compreender que investir em cibersegurança é um passo proativo para proteger os seus ativos e manter a confiança dos clientes.

Confiança sólida

A confiança dos clientes é um alicerce inabalável para o sucesso de qualquer empresa, estabelecendo uma ligação vital entre a organização e os seus utilizadores. Num contexto onde os consumidores compartilham uma quantidade considerável de dados pessoais, a cibersegurança desempenha um papel crucial na manutenção dessa confiança.

A implementação de medidas robustas não protege apenas a integridade de informações sensíveis, mas transmite também uma mensagem inequívoca de comprometimento com a segurança e privacidade. Uma resposta eficaz a incidentes, a transparência nas práticas de segurança e a garantia de conformidade legal reforçam a confiança dos clientes. Na era da informação, a confiança torna-se um ativo estratégico, diferenciando as empresas que se destacam pela sua diligência na proteção dos dados dos seus clientes, fortalecendo assim as bases de uma relação duradoura e mutuamente benéfica.

cibersegurança empresas

Num mundo cada vez mais interligado digitalmente, a cibersegurança torna-se um pilar incontornável para as empresas tecnológicas. Profissionais e gestores desempenham um papel crucial na defesa contra ameaças cibernéticas, adotando práticas robustas e promovendo uma cultura de segurança. Ao investir de forma estratégica na cibersegurança, as empresas podem não apenas proteger os seus ativos digitais, mas também assegurar um futuro sustentável no universo tecnológico em constante evolução.

E então:

  • Já começou a investir na estratégia de cibersegurança na sua empresa?
  • Já potenciou o desenvolvimento de práticas de cibersegurança na sua equipa?

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Comunicar o Sucesso Profissional: A Relevância da Comunicação e Feedback no Mercado de Trabalho em 2024

No dinâmico cenário do mercado de trabalho em 2024, a comunicação assertiva e o feedback construtivo emergem como tendências cruciais para o sucesso profissional. A capacidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir atentamente e fornecer feedback construtivo são skills que não fortalecem apenas as relações interpessoais, como também impulsionam o desempenho e a inovação nas organizações.

Comunicar de forma assertiva: Uma Habilidade Incontornável

Comunicação Assertiva

No panorama em constante evolução em que vivemos, indubitavelmente impulsionado pela tecnologia, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência de extrema relevância para o sucesso individual e coletivo. A habilidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir com atenção e oferecer feedback construtivo assume uma importância ainda maior quando inserida no contexto dinâmico e tecnológico. Neste ambiente, as vantagens da comunicação assertiva são evidentes e essenciais para o florescimento profissional e a excelência organizacional.

1. Facilita a Colaboração Efetiva

Em ambientes tecnológicos, as equipas muitas vezes trabalham em projetos complexos e interdisciplinares. A comunicação assertiva promove a compreensão mútua, reduzindo mal-entendidos e facilitando uma colaboração mais efetiva e eficiente entre os membros da equipa.

2. Agiliza o Processo de Inovação

A comunicação assertiva permite a troca livre e aberta de ideias. Num contexto tecnológico, onde a inovação é um motor essencial para o sucesso, a habilidade de expressar novas ideias e perspectivas de forma clara e direta é crucial para impulsionar a criatividade e a inovação.

3. Melhora a Resolução de Problemas

Ambientes empresariais tecnológicos incluem frequentemente enfrentar e resolver desafios complexos. A comunicação assertiva contribui para uma abordagem construtiva na identificação e resolução de problemas, promovendo soluções eficazes e rápidas.

4. Fortalece Relações Profissionais

Num setor onde as relações profissionais muitas vezes transcendem fronteiras físicas, a comunicação assertiva ajuda a construir e manter relações sólidas. A clareza na comunicação diminui a probabilidade de conflitos e mal-entendidos, promovendo um ambiente de trabalho harmonioso.

5. Adapta-se à Velocidade do Mundo Digital

A comunicação assertiva permite uma comunicação direta e eficiente, adequando-se e correspondendo à velocidade exigida pelo mundo digital. Num ambiente tecnológico, onde a rapidez na tomada de decisões é vital, a habilidade de comunicar de forma assertiva torna-se um trunfo estratégico.

