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Parar é morrer: as empresas precisam de estar sempre a inovar

Se há lições a tirar em momentos desafiantes como o que atravessamos, o facto de que é preciso inovar constantemente parece-me ser uma das mais relevantes. Sobretudo nas empresas há que manter esta máxima sempre presente, ou a empresa corre o risco de estagnar e/ou desaparecer.

Historicamente, não são os mais fortes que sobrevivem mas os que melhor se adaptam às alterações. E isto aplica-se a gestores, a empresas, a líderes, a mercados, a comuns mortais…

Quando a Apple lançou o iPhone em 2005, a reação de Steve Balmer, CEO da Microsoft, foi de gozo: “500 dólares, sem teclado? É um desperdício de dinheiro e nunca vai funcionar”

Mais de uma década depois, os modelos de iPhone continuam a competir no topo do mercado de smartphones.

Este é apenas um dos milhares exemplos que vêm provar como o mercado se altera – e como só quem se adapta resiste. Haverá outros tantos exemplos perdidos para sempre na história, que nos mostram como a resistência à mudança ou fraca capacidade de adaptação não trazem mais que a morte dos negócios e empresas.

Os desafios no mercado são inúmeros:

  • Startups que proliferam e desafiam padrões;
  • Competidores que se reinventam e forçam mudanças nos modelos de negócio;
  • Gigantes que ameaçam “engolem” os mais pequenos;
  • Mercados inteiros que entram em auto-destruição através de guerras de preços
  • Governos e/ou reguladores que alteram significativamente as “regras do jogo”
  • Consumidores com novas necessidades que exigem novos produtos e serviços de maior qualidade.

Por isso, desengane-se quem acha que manter o negócio ao longo dos tempos é apenas uma questão de dinheiro e resiliência. É claro que isso ajuda, mas o segredo está numa mente crítica com capacidade para prever situações, criar soluções e adaptar-se tanto à mudança como às adversidades.

A importância de testar e falhar

Se o plano A falha, não é só preciso um plano B mas muitos outros. Com muitas experiências vamos “afinando a máquina”, conseguimos corrigir o que ficou mal e testar novas soluções.

Os processos de inovação não são necessariamente maus quando falham, mas é preciso que falhem tão rápido quanto possível, para rapidamente se aprender com o erro e repetir o processo de pensar, testar e instaurar novas ideias.

Quando nos parece que encontramos uma ideia que resulta, não paramos o processo de inovação, simplesmente viramos o foco para outra área, um novo produto, mercado ou modelo de negócio.

O responsável pela inovação

O papel que a inovação ganha nos dias de hoje, à luz do que vivemos, é tão relevante que não deve ser nem entregue ao CEO nem dividido pelas chefias intermédias. As organizações devem procurar identificar alguém que, transversalmente por toda a empresa, trabalhe com todas as chefias. O objetivo é promover essa cultura tão ágil quanto possível, que fomente a criatividade, as experiências, e que não permita que o medo de errar se torne castrador.

  • Analisar de forma transversal a cultura interna de trabalho e o mercado onde a empresa opera;
  • Promover e premiar experiências (e erros);
  • Incentivar mudanças organizacionais e de métodos de trabalho;
  • Garantir a comunicação interna de modo a manter toda a equipa informada e alinhada.

Para a empresa que instaura uma verdadeira cultura de inovação, qualquer momento de disrupção será acolhido como um novo desafio a conquistar, uma oportunidade de inventar algo novo e não como uma adversidade ameaçadora.

Independente de a empresa estar bem ou mal, qualquer altura é o momento certo para inovar. Se está a atravessar um mau período, a sua reinvenção é a bóia de salvação; é preciso tentar algo diferente do feito até ali e que não resulta mais. Se estiver ótima, então é a altura ideal para testar novos processos, aproveitando a “folga” que tem e conquistando a mudança.

Afinal como diz Tom Peters: “Estão demasiadas coisas a acontecer demasiado depressa para o remediado ter sucesso”.

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Em que medida a pandemia impeliu, de facto, a disrupção tecnológica?

A pandemia trouxe de facto enormes desafios e incertezas às empresas e instituições, não só obrigou a uma adaptação extraordinariamente rápida como empurrou muitos negócios para facturação zero de um dia para o outro. Nesta crise o futuro não aparece como uma boia de salvação mas sim como uma gigante catarata onde, sem sabermos quando e em que dimensão, todos vamos cair.

