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Upskilling e Reskilling: O Novo Motor de Competitividade nas Empresas Tecnológicas

O setor tecnológico tem vivido uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela digitalização, pela mudança constante e pela crescente exigência de competências especializadas. Hoje, o ritmo de evolução é tão acelerado que já não basta contratar talento qualificado. É preciso prepará-lo, desenvolvê-lo e capacitá-lo continuamente. Neste contexto, o upskilling e o reskilling deixaram de ser iniciativas complementares para se tornarem pilares estratégicos da gestão de pessoas.

Na Olisipo, vimos esta mudança acontecer de muito perto. Durante anos, o acompanhamento individual e próximo foi o nosso ponto de partida. Era uma forma de garantir que cada pessoa sabia que tinha alguém ao seu lado para orientar, apoiar e ajudar a tomar decisões de carreira. Com o tempo, esta prática evoluiu para uma abordagem mais estruturada à employee experience, onde o crescimento se tornou um compromisso partilhado entre o colaborador e a organização. Hoje, não falamos apenas de proximidade, falamos de percursos de desenvolvimento claros, feedback frequente e oportunidades reais de progressão.

O mercado continua a mostrar-nos que a escassez de talento especializado é uma realidade constante, especialmente nas áreas mais críticas, como cloud, inteligência artificial ou cibersegurança. Esta escassez não se resolve apenas com recrutamento. Resolve-se capacitando as equipas, reforçando competências existentes e criando novas oportunidades de aprendizagem. É aqui que o upskilling e o reskilling ganham um papel decisivo.

O upskilling permite que os profissionais evoluam dentro da sua área, atualizando conhecimentos e mantendo-se competitivos num mercado em rápida transformação. Já o reskilling abre portas a novas possibilidades, ao formar pessoas de áreas distintas para necessidades emergentes. Ambos os caminhos têm um impacto profundo não só na empregabilidade, mas também na confiança e motivação das equipas. Na Olisipo, temos exemplos de colaboradores que iniciaram um percurso completamente novo através de programas de requalificação, encontrando um alinhamento maior entre as suas competências e o seu futuro profissional.

Esta aposta não acontece de forma espontânea. Através da Olisipo Learning disponibilizamos plataformas como a Udemy Business, bootcamps, workshops técnicos e programas de mentoria. Estes recursos permitem que cada pessoa construa a sua jornada de aprendizagem ao seu ritmo e sempre alinhada com as necessidades do mercado. Para nós, preparar é tão importante quanto atrair. A evolução não é apenas técnica, mas também humana. É por isso que investimos igualmente em competências como comunicação, liderança, gestão emocional e adaptabilidade, porque o crescimento sustentável exige equilíbrio entre o saber fazer e o saber ser.

Num setor altamente competitivo, esta visão tem sido um fator determinante na retenção do talento. As pessoas procuram empresas onde possam evoluir de forma contínua, onde sintam que têm espaço para questionar, propor, aprender e experimentar. Procuram segurança emocional, propósito e um ambiente que valorize a sua evolução pessoal e profissional. E quando encontram esse espaço, tendem a permanecer e a crescer connosco.

A verdade é que as organizações que apostam em upskilling e reskilling estão a preparar-se não só para o futuro, mas também para o presente. Estão a construir equipas mais flexíveis, motivadas e resilientes, capazes de dar resposta a novos contextos, novas funções e novos modelos de trabalho. Estão também a criar uma cultura de aprendizagem que se estende muito além da formação tradicional, uma cultura onde aprender se torna parte natural do dia a dia.

Acredito profundamente que o futuro das empresas passa pela capacidade de desenvolver as suas pessoas. A tecnologia continuará a acelerar, os contextos vão mudar e as exigências serão cada vez maiores. O que permanece constante é o potencial humano que existe dentro de cada equipa. Quando o cultivamos com intenção, proximidade e estrutura, construímos organizações mais fortes e preparadas para qualquer desafio.

O upskilling e o reskilling não são tendências. São uma nova forma de olhar para o talento. Uma forma que valoriza o percurso, respeita o ritmo de cada pessoa e reconhece que o verdadeiro impacto nasce da combinação entre conhecimento, propósito e humanidade.