6. Fomenta um Ambiente de Trabalho Positivo

A comunicação assertiva promove um ambiente de trabalho positivo e saudável. Isto é particularmente relevante num setor onde o stress e a pressão são comuns. Colaboradores que comunicam de forma assertiva estão mais propensos a construir um ambiente de trabalho que valoriza a transparência e o respeito mútuo.

Numa era em que a tecnologia molda os rumos dos negócios, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência fundamental. Ao investir no desenvolvimento dessa habilidade, os profissionais podem não apenas sobressair neste competitivo ambiente empresarial tecnológico, como também contribuir para o crescimento e sucesso contínuo das organizações em Portugal.

Saber dar feedback: O Alicerce do Crescimento Profissional

Comunicação Assertiva

Num mundo onde as barreiras geográficas são cada vez menos relevantes, a comunicação efectiva é uma competência essencial. Colaboradores que articulam ideias de forma clara e persuasiva têm uma clara vantagem competitiva.

Seja em apresentações, reuniões ou na escrita diária, a capacidade de comunicar eficazmente torna-se uma habilidade distintiva.

A Olisipo reconhece a importância desta competência e inclui na sua oferta formativa o curso Comunicação e Feedback, proporcionando aos profissionais a oportunidade de desenvolverem suas habilidades de comunicação. Este curso abrange estratégias de comunicação verbal e não verbal, técnicas de apresentação, gestão de conflitos nas equipas, e como adaptar a mensagem ao público-alvo. Ao investir nesse curso, os participantes estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios comunicativos do ambiente de trabalho moderno.

A Integração de Competências para o Sucesso Profissional

Os cursos Comunicação e Feedback e Comunicação Assertiva, ambos incluídos no catálogo de formação da Olisipo, complementam-se para oferecer uma abordagem holística às competências necessárias no mercado de trabalho. A combinação destas habilidades proporciona aos profissionais uma vantagem competitiva, preparando-os para enfrentar os desafios complexos e interconectados do ambiente corporativo moderno.

Em conclusão, as skills de comunicação eficaz e o feedback construtivo são as espinhas dorsais do sucesso profissional no cenário atual. A Olisipo incorpora um compromisso em capacitar profissionais, oferece cursos abrangentes que preparam os participantes para enfrentar as necessidades desafiantes do mercado de trabalho em constante evolução. Ao investir nestas competências, os profissionais estão não apenas a acompanhar as tendências, mas também a moldar o seu próprio caminho para um sucesso profissional duradouro.

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Desvendar o Poder da Escuta Ativa: A Chave para o Sucesso em Entrevistas e Relações Profissionais

Num mundo cada vez mais acelerado e repleto de distrações digitais, a escuta ativa emerge como uma habilidade vital e muitas vezes subestimada. Explora a importância crescente da escuta ativa nos dias de hoje, especialmente no contexto de entrevistas e relacionamentos profissionais.

Num ambiente onde a verdadeira conexão humana é muitas vezes eclipsada pela tecnologia, compreendemos como a escuta ativa não só se tornou uma competência essencial para o sucesso profissional, mas também uma ferramenta indispensável para compreender e ser compreendido no meio da cacofonia que é a comunicação moderna.

Num inquérito da Accenture, 96% dos inquiridos responderam que eram sempre, ou quase sempre, bons ouvintes. Na verdade, um estudo da Scientific American revela que não é bem assim, e que a maioria das pessoas apenas retém cerca de metade de tudo o que lhes é dito. E isso é imediatamente a seguir a ouvir, por isso não vale culpar a memória fraca.

O que é a escuta ativa?

Escuta ativa - durante uma reunião presencial

A escuta ativa significa ser um participante pleno nas tuas interações com outra pessoa e utilizar pistas verbais e não verbais tanto para absorver quanto para transmitir informações. Quando estás envolvido na escuta ativa, estás totalmente presente no momento — não estás a prestar atenção a notificações nos teus dispositivos inteligentes, a pensar se colocaste dinheiro suficiente no parquímetro ou a considerar se deverias ter escolhido um outfit diferente, nem mesmo a pensar no que dizer a seguir.

