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O #BREXIT pode ser muito bom para nós

Não é novidade para ninguém que nos últimos anos houve uma enorme percentagem de profissionais de Tecnologias de Informação (e não só) do nosso país que se mudaram de malas e bagagens para o Reino Unido. O objetivo foi o mesmo de todos os outros Emigrantes portugueses: tentar melhorar as suas condições de vida.

Entenda-se por melhoria das condições de vida, um salário mais condizente com o trabalho que é apresentado, e as possibilidades de uma vida mais desafogada. De resto este é um fenómeno sobejamente conhecido da realidade portuguesa.

Há anos que esta situação se verifica nas áreas mais distintas e a nossa área não é exceção.
Contudo, um acontecimento recente no espaço europeu ameaça inverter algumas das lógicas do mercado das Tecnologias de Informação. Como é do conhecimento do mundo inteiro, o Reino Unido, deixou de o ser, e está neste momento num processo de transição e de saída da União Europeia, o conhecidíssimo #Brexit. E com esta alteração de estatuto e posição, chegam também as dúvidas sobre a viabilidade da permanência naquele país, sobretudo porque o processo de legalização de um cidadão estrangeiro naquele país passa a ser muito mais complicado. Isto é, passará a ser necessário um visto de trabalho, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos. Isto vem dificultar – e muito – a vida aos emigrantes, que não vão conseguir arranjar trabalho tão rapidamente.

Perante isto, perante este cenário inesperado, praticamente toda a gente deitou as mãos à cabeça e vaticinou o fim das ligações privilegiadas com o Reino Unido. Wrong!!

Antes de mais nada é preciso ter calma e pensar com clareza.

É do conhecimento de todos que, muitas vezes, nas alturas mais complexas e inesperadas, surgem grandes oportunidades. É aqui que podemos começar a marcar a diferença. Ou seja, é aqui que podemos ser nós as pessoas que olham para um copo e o vêem sempre meio cheio, e não meio vazio.

Assim, onde os britânicos já escrevem a crónica de um prejuízo anunciado, nós devemos ver oportunidades de lucro e de novos contratos. Como? Simples: A ausência deste tipo de recursos técnicos no Reino Unido pode (e deve ser isso mesmo que vai acontecer) forçar as empresas a deslocalizar as suas operações para fora das ilhas. Ora, Portugal, para além de ser o mais antigo aliado do arquipélago, afigura-se como um forte player no mercado de IT Nearshore, que é o mesmo que dizer “pertinho de casa”, sem ter de andar muito…

Quero com isto dizer que as empresas britânicas não têm de procurar muito nem de ir muito longe para encontrar, em regime de outsourcing, profissionais de IT que assegurem, com elevadíssima qualidade e profissionalismo, o trabalho que até aqui era feito dentro de portas.
A oportunidade é ainda maior se tivermos em linha de conta que há já algumas multinacionais de referência a pensar seriamente em sair do Reino (des)Unido.

Se Portugal se decidir a investir numa comunicação eficaz das suas mais valias tecnológicas, das suas infraestruturas e dos seus recursos humanos poderá atrair grandes centros de competência para dentro de portas, permitindo deste modo manter por cá os nossos talentosos profissionais de ITs e aumentar os nossos níveis de empregabilidade. Possivelmente até melhorar as condições salariais oferecidas. No entanto, é certo que temos uma oferta qualificadíssima e extremamente mais barata que a oferta interna britânica, já para não falar na qualidade do trabalho desenvolvido. Ora isto faz com que estejamos muito bem posicionados numa perspectiva de IT Nearshore, como vos dizia mais acima.

É uma realidade que eles não conhecem e não possuem e que levará anos a ser desenvolvida. Ao passo que nós, bom, nós vivemos dentro dela, e vivemos muito bem, por sinal.

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Do Telemóvel ao Smartphone

Quem não tem um telemóvel ou smartphone?

Se fizer um esforço sincero, possivelmente vai ter dificuldade em nomear apenas 1 nome de alguém que não tenha um equipamento móvel para fazer chamadas.

Mesmo para quem já tem uma idade avançada, é praticamente banal usarem este tipo de aparelhos, talvez mais simples e sem tantas funções.