É assim que criamos futuro. E é assim que continuaremos a construir o caminho na Olisipo

by Paula Peixoto

Head of People & Culture @Olisipo

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Formação Opinião

O código secreto por detrás da inovação tecnológica

No mercado tecnológico, onde as ferramentas mudam quase ao ritmo dos seus lançamentos, as competências técnicas são apenas metade da equação. A outra metade são as chamadas soft skills, capacidades que não se medem em linhas de código, mas que determinam a qualidade, a inovação e a resiliência de qualquer projeto. Comunicação, colaboração, resolução de problemas, pensamento crítico, adaptabilidade e liderança são hoje indispensáveis para transformar conhecimento técnico em impacto real. Afinal, a tecnologia pode mudar rápido, mas é o lado humano que dita quem a acompanha e quem fica para trás.

Entre todas, a comunicação tem ganho particular destaque. Hoje em dia, tudo começa na comunicação: é ela que garante que requisitos são compreendidos à primeira, que expetativas estão alinhadas e que a informação circula sem ruído. E quando falha, percebe-se o óbvio: comunicar bem é, muitas vezes, o atalho mais curto entre um problema e a sua solução. Não é por acaso que a colaboração, a capacidade de resolver problemas e a liderança caminham de mãos dadas com esta competência. Uma revisão de código, por exemplo, não é apenas um exercício técnico. Exige espírito crítico, clareza na argumentação e sensibilidade para lidar com diferentes perspetivas.

A procura por formações em soft skills tem crescido porque as empresas perceberam que confiar em apenas competências técnicas já não chega. A tecnologia, por si só, não resolve os desafios mais complexos. São as pessoas, com a sua capacidade de trabalhar em equipa, de questionar o óbvio e tomar decisões sob pressão, que tornam possíveis soluções mais eficazes.

Cabe às organizações assumir um papel mais ativo na criação de contextos de trabalho que sejam, ao mesmo tempo, ambientes de aprendizagem contínua. Porque as pessoas estão sempre a aprender. E as empresas que investem no desenvolvimento dos seus colaboradores colhem benefícios: equipas mais alinhadas, decisões mais rápidas e maior capacidade de adaptação a imprevistos. É fácil esquecer, mas empresas que não formam pessoas estão, na prática, a criar problemas.

Integrar soft skills na formação tecnológica significa criar experiências práticas e mensuráveis. Workshops com cenários de pressão e simulações de reuniões com diferentes intervenientes permitem avaliar não só o resultado técnico, mas também o raciocínio, a clareza de comunicação e a forma como se chega a consensos. 

Num setor onde várias gerações trabalham lado a lado, estas competências são a ponte que as liga. A escuta ativa permite aprender com a experiência, a curiosidade abre espaço para novas abordagens e novas formas de pensar, e a capacidade de negociar e colaborar transforma diversidade em força. Porque, no fim, a diversidade só é uma vantagem quando existe a capacidade de a ouvir.

A ideia de que não há tempo para desenvolver estas competências porque é preciso acompanhar a última atualização tecnológica é enganadora. Na prática, as soft skills funcionam como aceleradores técnicos, não atrasam a tecnologia, aceleram-na, ajudando a absorver novas ferramentas mais depressa, evitam erros básicos e criam soluções mais sustentáveis.

No fundo, estas aptidões não são um complemento. São o sistema operativo humano que mantém as equipas a funcionar, mesmo quando tudo à nossa volta muda. As organizações que dão o primeiro passo e tratam os seus colaboradores como o seu primeiro cliente percebem este conceito. Investir em soft skills é investir em profissionais completos e em equipas capazes de inovar com solidez, colocando sempre as pessoas no centro. A verdade é que se a tecnologia é o motor, estas competências são a direção, e de pouco serve acelerar se não sabemos para onde ir.

by José Ninhos

Lead Learning @Olisipo

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Comunicar o Sucesso Profissional: A Relevância da Comunicação e Feedback no Mercado de Trabalho em 2024

No dinâmico cenário do mercado de trabalho em 2024, a comunicação assertiva e o feedback construtivo emergem como tendências cruciais para o sucesso profissional. A capacidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir atentamente e fornecer feedback construtivo são skills que não fortalecem apenas as relações interpessoais, como também impulsionam o desempenho e a inovação nas organizações.

Comunicar de forma assertiva: Uma Habilidade Incontornável

Comunicação Assertiva

No panorama em constante evolução em que vivemos, indubitavelmente impulsionado pela tecnologia, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência de extrema relevância para o sucesso individual e coletivo. A habilidade de expressar ideias de maneira clara, ouvir com atenção e oferecer feedback construtivo assume uma importância ainda maior quando inserida no contexto dinâmico e tecnológico. Neste ambiente, as vantagens da comunicação assertiva são evidentes e essenciais para o florescimento profissional e a excelência organizacional.