Por que é que a escuta ativa é tão importante numa entrevista?

A participação plena na tua entrevista como ouvinte ativo serve dois propósitos: Primeiro, transmite o teu verdadeiro interesse na posição ao entrevistador. Não estás a adotar uma abordagem dispersa na tua procura de emprego. Candidataste-te intencionalmente a esta posição e estás totalmente presente e participativ@ na experiência. Segundo, a escuta ativa permite-te captar pistas sobre a cultura da empresa que te indicarão se a posição, a empresa e a cultura da mesma serão indicadas para ti.

Como se manifesta?

Sinais de escuta ativa incluem:

  1. Utilizar uma quantidade apropriada de contacto visual, bem como sorrisos e acenos para interagir e conectar com os outros oradores. A palavra-chave aqui é “apropriado“. Queres mostrar empatia, e não fazer a outra pessoa sentir-se desconfortável. (Não te esqueças de pestanejar!).
  2. Boa postura e até inclinar-te ligeiramente para mostrar intenção. A tua linguagem corporal deve transmitir vigilância. Estás tão interessado, que estás “on the edge of your seat” para esta entrevista!
  3. Parafrasear perguntas e reutilizar a linguagem da pergunta nas tuas respostas. Esta técnica mostra que compreendes o que te estão a perguntar e estás a aplicá-lo à tua resposta. E mais: também mostra que estás a responder a perguntas específicas, e não apenas a recitar respostas previamente memorizadas, ou até mesmo a tentar dominar a interação com uma agenda predefinida.
  4. Não interromper: é importante deixar o interlocutor terminar o que tem a dizer, pois interromper apenas limita a tua compreensão do que ele/a tem a transmitir, e causa frustração para quem está a falar. Guarda perguntas, comentários ou observações para o fim.
  5. Fazer perguntas abertas de acompanhamento quando tens a oportunidade. Um bom sinal de que usaste com sucesso a escuta ativa é quando a tua entrevista começa a parecer-se com uma conversa. Um claro sinal de desinteresse é quando um entrevistador ou entrevistado parece estar a percorrer uma lista de perguntas ou a fornecer respostas que não convidam a uma exploração mais aprofundada.
PS: sugerimos que não incluas o sarcasmo nem a violência da Amy nas tuas entrevistas!

Como podes desenvolver habilidades de escuta ativa?

Praticar a atenção plena — a capacidade de estar totalmente presente no momento — ajudar-te-á a tornar-te um ouvinte ativo. Não precisas de embarcar numa prática completa de meditação, mas podes tornar-te um ouvinte mais ativo, ao reduzir o “multitasking” em todos os tipos de situações sociais. Começa por colocar o teu telemóvel de lado e desligar a televisão enquanto fazes uma refeição com a família ou amigos.

Fonte: Boston University

Podes usá-la numa entrevista por telefone ou virtual?

Embora possa parecer desafiante, colocar a escuta ativa em prática numa entrevista por telefone ou virtual pode ser ainda mais importante do que durante uma reunião presencial. A maioria de nós adquiriu maus hábitos de multitasking. Mesmo que não consigas ver o entrevistador ou apenas os vejas através de um ecrã de computador, ainda podes transmitir toda a tua atenção, colocando-te numa zona tranquila e livre de distrações. Fecha o Slack/Teams, etc. e coloca o teu telemóvel em modo “não incomodar”.

Escuta ativa - durante uma entrevista online

Nunca te esqueças: a entrevista é uma via de dois sentidos. Se saíres da entrevista com a sensação de que se transformou numa conversa agradável com pessoas com as quais gostarias de passar mais tempo, isso é um sinal de que é possível prosperar naquele ambiente profissional específico.