Se em alguns casos, o layoff, a redução de pessoal ou mesmo o fecho de atividade poderá ter sido a única opção, a maioria das empresas procurou responder ao desafio e apostar na sobrevivência, investindo na adaptação e reinvenção do seu negócio, na forma como operam e gerem os seus negócios e stakeholders.

O tratamento de documentos, as transacções monetárias, os contactos sociais, as reuniões e quase todos os ciclos de venda foram alterados por esta pandemia. Foi uma verdadeira “wakeup call” que obrigou todos os gestores a modernizarem-se para digitalizar o que ainda tinham em papel, ou passar para a internet o que ainda era feito de forma presencial. Em muitos casos essa tranformação já se previa como o futuro mas ninguém esperava que fosse tão cedo e muitos não estavam preparados para ter de o fazer tão forçada e rapidamente.

A tecnologia apareceu assim como a grande ferramenta de adaptação e é hoje ainda mais relevante para o funcionamento e crescimento de qualquer organização. Ainda falta perceber quanto tempo vai durar esta pandemia, ou se vai sequer terminar, porque quanto mais tivermos afastados fisicamente dos outros, dos papéis, das reuniões e das deslocações, mais vamos ter de recorrer à tecnologia para alterar os processos e a forma como trabalhamos.

A tecnologia foi e continuará a ser a grande ferramenta da inovação e quanto mais for explorada maior serão as oportunidades para as organizações. Mas a base de sustentação, ou o valor supremo de qualquer organização, continuará a ser as Pessoas, como disse Henry Ford: “Se me tirarem as fábricas mas deixarem as pessoas, rapidamente construirei novas e melhores instalações, mas se me tirarem as pessoas todo o meu negócio acabou”. Por isso, perante uma grande crise as empresas com bom-senso nunca abdicarão das suas pessoas, porque elas vão continuar a ser o maior elemento diferenciador da recuperação e crescimento.

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Ransomware: O que fazer se for vítima

A poeira levantada pelo WannaCry – o vírus que encriptou os dados de mais de 200,000 computadores em todo o mundo – já assentou. Isso não significa que foi um game over para a “guerra” com os hackers, especialmente quando basta um simples clique num link, o download de um ficheiro corrompido ou navegar numa rede insegura, para desencadear um ciberataque em grande escala.

Brad Smith, Presidente da Microsoft, já disse que este ataque deveria servir para abrir os olhos aos governos no futuro. Será que estamos preparados para enfrentar a próxima grande ameaça?

Os meus dados foram encriptados. E agora?

Antes de mais, nem todos os ataques de ransomware são iguais. Podem ir de alertas pop-up constantes a um bloqueio total do acesso ao computador que (teoricamente) apenas poderá ser desbloqueado através do pagamento de um resgate.

Com tantos tipos diferentes, seria impossível cobrir todas as situações em específico. No entanto, reunimos alguns passos importantes que deves seguir neste momento:

  • Regra número 1: não entrar em pânico e não apontar dedos. Nesta altura, é crucial agir rapidamente e tomar medidas imediatas.
  • Desconectar imediatamente o computador da rede – seja wi-fi ou Ethernet –  e de quaisquer dispositivos a que possa estar ligado: esta é a melhor forma de interromper a transmissão de dados pessoais ao autor do ataque.
  • É recomendável entrar em contacto com as autoridades para reportar o crime. Apesar de nem sempre poderem ajudar, é importante aferir se o vírus é um caso isolado ou um ataque global.
  • Se estiveres em casa, entra em contacto com a tua equipa de suporte de TI para que possam ajudar-te a recuperar o acesso ao teu computador. Se estiveres no trabalho, procura o departamento de TI para que possam impedir a propagação do vírus e minimizar os danos do problema.
  • Agora, será que o vírus que atacou o computador já tem solução? Existem vários websites que disponibilizam chaves de desencriptação para salvar os nossos dados de alguns vírus já conhecidos, como é o caso do nomoreransom.org, um projeto apoiado pelos governos de 22 países. O bleepingcomputer.com também poderá ser útil pois tem um fórum de suporte a vítimas de ransomware que pode ajudar a resolver problemas específicos.
  • Se nada disto funcionou, temos más notícias: em muitos casos, os ataques de ransomware não têm solução e a possibilidade de recuperar os nossos dados sem pagar o resgate é remota.