1. Facilita a Colaboração Efetiva

Em ambientes tecnológicos, as equipas muitas vezes trabalham em projetos complexos e interdisciplinares. A comunicação assertiva promove a compreensão mútua, reduzindo mal-entendidos e facilitando uma colaboração mais efetiva e eficiente entre os membros da equipa.

2. Agiliza o Processo de Inovação

A comunicação assertiva permite a troca livre e aberta de ideias. Num contexto tecnológico, onde a inovação é um motor essencial para o sucesso, a habilidade de expressar novas ideias e perspectivas de forma clara e direta é crucial para impulsionar a criatividade e a inovação.

3. Melhora a Resolução de Problemas

Ambientes empresariais tecnológicos incluem frequentemente enfrentar e resolver desafios complexos. A comunicação assertiva contribui para uma abordagem construtiva na identificação e resolução de problemas, promovendo soluções eficazes e rápidas.

4. Fortalece Relações Profissionais

Num setor onde as relações profissionais muitas vezes transcendem fronteiras físicas, a comunicação assertiva ajuda a construir e manter relações sólidas. A clareza na comunicação diminui a probabilidade de conflitos e mal-entendidos, promovendo um ambiente de trabalho harmonioso.

5. Adapta-se à Velocidade do Mundo Digital

A comunicação assertiva permite uma comunicação direta e eficiente, adequando-se e correspondendo à velocidade exigida pelo mundo digital. Num ambiente tecnológico, onde a rapidez na tomada de decisões é vital, a habilidade de comunicar de forma assertiva torna-se um trunfo estratégico.

6. Fomenta um Ambiente de Trabalho Positivo

A comunicação assertiva promove um ambiente de trabalho positivo e saudável. Isto é particularmente relevante num setor onde o stress e a pressão são comuns. Colaboradores que comunicam de forma assertiva estão mais propensos a construir um ambiente de trabalho que valoriza a transparência e o respeito mútuo.

Numa era em que a tecnologia molda os rumos dos negócios, a comunicação assertiva destaca-se como uma competência fundamental. Ao investir no desenvolvimento dessa habilidade, os profissionais podem não apenas sobressair neste competitivo ambiente empresarial tecnológico, como também contribuir para o crescimento e sucesso contínuo das organizações em Portugal.

Saber dar feedback: O Alicerce do Crescimento Profissional

Comunicação Assertiva

Num mundo onde as barreiras geográficas são cada vez menos relevantes, a comunicação efectiva é uma competência essencial. Colaboradores que articulam ideias de forma clara e persuasiva têm uma clara vantagem competitiva.

Seja em apresentações, reuniões ou na escrita diária, a capacidade de comunicar eficazmente torna-se uma habilidade distintiva.

A Olisipo reconhece a importância desta competência e inclui na sua oferta formativa o curso Comunicação e Feedback, proporcionando aos profissionais a oportunidade de desenvolverem suas habilidades de comunicação. Este curso abrange estratégias de comunicação verbal e não verbal, técnicas de apresentação, gestão de conflitos nas equipas, e como adaptar a mensagem ao público-alvo. Ao investir nesse curso, os participantes estarão mais bem preparados para enfrentar os desafios comunicativos do ambiente de trabalho moderno.

A Integração de Competências para o Sucesso Profissional

Os cursos Comunicação e Feedback e Comunicação Assertiva, ambos incluídos no catálogo de formação da Olisipo, complementam-se para oferecer uma abordagem holística às competências necessárias no mercado de trabalho. A combinação destas habilidades proporciona aos profissionais uma vantagem competitiva, preparando-os para enfrentar os desafios complexos e interconectados do ambiente corporativo moderno.

Em conclusão, as skills de comunicação eficaz e o feedback construtivo são as espinhas dorsais do sucesso profissional no cenário atual. A Olisipo incorpora um compromisso em capacitar profissionais, oferece cursos abrangentes que preparam os participantes para enfrentar as necessidades desafiantes do mercado de trabalho em constante evolução. Ao investir nestas competências, os profissionais estão não apenas a acompanhar as tendências, mas também a moldar o seu próprio caminho para um sucesso profissional duradouro.