Em resumo, a escuta ativa revela-se como um alicerce fundamental para a construção de relações significativas num cenário profissional contemporâneo. Ao transcender as barreiras impostas pela era digital, esta habilidade não apenas aprimora a comunicação, mas também estabelece uma base sólida para o entendimento mútuo. Nos dias de hoje, onde a conexão autêntica muitas vezes se perde em meio ao ruído da tecnologia, a escuta ativa destaca-se como um diferencial valioso, capacitando os profissionais a navegarem com sucesso através dos desafios interpessoais e a prosperarem em ambientes dinâmicos.

PS: Sabias que a Olisipo tem várias formações para complementar as tuas skills de comunicação:

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O despertar da criatividade nos profissionais de TI: Uma viagem pelo Storytelling e Escrita Criativa

No veloz mundo da tecnologia, a capacidade de comunicar eficazmente e pensar de forma criativa torna-se cada vez mais crucial para os profissionais de TI. Na era da transformação digital, onde a inovação é a chave para o sucesso, a Olisipo mantém-se comprometida com a evolução dos profissionais de tecnologia, e apresenta agora duas formações envolventes: Storytelling e Escrita Criativa. Estes cursos ultrapassam as barreiras tradicionais, proporcionando uma abordagem única para aprimorar as habilidades criativas e de comunicação de qualquer profissional no mercado atual.

Formação em Storytelling: A Arte de Cativar Audiências

Ao mergulhar no universo do storytelling, os profissionais têm a oportunidade de desenvolver a capacidade de contar histórias envolventes que transcendem linhas de código. Com técnicas narrativas poderosas, este curso de storytelling não ensina apenas a arte de contar histórias, mas também explora como integrar narrativas impactantes num contexto profissional. Afinal, uma solução técnica genial é ainda mais eficaz quando é apresentada de forma envolvente.

A formação explora métodos e ferramentas utilizados por especialistas na indústria do cinema e da televisão em Hollywood, adaptando-os ao contexto do storytelling comercial. Ao finalizar o curso, os participantes serão capacitados a construir histórias envolventes, capazes de emocionar, inspirar e motivar a ação.

Formação em Escrita Criativa: O Poder das Palavras

De forma complementar, o curso de Escrita Criativa oferece uma jornada que vai além da programação e documentação técnica. Na Olisipo, reconhecemos que a criatividade é uma força propulsora na solução de problemas complexos e na criação de soluções inovadoras. Este curso destaca como a escrita criativa pode ser uma ferramenta valiosa para inspirar novas ideias, resolver desafios de maneiras únicas e comunicar de maneira clara e persuasiva.

Consciente de que a comunicação muitas vezes é afetada por expressões monótonas e convencionais, a formação oferece ferramentas práticas para desbloquear a criatividade e escrever de maneira mais apelativa. O objetivo é equipar os participantes com as habilidades necessárias para criar textos claros, apelativos e distintos no vasto universo digital.

A escrita criativa é quase como um paninho do pó que devemos trazer na mala para, sempre que necessário, limpar um ou outro cotão que se aloja dentro de nós.

escrita criativa e storytelling - Olisipo

Adaptar à realidade de TI

Ambos os cursos de Storytelling e Escrita Criativa são mais do que meras formações; são oportunidades para os profissionais de TI (e não só) transcenderem as barreiras tradicionais, incorporando elementos criativos nas suas práticas diárias. Ao investir nestas formações, não valorizamos apenas as competências técnicas, mas promovemos também uma abordagem holística ao desenvolvimento profissional.

A Olisipo, através do seu Learning Center, não apenas oferece cursos de alta qualidade, mas também se posiciona como uma aliada no desenvolvimento profissional. O Learning Center não é apenas uma plataforma de aprendizagem, mas um ecossistema que proporciona suporte contínuo aos profissionais de TI, dentro e fora da Olisipo, ajudando-os a aplicar as habilidades adquiridas num ambiente de trabalho.

Ao investir nestas formações, não capacitamos apenas os profissionais de TI para se destacarem nos seus respetivos campos. Também contribuímos para a formação das equipas do futuro: equipas mais inovadoras e colaborativas.