Pagar ou não pagar o resgate?

O ciber-criminoso irá provavelmente pedir para efetuar o pagamento em Bitcoin ou outra moeda virtual através do Tor – um software livre que mantém o anonimato dos utilizadores.

Pagar o resgate é geralmente a forma mais rápida e fácil de contornar o problema. Mas certamente não é a mais barata ou segura. Um ataque de ransomware é como um resgate na vida real: nem sempre corre como esperado. Pagar não significa que receberemos a chave de acesso para recuperar os dados. Muitas vezes, poderão exigir ainda mais dinheiro ou não devolver de todo a informação encriptada.

Por isso, os especialistas encorajam sempre a “não negociar com terroristas”, até porque isso apenas prova que o sistema funciona e incentiva os hackers a levar a cabo mais ataques deste género.

Claro que isto é mais fácil dizer do que fazer. Em última instância, cabe a cada um de nós avaliar os riscos e tomar a decisão final.

Ransomware Hacker

Um byte de prevenção vale por um terabyte de cura

Por vezes não existem soluções-milagre e, por isso, agir preventivamente pode evitar muitas dores de cabeça e ajudar a diminuir os danos caso sejas infetado. Eis algumas dicas cruciais para manter o computador a salvo:

  • Back up! Faz regularmente cópias de segurança de todos os ficheiros, alojadas num local independente do computador. O melhor é ter duas cópias diferentes: um armazenamento na cloud e um disco rígido que não esteja permanentemente ligado à máquina.
  • Cria uma barreira de protecção. Utilizar software anti-vírus e anti-malware é importante, já que estes ajudam a identificar ameaças que poderiam passar despercebidas e, muitas vezes, eliminá-las por si mesmos.
    • Mantém tudo atualizado. Sempre que o sistema operativo e as componentes relacionadas com o browser (Java, Adobe, etc) disponibilizarem novas versões, instala-as.
  • Controla o “contágio”. Dentro de uma empresa, é preciso assegurar-se que os colaboradores apenas têm acesso aos ficheiros que realmente necessitam para trabalhar. Limitar o acesso a bases de dados e ficheiros importantes fará com que, em caso de infecção, a quantidade de informação comprometida seja a mínima possível.
  • Aprende a identificar comportamentos suspeitos. Nunca abras anexos de e-mails que não conheces – ficheiros com as extensões “.exe”, “.vbs” e “scr” são especialmente perigosos. Mas é preciso estar atento: por vezes os links maliciosos podem ser enviados de e-mails que se fazem passar por entidades e pessoas que conhecemos, como bancos, finanças e até amigos. Por isso, o melhor é não confiar mesmo em ninguém.

Acima de tudo,  é preciso não esquecer que o melhor antivírus é o próprio utilizador. Navegar de forma segura é o primeiro passo para manter um computador e uma empresa seguros.

Mas não há estratégias infalíveis: podemos tomar todas as precauções possíveis e, ainda assim, acabarmos nas mãos de armadilhas como estas. Por isso, mais vale estar preparado.

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Onde é a próxima Silicon Valley?

Não há quem nunca tenha ouvido falar de Silicon Valley – ou Vale do Silício, em português.

Há muito que esta região a sul de São Francisco tem sido sinónimo de inovação e não é por acaso que as grandes empresas tecnológicas aqui se concentram: Apple, Google, Facebook, HP, Microsoft, todas elas nasceram e vivem em Silicon Valley. Porquê?

Atraindo cerca de 40% da totalidade do financiamento de risco nos Estados Unidos, Silicon Valley rapidamente se tornou o paraíso das startups e dos empreendedores que viajam de todas as partes do mundo na esperança de descobrir aqui a receita do sucesso. A concentração de talentos, o apoio educacional, o espírito colaborativo e a cultura ousada e ambiciosa que aqui se vive, fazem de Silicon Valley o maior pólo tecnológico do mundo… por agora.

Adeus, Silicon Valley?