Talvez no tempo dos nossos pais ou até dos nossos avós isso fosse algo impensável. Lembra-se?

A história diz-nos que o Homem sempre teve uma enorme necessidade de comunicar.

Essa necessidade veio estimular a imaginação e o que hoje nos parece impossível, amanhã é uma realidade. Isto porque houve alguém que deu os passos necessários.

Em 1956 a Ericsson projetou aquilo que viria a ser o primeiro telefone móvel. Consegue imaginar andar com 40 quilos na mão?

Talvez pense que tivesse sido pouco provável, mas a verdade é que existem pessoas que viram ou conheceram alguém que andava com uma mala ou pasta que na realidade era um telefone móvel. Uma fortuna que poucos teriam a possibilidade de adquirir. Só alguns anos mais tarde, em 1973, é que a Motorola surge com o mítico e icónico DynaTAC 8000X.

Evolução do telemóvel

Este foi o primeiro telefone digno de ser chamado móvel e com ele começou uma autêntica revolução na nossa maneira de comunicar. Mas tudo isto foi possível graça às antenas que possibilitam as comunicações entre vários aparelhos e toda a tecnologia envolta numa estação de Radio. Este mundo emergente veio trazer aos operadores de telecomunicações uma nova realidade e um mundo inteiro por explorar.

Por exemplo, a Vodafone em 1987 já era considerada um dos maiores operadores móveis do mundo. Em Portugal, surge em 1991 e no ano de 1993 consegue abranger cerca de 90% da população nacional.

As estações e antenas de transmissão, conhecidas por BTS´s e NodeB vieram trazer a cobertura necessária para podermos fazer chamadas e enviar as mensagens. Graças aos avanços da tecnologia, hoje em dia é possível fazer chamadas em quase todos os cantos da terra.

Eventos como o Rock In Rio reúnem no mesmo local geográfico cerca de 85 mil pessoas e é necessário um planeamento cuidado para que as comunicações nesse sítio sejam possíveis sem perturbações. Estar num evento desta magnitude e poder fazer uma videochamada com um concerto em plano de fundo, aceder á internet para fazer um “LIKE” nalguma foto partilhada segundos antes ou até mesmo espreitar os emails era completamente impensável há alguns anos. Agora os operadores de telecomunicações fazem de tudo para garantir que, em eventos como este, nada falhe e todos tenham acesso a estas regalias modernas.

Com esta exigência, é possível ver nascer estações de rádio que vão dar a cobertura necessária para fazer tudo isto e muito mais. Sim, muito mais! Isto porque os nossos telemóveis já não são meros telefones.

Com visores que permitem fazer deles autênticos computadores portáteis, máquinas fotográficas ou até de filmar… Fazemos upload de um ficheiro vídeo e partilhamos fotos no momento em que são tiradas, são algumas das extravagâncias que temos hoje.

Imaginar como será o futuro pode parecer difícil, mas hoje parece impossível eliminar da nossa vida este pequeno objeto que vai connosco para todo o lado.

Talvez o venhamos a substituir por outro parecido. Já agora… já disseram aos vossos avós que é possível atender as chamadas com o relógio?

Márcio Caballero, Telecom Consultant na Olisipo

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O Outsourcing em 2020

É certo e sabido que 2015 foi um incrível ano para o Outsourcing, com mais mudanças e revoluções do que em toda a década anterior, mas… como é que será o nosso mercado dentro de 4 anos, em 2020? Uma coisa é praticamente garantida. O mercado vai crescer.

Se há algo que está em constante evolução/mudança são as razões pelas quais as empresas contratam serviços de Outsource. Uma das principais motivações – para além da redução de custos espartana dentro das empresas – prende-se com a necessidade que as mesmas têm de responder ao “clientocentrismo” (não se preocupem, é apenas uma forma de vos fazer entender que o cliente é, por estes dias, o centro das preocupações da grande maioria das empresas), e também para desbloquearem e conseguirem alcançar novas competências tecnológicas.