Em conclusão, a capacidade de contar histórias e pensar criativamente não é apenas uma vantagem, mas uma necessidade no ambiente dinâmico de TI de hoje. E tu, como pensas que estas habilidades criativas podem transformar a tua jornada profissional no universo da tecnologia?

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2024 e mais além: As tendências tecnológicas que definirão o caminho do progresso empresarial

À medida que nos aproximamos do ano de 2024, é crucial estar atento às tendências tecnológicas que irão moldar o cenário empresarial e influenciar a forma como conduzimos os nossos negócios.

A Gartner e outros players têm feito recentemente algumas predições algo audazes para o mundo tecnológico em 2024 – desde a IA generativa democratizada, à priorização das plataformas de Cloud, ao desenvolvimento com auxílio de IA, à tecnologia sustentável, etc.

“As disrupções tecnológicas e incertezas socioeconómicas requerem uma proatividade em agir de forma audaz e estrategicamente aumentar a resiliência nas respostas ad-hoc”, comenta Bart Willemsen, vice-presidente e analista na Gartner, num relatório recente. “Os líderes em IT estão numa posição única para construir estrategicamente um ‘roadmap’ onde os investimentos na área da tecnologia ajudam a sustentabilidade do negócio, no meio de tantas inseguranças e pressões no mercado”.

Gastos mundiais com TI a chegar aos 5,14 biliões de dólares

Prevê-se que em 2024, se gastem cerca de 5,14 biliões (trillions, em inglês), um crescimento dos 4,72 biliões estimados para este ano de 2023, traduzindo-se num aumento anual de quase 4 por cento. Os mercados tecnológicos que se prevê que rendam mais faturação são os serviços, software e serviços de comunicações.

distribuição do budget de TI em 2024
Distribuição do budget de TI em 2024 (fonte: Spiceworks Ziff Davis)

Chris Howard, da Gartner, partilha que os executivos devem avaliar os impactos e benefícios das tendências tecnológicas estratégicas no próximo ano:

“A IA (generativa e de outros tipos) oferece novas oportunidades e lidera várias tendências. Mas retirar valor palpável do uso duradouro da IA requer um approach disciplinado à adopção generalizada da tecnologia, combinado com uma especial atenção aos riscos.”

Chris Howard, vice-presidente e analista na Gartner

Automatização no dia-a-dia com a ajuda da IA Generativa

  • Conforme a IA generativa se torna cada vez mais integrada nas nossas aplicações no dia-a-dia, desde motores de pesquisa a software de escritório, pacotes de design e ferramentas de comunicação, os utilizadores começam a finalmente aceitar o seu potencial;
  • A IA generativa funciona como um assistente pessoal super inteligente, melhorando a eficiência, a produtividade e rapidez. Ao confiarmos nela para desempenhar tarefas rotineiras como recolha de informação, agendamentos, gestão de compliance e estruturação de projetos, os utilizadores têm assim mais tempo para tirar partido das suas skills únicas e insubstituíveis;
  • Esta mudança de realidade permite mais criatividade, explorar novas ideias, pensamento original e conexões humanas relevantes e com valor. Com os desafios no que toca à ética e regulamentação ainda por resolver, 2024 será o ano em que o impacto transformativo da IA generativa se tornará evidente para todos.

IA Generativa democratizada

IA Generativa democratizada
Fonte: Gartner

A IA generativa está a tornar-se democratizada pela convergência de modelos massivamente pré-treinados, cloud computing e open-source, fazendo com que estes modelos fiquem disponíveis a profissionais em todo o mundo.

Até 2026, prevê-se que mais de 80% das empresas tenham APIs e modelos com IA generativa, e/ou tenham implementado aplicações compatíveis com IA generativa em ambientes de produção, comparando com menos de 5% em 2023.

As aplicações em IA generativa podem tornar vastas fontes de informação — internas e externas — acessíveis e disponíveis para utilizadores profissionais. Isto significa que a rápida adopção da IA generativa irá democratizar significativamente o conhecimento e as capacidades dentro das empresas. “Grandes modelos de linguagem permitem às empresas conectar-se com os seus colaboradores com conhecimentos num estilo conversacional com uma forte compreensão semântica”, comenta a equipa da Gartner.