Apesar de continuar a gozar da sua popularidade, Silicon Valley já não é o destino número um para o talento, diz o Global Startup Ecosystem Report and Ranking 2017. A verdade é que os Estados Unidos estão a começar a perder terreno para outras potências tecnológicas na Europa e na Ásia.

Cidades em todo o mundo estão a trabalhar para “tirar a taça” à capital tecnológica nos Estados Unidos. Então onde será que vai nascer a próxima Apple ou o próximo Mark Zuckerberg? Será que as restantes cidades têm capacidade para competir com a superioridade do Vale do Silício?

As potências emergentes da Europa

Podemos pensar que a Europa não tem feito progressos significativos na área das tecnologias, sobretudo por Londres – um dos seus maiores pólos tecnológicos – estar num processo de saída da União Europeia, o que trouxe um grande clima de incerteza em todo o continente.

Mas a realidade não é bem essa. Agora, também a Europa está a conseguir alcançar os Estados Unidos e já apresenta um cenário mais optimista para o financiamento de risco.

Berlim já é o ecossistema de startups que está a crescer mais em todo o mundo e outras cidades como Amesterdão, Dublin, Estocolmo e Helsínquia também estão a seguir os mesmos passos.

E nem a capital portuguesa fica atrás. Ter recebido em 2016 o Web Summit – um dos maiores eventos tecnológicos do mundo – fez com que muitos se tenham questionado se estaríamos perante o próximo “tech hub” da Europa. A qualidade de vida, as rendas baratas (comparando com outros destinos europeus) e o clima fantástico, fazem da cidade uma aposta atrativa para startups e novos talentos. Por outro lado, as ajudas no financiamento e os benefícios fiscais de que as novas empresas beneficiam tornam Lisboa um destino muito atrativo no contexto europeu.

Por outro lado, o facto de estes centros tecnológicos estarem espalhados por vários pontos do continente, também significa que nunca estarão tão intimamente ligados como em Silicon Valley, onde a facilidade de criar networking é um dos seus principais fatores de sucesso. Mas tem havido um esforço em unir esta comunidade dispersa de investidores ao começarem a surgir muitas oportunidades de co-investimento em novas ideias de negócio na Europa.

Ásia, a grande promessa

A Ásia já ultrapassou a Europa no número de centros de inovação, operando agora quase um terço (29%) do total deste tipo de centros no mundo. O domínio de Silicon Valley no mundo da tecnologia começa a ser questionado, com a Ásia agora a crescer mais rapidamente que os Estados Unidos.

Estamos perante um grande aumento do empreendedorismo na região e da mobilização, principalmente entre jovens empreendedores. A China, Índia e Japão são locais de referência que já atraem milhares de novos negócios. No entanto, o continente ainda enfrenta alguns desafios, nomeadamente na existência de algumas barreiras legais para estrangeiros, principalmente na obtenção de vistos e falta de financiamento público.

O Sudeste Asiático tem sido a maior surpresa na indústria das startups tecnológicas, beneficiando da sua grande diversidade de visões políticas e atividades económicas pelo que já se tem tornado a casa de alguns “unicórnios” (empresas avaliadas em mais de 1 bilião de dólares).

A próxima Silicon Valley é… em todo o lado

Todos querem construir a próxima Silicon Valley e identificar qual a cidade que tem os “ingredientes” certos para ser tornar o próximo grande pólo tecnológico. Mas não basta que uma cidade tenha a receita ideal para o sucesso. No final, tem tudo a ver com as pessoas e a mentalidade das mesmas.

Porque é que Silicon Valley conseguiu crescer mais que outros sítios na Europa e na Ásia se existem cidades igualmente avançadas e com condições semelhantes ou melhores? Silicon Valley cresceu devido à sua capacidade para atrair os mais ambiciosos e apaixonados talentos. E isso deve-se à sua cultura empreendedora e “risk-taker” que consegue trazer os melhores profissionais dos cantos mais remotos do planeta.

Em muitas partes do mundo, mentes brilhantes são desperdiçadas todos os dias porque em vez de seguirem os seus sonhos, acabam por se conformar com a estrutura e normas que o seu país impõe. Mas esta mentalidade “de empreendedor” continua a crescer um pouco por todo o lado ao ouvirmos constantemente as histórias inspiradoras de Steve Jobs ou Elon Musk que vingaram por correrem riscos.

