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Síndrome pós-férias? 5 estratégias para regressar ao trabalho

O regresso ao trabalho depois de um período de férias pode representar um momento de adaptação às rotinas profissionais, sobretudo após várias semanas de pausa. Recuperar horários, voltar à dinâmica das equipas e reorganizar prioridades são alguns dos desafios que podem marcar os primeiros dias de regresso.

A Olisipo, empresa portuguesa especializada no setor de recrutamento, outsourcing e formação na área das tecnologias de informação, identifica cinco estratégias que podem contribuir para um regresso ao trabalho mais equilibrado, conciliando bem-estar, organização e desempenho profissional.

1 | Fazer um ponto de situação

Antes de retomar todos os temas pendentes, é importante perceber o que aconteceu durante a ausência e distinguir o que é urgente do que pode esperar. Uma forma simples de organizar o regresso passa por reunir as principais tarefas numa única lista e classificá-las por prioridade e prazo. Desta forma, é possível ter uma visão global do trabalho a desenvolver e evitar começar a responder indiscriminadamente a todas as solicitações.

2 | Retomar o ritmo de forma gradual

Após um período de descanso, é natural que o ritmo de trabalho não seja imediatamente igual ao que existia antes das férias. Para facilitar a readaptação, pode ser útil distribuir as tarefas pendentes pelos primeiros dias, estabelecendo um ritmo de trabalho realista e evitando concentrar todo o trabalho acumulado num único momento. Evitar reuniões consecutivas e demasiadas tarefas no mesmo dia pode também criar espaço para recuperar a rotina.

3 | Reativar a ligação com a equipa

O regresso ao trabalho envolve também recuperar a dinâmica de colaboração com os colegas. Nos primeiros dias, reservar alguns minutos para conversas individuais ou uma breve reunião de equipa pode ajudar a perceber as principais novidades, esclarecer alterações e alinhar expetativas. Mais do que recuperar informação, estes momentos permitem retomar a proximidade e o sentido de pertença à equipa.

4 | Reavaliar objetivos e expetativas

Depois de reorganizar as tarefas mais imediatas, o regresso pode ser uma boa altura para olhar para os objetivos dos meses seguintes. Rever as metas definidas anteriormente e escolher duas ou três prioridades para o período seguinte ajuda a transformar objetivos mais abrangentes em momentos de trabalho concretos. Esta reflexão permite ainda perceber se existem novas necessidades ou projetos que justifiquem um ajustamento de expetativas.

5 | Preservar hábitos positivos das férias

O equilíbrio alcançado durante as férias não deve desaparecer por completo com o regresso ao trabalho. Uma forma de o fazer é identificar os hábitos que contribuíram para o descanso, como praticar exercício ou passar mais tempo ao ar livre, e procurar mantê-los na rotina semanal. Pequenos períodos de desconexão ao longo da semana podem ajudar a manter uma relação mais equilibrada com o trabalho.

“O regresso ao trabalho depois de um período de férias deve ser encarado como uma fase de readaptação. É natural que os primeiros dias exijam algum tempo para reorganizar prioridades, recuperar rotinas e voltar a entrar na dinâmica das equipas. Para as organizações, criar condições para que este processo aconteça de forma mais equilibrada pode contribuir para um regresso mais positivo e para uma relação mais sustentável com o trabalho.”

Paula Peixoto, Diretora de People and Culture da Olisipo
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Formação Opinião RH

Upskilling e Reskilling: O Novo Motor de Competitividade nas Empresas Tecnológicas

O setor tecnológico tem vivido uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela digitalização, pela mudança constante e pela crescente exigência de competências especializadas. Hoje, o ritmo de evolução é tão acelerado que já não basta contratar talento qualificado. É preciso prepará-lo, desenvolvê-lo e capacitá-lo continuamente. Neste contexto, o upskilling e o reskilling deixaram de ser iniciativas complementares para se tornarem pilares estratégicos da gestão de pessoas.

Na Olisipo, vimos esta mudança acontecer de muito perto. Durante anos, o acompanhamento individual e próximo foi o nosso ponto de partida. Era uma forma de garantir que cada pessoa sabia que tinha alguém ao seu lado para orientar, apoiar e ajudar a tomar decisões de carreira. Com o tempo, esta prática evoluiu para uma abordagem mais estruturada à employee experience, onde o crescimento se tornou um compromisso partilhado entre o colaborador e a organização. Hoje, não falamos apenas de proximidade, falamos de percursos de desenvolvimento claros, feedback frequente e oportunidades reais de progressão.

O mercado continua a mostrar-nos que a escassez de talento especializado é uma realidade constante, especialmente nas áreas mais críticas, como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança. Esta escassez não se resolve apenas com recrutamento. Resolve-se capacitando as equipas, reforçando competências existentes e criando novas oportunidades de aprendizagem. É aqui que o upskilling e o reskilling ganham um papel decisivo.

O upskilling permite que os profissionais evoluam dentro da sua área, atualizando conhecimentos e mantendo-se competitivos num mercado em rápida transformação. Já o reskilling abre portas a novas possibilidades, ao formar pessoas de áreas distintas para necessidades emergentes. Ambos os caminhos têm um impacto profundo não só na empregabilidade, mas também na confiança e motivação das equipas. Na Olisipo, temos exemplos de colaboradores que iniciaram um percurso completamente novo através de programas de requalificação, encontrando um alinhamento maior entre as suas competências e o seu futuro profissional.

Esta aposta não acontece de forma espontânea. Através da Olisipo Learning disponibilizamos plataformas como a Udemy Business, bootcamps, workshops técnicos e programas de mentoria. Estes recursos permitem que cada pessoa construa a sua jornada de aprendizagem ao seu ritmo e sempre alinhada com as necessidades do mercado. Para nós, preparar é tão importante quanto atrair. A evolução não é apenas técnica, mas também humana. É por isso que investimos igualmente em competências como comunicação, liderança, gestão emocional e adaptabilidade, porque o crescimento sustentável exige equilíbrio entre o saber fazer e o saber ser.

Num setor altamente competitivo, esta visão tem sido um fator determinante na retenção do talento. As pessoas procuram empresas onde possam evoluir de forma contínua, onde sintam que têm espaço para questionar, propor, aprender e experimentar. Procuram segurança emocional, propósito e um ambiente que valorize a sua evolução pessoal e profissional. E quando encontram esse espaço, tendem a permanecer e a crescer connosco.

A verdade é que as organizações que apostam em upskilling e reskilling estão a preparar-se não só para o futuro, mas também para o presente. Estão a construir equipas mais flexíveis, motivadas e resilientes, capazes de dar resposta a novos contextos, novas funções e novos modelos de trabalho. Estão também a criar uma cultura de aprendizagem que se estende muito além da formação tradicional, uma cultura onde aprender se torna parte natural do dia a dia.

Acredito profundamente que o futuro das empresas passa pela capacidade de desenvolver as suas pessoas. A tecnologia continuará a acelerar, os contextos vão mudar e as exigências serão cada vez maiores. O que permanece constante é o potencial humano que existe dentro de cada equipa. Quando o cultivamos com intenção, proximidade e estrutura, construímos organizações mais fortes e preparadas para qualquer desafio.

O upskilling e o reskilling não são tendências. São uma nova forma de olhar para o talento. Uma forma que valoriza o percurso, respeita o ritmo de cada pessoa e reconhece que o verdadeiro impacto nasce da combinação entre conhecimento, propósito e humanidade.

É assim que criamos futuro. E é assim que continuaremos a construir o caminho na Olisipo

by Paula Peixoto

Head of People & Culture @Olisipo