AI Trust, Gestão do Risco e Segurança

AI Trust, gestão do risco e segurança
Fonte: Gartner

Até 2026, prevê-se que empresas que apliquem controlos de AI Trust, Risco e Segurança irão aumentar a precisão da sua tomada de decisões, ao eliminar até 80% da informação com falhas e menos fidedigna.

A democratização do acesso à Inteligência Artificial tornou a necessidade pela Gestão de AI Trust, Risco e Segurança ainda mais urgente e clara. Sem proteções, acredita-se que os modelos de IA podem rapidamente dar aso a efeitos negativos que podem sair fora de controlo, sobrepondo-se a quaisquer ganhos de performance e na sociedade que a IA eventualmente permita.

A Gestão de AI Trust, Risco e Segurança permite ferramentas para ModelOps, proteção proativa de dados, segurança específica de IA, monitorização de modelos — incluindo monitorização de data drift ou resultados imprevistos — bem como controlo de riscos de inputs e outputs para modelos e aplicações a terceiros.

Desenvolvimento ‘AI-Augmented’

Desenvolvimento AI-Augmented
Fonte: geniusee.com

A Gartner define o desenvolvimento ‘AI-augmented’ como o uso de tecnologias IA como a IA generativa e Machine Learning, para auxiliar os engenheiros de software no desenho, coding e testing de aplicações.

A engenharia de software com o auxílio da IA melhora a produtividade dos developers e permite às equipas de desenvolvimento responder à crescente procura por software no mercado.

“Estas ferramentas de desenvolvimento embutidas de IA permitem aos engenheiros de software passar menos tempo a escrever código, para que se possam dedicar mais a atividades estratégicas como o design e a composição de aplicações apelativas”, comenta Gartner.

Desenvolvimento ciber-resiliente

A framework da ciber-resiliência
Fonte: Economic Forum & Accenture

A ciber-resiliência vai tornar-se uma das tendências tecnológicas proeminentes em tecnologias de negócio e de consumidor ao longo do ano de 2024.

  • O foco estende-se para além da cibersegurança para incluir medidas de recuperação e continuidade de negócio, face a circunstâncias imprevistas. Procedimentos de trabalho remoto asseguram a funcionalidade do negócio quando localizações físicas se encontrem inacessíveis.
  • A automatização de ciber-defesa através da Inteligência Artificial e do Machine Learning, frameworks integradas que fundem medidas de segurança com protocolos de continuidade, e a a consciência da engenharia social e uma estratégia proativa de RP contribuem para uma estratégia complexa e compreensiva de ciber-resiliência.

Conforme as ciber-ameaças se tornam cada vez mais sofisticadas, a competição para desenvolver novas soluções que incorporem tecnologias inovadoras como a IA só se intensificam.

Computação Quântica

Computação quãntica - Tendências Tecnológicas 2024
Central Computer Processor digital technology and innovations

2024 marca a transição da computação quântica de “buzz” para benefícios tangíveis.

  • Os computadores quânticos retiram propriedades únicas da física quântica, como o entrelaçamento quântico (quantum entanglement) e superposição, para realizar vastos cálculos simultaneamente.
  • Quantum bits (qubits) podem existir em vários estados, permitindo computações complexas que vão para além das limitações dos computadores tradicionais.
  • Os primeiros adoptantes (early adopters) da tecnologia quântica incluem bancos e organizações de serviços financeiros que procuram melhorar sistemas IA para a detecção de fraudes, gestão do risco e negociação de alta frequência.

Tecnologia biométrica

Fonte: Shutterstock

De acordo com um inquérito recente a especialistas de segurança, 72 por cento das empresas pretendem transitar do uso de passwords tradicionais até 2025.

Isto resultará no desenvolvimento de novos serviços de autorização para o reconhecimento facial, de voz, íris, mãos, e assinaturas.

Em 2024, a computação quântica irá encontrar aplicações em campos em que a computação é particularmente importante, como a descoberta de medicamentos, sequenciamento de genoma, criptografia, meteorologia, ciência de materiais, optimização de sistemas complexos e busca por vida extraterrestre.