Muitos governos e organizações já identificaram estes fatores e é por isso que estão agora a criar os seus próprios métodos de atração de talento. E isso significa que não vai apenas existir uma próxima Silicon Valley, mas muitas outras que estão agora a surgir em todo o mundo.

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As 10 melhores partidas do Dia das Mentiras no mundo da tecnologia

Já é habitual: todos os anos, as maiores empresas no mundo da Tecnologia comemoram o Dia das Mentiras com o lançamento de produtos falsos, notícias absurdas e piadas hilariantes.

Quais foram as melhores partidas que as marcas já pregaram à sua rede de fãs no primeiro dia de Abril?

Youtube, 2016

O Youtube lançou o SnoopaVision, em versão beta. O objetivo? Ter a oportunidade de ver todos os vídeos do website numa experiência completamente imersiva a 360 graus… com o Snoop Dogg.

Toshiba, 2013

A fasquia está cada vez mais alta no mundo dos videojogos e foi por isso que a Toshiba lançou o Shibasphere, uma consola de jogos sem fios, sem comandos e sem limites. O aparelho apresentava um “impressionante leque de jogos hiper-realistas” que ia de uma experiência de controlo de segurança no aeroporto à simulação de acariciar um cão.

Skype, 2013

Preocupados com a evolução do turismo espacial, o Skype revelou o Skype in Space, uma ferramenta que permitia fazer videochamadas em toda a galáxia. As novas funcionalidades incluíam uma rotação de vídeo automática (caso a falta de gravidade nos virasse do avesso) e um centro de ajuda para traduções (com um grupo de especialistas que se comprometia a aprender a linguagem dos seres vivos que existem pelo espaço).

Samsung, 2013

A Samsung lançou, a Eco-Tree, um “novo produto” que era capaz de fornecer oxigénio, dar abrigo e funcionava como um purificador de ar movido a energia solar. Ainda oferecia a possibilidade de adquirir diferentes “modelos” com diferentes tamanhos e design.

Sony, 2013

Agora que há mais famílias com animais do que crianças, a Sony recorreu ao Twitter para lançar os Cat Can, uns auscultadores desenhados especialmente para… gatos. #techforpets

Google Maps, 2013

A Google Maps lançou o “Treasure Mode”, uma funcionalidade que permitia visualizar os mapas em modo “Caça ao Tesouro”, onde teoricamente existia uma série de símbolos encriptados que os utilizadores deveriam ajudar a decifrar.

Google Photos, 2016

A Google Photos apresentou neste dia uma nova ferramenta que permitia fazer uma pesquisa por emoji na nossa colecção de fotos (desde que esse emoji fosse um cão).

Tesla, 2015

A Tesla decidiu implementar algo num dos seus modelos de carro que todos gostaríamos de ter na vida real: um modo inteligente que era capaz de evitar multas de estacionamento ao “fugir” dos polícias sempre que aproximavam para passar uma multa.

T-Mobile, 2016

A T-Mobile não quer que percamos um segundo das nossas séries preferidas. Por isso, inventou um dispositivo chamado “Binge On Up” que nos permitia ser produtivos enquanto continuávamos a ver televisão.

Amazon.com, 2016

A Amazon decidiu optar por uma partida mais “retro” e alterou o design da sua homepage para imitar a página que utilizavam por volta de 1999. Apesar da partida apenas durar 30 segundos, foi uma forma engraçada de voltar atrás no tempo e perceber o quanto a tecnologia já evoluiu nos últimos anos.

E em 2017? Quem mentiras já apanharam?

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Quem é o CIO de amanhã?

A linha que separa a tecnologia do mundo dos negócios é cada vez mais ténue. A tecnologia já não é o trabalho de apenas um departamento, está agora enraizada em todas as áreas das organizações. E à medida que o papel da tecnologia dentro das empresas evolui, o papel do CIO segue o mesmo rumo.

Por isso, o papel do CIO de hoje não é fácil: É preciso encontrar um equilíbrio entre as funções de ontem e as exigências da transformação digital de amanhã. Esse é um dos maiores desafios e a razão pela qual os líderes nesta área têm de se adaptar a uma nova realidade.