Em suma, está a nascer um novo ecossistema onde o futuro será daqueles que, simultaneamente, forem capazes de entregar os melhores serviços e capazes de perceber e satisfazer as necessidades dos seus clientes, utilizando para o efeito os melhores e mais recentes recursos tecnológicos para o conseguirem.

Desta forma, o mercado do Outsourcing caminha assim para se tornar simultaneamente mais colaborativo e competitivo. A tendência passa por basear os contratos em outcomes e não em outputs; partilhar o risco do investimento para poder ganhar mais dinheiro em mais fases do processo, ao invés de esperar pela (possível) repartição dos (possíveis) lucros.

Já a própria natureza dos contratos celebrados está também a sofrer transformações assinaláveis. Ora vejamos:

– Contratos muito mais curtos e renováveis (muitas vezes de forma automática);

– Períodos de aviso (de cessação do mesmo) mais curtos;

– Grandes grupos empresariais procuram cada vez mais as parcerias com empresas mais pequenas e focadas/especializadas em determinado serviço;

Assim, é expectável que possamos assistir a investimentos extraordinários, nomeadamente em robótica e, sobretudo, em inteligência artificial.

Contudo, apesar de a perspectiva ser extraordinariamente positiva, só as empresas que percebam rapidamente as alterações estruturais que a Indústria está a sofrer e, sobretudo, o que o cliente moderno quer, é que vão ser capazes de beneficiar com tudo o que aí vem.

O veredicto final é muito simples: alguns dos gigantes do Outsourcing vão desaparecer se não derem os passos necessários para a rápida adaptação ao futuro.

Meus amigos, esse futuro quer-se cada vez mais presente, por isso, para muitas das grandes empresas do mercado, ou é agora ou então pode ser tarde de mais.
E bem sabemos que a expressão tarde de mais pode significar isso mesmo. Tarde de mais para a empresa e para os seus funcionários.

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Olisipo Way

Grupo Cofina, Audi e CGD apostam na publicidade inovadora da EyeSee

O Grupo Cofina acaba de lançar na sua rede de sites uma campanha publicitária da Audi, que promove o novo A4, tornando-se assim no primeiro grupo de comunicação que, em conjunto com esta marca, decide apostar no novo formato publicitário da EyeSee no mercado nacional.

Em causa está o formato exclusivo que é oferecido pela startup da Olisipo Way SGPS e que permite analisar as imagens existentes nos sites da Cofina, de forma automática e inteligente, inserindo sobre elas campanhas publicitárias, sem nunca interferir com a visualização dos conteúdos ou com a experiência dos utilizadores.

Esta aposta surge numa altura em que os meios digitais representam uma das principais fontes de receita para os grupos de media e, em simultâneo, as marcas procuram formatos de publicidade digital inovadores, com maior impacto junto dos utilizadores pela sua localização integrada com os conteúdos. Segundo o estudo realizado pela Nielsen sobre o novo formato, a tecnologia da EyeSee representa um aumento na notoriedade das campanhas de 23% e distrai o utilizador cerca de 14% menos comparativamente aos formatos tradicionais. Para além disso, a tecnologia patenteada permite rentabilizar todo o inventário de imagens que não era anteriormente aproveitado.

“Quando analisamos os sites onde todos nós navegamos diariamente, apercebemo-nos que a publicidade está sempre ao redor dos conteúdos ou, de forma mais agressiva, sobrepõe-se a eles, invade-os ou coloca entraves ao seu consumo. A tecnologia que criámos permite às marcas conviver dentro de conteúdos premium (imagens) e partilhar o momento em que os utilizadores as observam” afirma o CEO da empresa, João Redol.

José Frade, director comercial digital da Cofina, acredita que “ esta é uma grande oportunidade para as marcas criarem engagement time com os utilizadores dos sites Cofina e aumentar a eficácia da sua comunicação seja na visibilidade (viewability) que este formato proporciona quer pelos níveis de interactividade ou targeting contextual”

A campanha está neste momento activa nas galerias de fotos dos sites do Jornal de Negócios e Correio da Manhã, estendendo-se nos próximos dias ao Record, Máxima, Vogue, Sábado e Flash Vidas. Para além da Audi, também a CGD irá apostar numa campanha para o formato da EyeSee esta semana.