Plataformas de Cloud

Fonte: spiceworks.com

Até 2027, a Gartner prevê que mais de 70 por cento das empresas irão utilizar plataformas de cloud nas suas indústrias para acelerar as suas iniciativas empresariais, uma subida enorme comparando com os 15% em 2023.

Estas plataformas Cloud abordam resultados relevantes para o negócio ao combinar serviços SaaS, PaaS e IaaS subjacentes numa única oferta de produto com capacidades compostas. “Estas normalmente incluem uma estrutura de dados do setor, uma biblioteca de pacotes de recursos de negócios, ferramentas de composição e outras inovações da plataforma”.

Assim sendo, as plataformas cloud industriais são propostas personalizadas de cloud, específicas para uma indústria em particular, e que podem ser ainda mais customizadas para as necessidades do cliente.

Convergência “figital”

Fonte: futuristspeaker.com

O real e o digital estão a tornar-se cada vez mais interligados e inseparáveis. Tecnologias como a realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e a internet imersiva estão a quebrar barreiras entre o mundo físico e os domínios digitais onde passamos cada vez mais do nosso tempo.

Mais do que nunca, existimos como avatars digitais dentro de ambientes virtuais. Isto aplica-se na vida profissional, onde colaboramos remotamente através de plataformas como o Zoom, Teams ou Slack; e na vida pessoal e recreativa, onde o online gaming e os esports são mais populares que nunca. Usamos apps sociais como o TikTok e Instagram para criar espaços virtuais onde partilhamos momentos da nossa vida “real” – cuidadosamente curada e filtrada para criar personalidades digitais que se tornam os nossos “eus” virtuais.

Em diversas indústrias, vemos este conceito emergir no formato de “gémeo digital” – uma representação virtual de um objeto, sistema ou processo real. Pode ser tão simples quanto um componente individual ou tão complexo como uma cidade inteira ou até mesmo um ecossistema. Mais importante, o gémeo digital é criado através de dados capturados do seu correspondente no mundo real. Avanços no campo da ciência genómica significam que podemos traduzir a essência fundamental da vida em código digital, que por sua vez pode ser manipulado e reconstruído no mundo real, com o objetivo de criar novos medicamentos e erradicar doenças.

Em 2024, vamos continuar a ver cada vez menos distinção entre o mundo real e o virtual. Isto quer dizer que o digital está cada vez mais realista, e o real a tornar-se tão flexível quanto o digital.

Tecnologia sustentável

Tecnologia sustentável -  - Tendências Tecnológicas 2024
Fonte: bioenergyconsult.com

A tecnologia sustentável vai continuar a ocupar o centro do palco em 2024, enquanto os países e corporações continuam a trabalhar para chegar aos seus compromissos net-zero. Ao mesmo tempo, todos nós vamos continuar a tirar partido da tecnologia para minimizar os nossos impactos pessoais no ambiente.

Este tipo de tendências tecnológicas incluem formas mais amigas do ambiente de fazer coisas que já fazíamos antes: carros, bicicletas e transportes públicos elétricos vão continuar a aumentar a sua percentagem de presença no mercado. Existem também novas soluções para problemas ambientais, como a captura e armazenamento de carbono, bem como energias verdes e renováveis. A economia circular irá tornar-se um conceito particularmente importante quando a durabilidade, reciclabilidade e reutilizabilidade se tornam fatores decisivos na fase do design dos produtos. E mais: o mundo tech irá abraçar ainda mais ideias, como o green cloud computing, onde as infraestruturas e serviços priorizam a redução do consumo de energia e emissões de carbono e apps sustentáveis nos ajudam a viver de forma mais amiga do ambiente.

Alguns dos desafios para os developers e utilizadores da tecnologia sustentável em 2024 incluem a necessidade de desenvolver métodos sustentáveis e éticos de sourcing e extração de materiais para a construção de dispositivos, a procura por infraestruturas criada pela mudança de hábitos de consumo (como a adopção de veículos elétricos) e a potencial disparidade entre diferentes grupos geográficos e/ou socioeconómicos no seu acesso a alternativas verdes. Também nos tornamos cada vez mais conscientes da existência do greenwashing – esforços superficiais com o objetivo único de gerar publicidade positiva à volta de uma empresa ou tecnologia em particular.