Então, quem é o CIO do futuro? Que desafios vai enfrentar e como poderá continuar a estimular a inovação no meio de trabalho?

As características do novo CIO

Está na linha da frente das decisões estratégicas. Já lá vai o tempo em que o CIO assumia uma posição “back office” na empresa. Agora, o CEO olha para o CIO como um líder estratégico e não apenas como um líder de departamento. Por isso, é fundamental que esta pessoa tenha fortes capacidades de liderança, persuasão e também de inteligência emocional.

É um agente da mudança. Futurista e inovador: são duas palavras que devem definir o CIO do futuro. Segundo a Accenture, 34% das empresas já vê o departamento de TI como uma das principais fontes de inovação e mudança para empresa no geral, não apenas no seu departamento.

É proativo na procura de soluções, mesmo que não estejam diretamente relacionados com a sua área. No futuro, não vai haver lugar para um departamento de TI “preguiçoso”: a inovação move-se a ritmo cada vez mais acelerado e por isso, já não basta esperar que os problemas surjam. O CIO de amanhã terá de encontrar formas criativas de criar soluções que acompanhem o ritmo da mudança.

É alguém que veste muitos chapéus. O novo CIO estará preocupado em liderar a revolução digital e abraçar projetos e desafios multidisciplinares que “fogem” da sua área de conhecimento. O CIO terá de ser capaz de entender todas as áreas de negócio da empresa e encontrar respostas tecnológicas que se adaptem a cada uma delas.

Tem conhecimento na área das finanças. À medida que o budget na área das TI aumenta, o CIO terá uma maior responsabilidade em questões financeiras. Isto significa que terá de entender os conceitos e as implicações que as suas decisões estratégicas poderão ter para a globalidade da empresa.

Pode não ser um informático. Ter um conhecimento geral na área das tecnologias da informação é fundamental para compreender os desafios com que se irá deparar. Mas o CIO de amanhã já não terá de ser um “expert” ou ter uma formação altamente técnica nesta área, já que terá preocupações mais ligadas à parte estratégica do seu papel. A capacidade de ser perspicaz, crítico e saber influenciar os restantes terá um papel mais relevante que saber todas as especificidades técnicas das TI. Na Europa e nos Estados Unidos, cerca de 50% das pessoas que ocupam esta posição já têm backgrounds menos técnicos e mais direcionados para a área da gestão e a tendência continuará a enveredar por este caminho.

E o que significa tudo isto para o CIO de hoje?

Para alguns poderão ser boas notícias, para outros nem tanto. Embora o CIO tenha cada vez mais “voz” e peso de decisão na empresa, também é verdade que irá desempenhar um papel cada vez mais exigente e desafiante.

Muitos ainda não estão preparados para um cenário tão disruptivo, mas já não basta sentar-se no banco traseiro e fazer o que se fez até agora.

E quanto mais rápido o CIO de hoje se tornar no líder de amanhã, mais rapidamente as empresas poderão estar na vanguarda da inovação e transformação digital.

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Os nossos talentos vão voltar?

As práticas dos últimos anos de cortar rates e remunerações levou-nos a todos, clientes e fornecedores, a um beco sem saída. Para os preços propostos não há recursos disponíveis.

Todos sabemos que nos últimos anos milhares e milhares de talentos portugueses foram trabalhar para o estrangeiro. Hoje, a falta de especialistas faz-se sentir um pouco por todos os sectores de actividade. E não é só nas tecnologias de informação. Falta gente nas engenharias mecânicas e químicas, faltam soldadores e outros outros profissionais da construção. Faltam especialistas em praticamente todas as áreas da actividade económica. A crise dos últimos anos foi sem dúvida a grande responsável por esta hemorragia que enfraqueceu a nossa capacidade de reagir, de crescer e de criar riqueza. Mas não foi a única.

O clima de pessimismo e a aposta em baixos salários tiveram a sua quota de responsabilidade. O pessoal foi trabalhar para o estrangeiro porque lhes propuseram desafios profissionais interessantes e muito melhores condições salariais. Mas muitos deles gostariam de um dia voltar para Portugal. Sim, porque embora tenhamos a mania de nos queixar, quem viveu algum tempo no estrangeiro sabe que viver em Portugal é bestial. Então porque não voltam?