Força de trabalho conectada aumentada

ACWF -  - Tendências Tecnológicas 2024

A força de trabalho conectada aumentada (em inglês: augmented-connected workforce ou ACWF) é uma estratégia de optimização do valor derivado da força de trabalho humana.

A necessidade de acelerar e escalar o talento trouxe-nos esta tendência. A ACWF irá utilizar aplicações inteligentes e análise à força de trabalho para dar contexto e orientação diários, para melhorar a experiência dos profissionais, bem como o seu bem-estar e capacidade de desenvolver as suas próprias skills. Ao mesmo tempo, a ACWF potencia resultados de negócio e impactos positivos para stakeholders essenciais.

Até 2027, 25% dos CIOs irão utilizar iniciativas de força de trabalho conectada aumentada para reduzir o “time to competency” (o tempo gasto a dar formação a profissionais ou grupos de profissionais não-especializados com as skills, conhecimentos e confiança para aplicar no dia-a-dia) em 50% para funções essenciais, prevê a Gartner.

Clientes não-humanos

machine customers - Tendências Tecnológicas 2024
Fonte: aerospacemanufacturinganddesign.com

A Gartner define os clientes não-humanos (ou machine customers) como atores económicos não-humanos que podem negociar de forma autónoma e comprar bens e serviços em troca de pagamento.

Até 2028, 15 mil milhões de produtos conectados irão existir com o potencial de se comportarem como clientes, com outros milhares de milhões a seguirem-se em anos conseguintes.

“Esta tendência crescente será a fonte de biliões de dólares em receitas até 2030 e tornar-se-á eventualmente ainda mais significativa do que o comércio digital” diz a Gartner.

Considerações estratégias para este tipo de tendências tecnológicas deverão incluir oportunidades de facilitar estes algoritmos e dispositivos, ou criar ainda novos clientes não-humanos.

Gestão de exposição a ameaças contínuas

as fases do CTEM - Gestão da exposição a ameaças contínuas - Tendências Tecnológicas 2024
Fonte: resmo.com

A gestão de exposição a ameaças contínuas (em inglês: continuous threat exposure management ou CTEM) é um approach pragmático e sistémico que permite às organizações avaliar a acessibilidade, exposição e explorabilidade dos assets físicos e digitais de uma empresa, de forma contínua e consistente.

“Alinhar os escopos de avaliação e remediação do CTEM com vetores de ameaças ou projetos de negócios, em vez de um componente de infraestrutura, traz à tona não apenas as vulnerabilidades, mas também ameaças incorrigíveis”, informa a Gartner.

Até 2026, a Gartner prevê que as organizações que priorizam os seus investimentos em segurança com base num programa CTEM verão uma redução de dois terços nas violações de segurança.

Edge Computing e Processamento Distribuído

Edge computing - Tendências Tecnológicas 2024
Fonte: blog.cronapp.io

O Edge Computing, que envolve o processamento de dados próximo à sua fonte, ganhará importância à medida que a necessidade por baixa latência e maior eficiência se intensificar. Esta tecnologia será fundamental para aplicações como IoT e realidade aumentada.

Preparando-se para o Futuro

Em Portugal, assim como em todo o mundo, a adesão a estas tendências tecnológicas será crucial para manter a competitividade no mercado de TI. É essencial investir em capacitação e desenvolvimento de habilidades para aproveitar ao máximo estas inovações.

Ao nos prepararmos para 2024 e além, é imperativo que estejamos abertos à mudança e prontos para abraçar novas tecnologias. Aqueles que se adaptam e inovam estarão na vanguarda do progresso empresarial.

Na Olisipo, estamos ansiosos para enfrentar e conjunto com os nossos mais de 600 colaboradores os desafios e oportunidades que o futuro nos reserva, e moldar o cenário tecnológico em Portugal.