O clima de pessimismo dissipou-se, mas a aposta na mão de obra barata mantém-se. Lá pagam muito melhor. Por isso não voltam.

O país vive nos dias de hoje uma reanimação económica indiscutível. Em todos os sectores de actividade há sinais claros de revitalização. Faltando os nossos, procuramos atrair talentos do estrangeiro. Isso é bom, mas aí estamos a competir com todos os outros países. Temos os nossos argumentos, mas não é fácil. O problema mantêm-se. Pagamos mal.

Quem está na área das tecnologias de informação sabe bem a procura e a disputa que existe por determinados perfis profissionais. Não havendo a capacidade de contratar os melhores, contrata-se os menos maus. É assim mesmo – quem não tem cão, caça com gato. E assim andamos todos a fingir. Com repercussões diretas na qualidade do trabalho realizado. Até quando?

As práticas dos últimos anos de cortar rates e remunerações levou-nos a todos, clientes e fornecedores, a um beco sem saída. É a lei da oferta e da procura no seu melhor. Para os preços propostos não há recursos disponíveis. Alguns já perceberam. Esses vão ficar com os melhores. A correção já começou. Essa tendência, associada aos novos projetos que vão continuar a surgir, permitem alimentar a esperança que muitos dos que foram para fora possam voltar. Portugal, os portugueses, os que regressam e os que nunca partiram, todos iriam beneficiar com esse regresso.

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A Inteligência Emocional na era da Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial não irá apenas “roubar” o emprego a trabalhadores de fábrica e camionistas. Mesmo as profissões que nunca imaginámos sem a presença de um ser humano – médicos, professores ou consultores – vão sofrer grandes mudanças no futuro.

É fácil perceber o papel que a Inteligência Artificial irá ter em tarefas mais simples, como na recolha e análise de dados. Mas o seu potencial vai muito além disso: as pessoas são inevitavelmente tendenciosas e tomam decisões com base no seu pequeno conjunto de experiências e opiniões. Um computador não: tem acesso a quantidades incríveis de informação que processa e analisa rapidamente.

Quem acredita que nunca iremos confiar nas máquinas para tomar decisões importantes, vive no século passado. Muitos computadores já resolvem casos médicos difíceis de diagnosticar, por exemplo.

À medida que os computadores entram em cena e começam a executar muitas das nossas tarefas, teremos de desenvolver novas capacidades que realmente nos diferenciem dos outros e dos computadores.. Mas quais? E como?

Desenvolver a nossa Inteligência Emocional

Mas o que é ser emocionalmente inteligente? Todos os espaços de trabalho possuem pessoas diferentes, com características e emoções diferentes. Ser emocionalmente inteligente significa saber identificar e gerir, tanto as nossas emoções como as dos outros à nossa volta.

A inteligência emocional é hoje mais importante que nunca e será fundamental para que tenhamos sucesso no futuro das “máquinas”.  Claro que isto são boas notícias para quem já tem um EQ (Emotional Quotient) elevado. Mas será possível desenvolver as nossas skills inter-pessoais?

Desenvolver a nossa inteligência emocional pode levar tempo e exige alguma dedicação, mas é perfeitamente possível. Para isso, damos-te algumas dicas para começares a pôr em prática agora mesmo:

Torna-te mais auto-consciente. Isto significa ser capaz de compreender e interpretar os nossos estados de espírito e como eles afetam as pessoas à nossa volta. “Como é que os outros se vão sentir se eu fizer isto?” é uma pergunta importante. Aqui importa identificar as nossas emoções negativas mais comuns (como a frustração, a raiva, a desmotivação) e perceber que situações as desencadeiam para as podermos evitar.

Desenvolve o teu auto-controlo. Tenta entender como te comportas em situações de stress. A capacidade de controlar comportamentos impulsivos e manter-se calmo é muito valorizado no mundo do trabalho. O melhor é tentar afastar-se de dramas e conflitos que possam desencadear comportamentos negativos. E se isso não for possível, um bom conselho é esperar algumas horas ou dias antes de reagir a uma situação emocionalmente difícil. Também é importante encontrar formas de lidar com este stress fora do trabalho, através do exercício ou com outros hobbies e interesses que funcionem como um “escape”.

Aprende a interpretar as emoções dos outros. É importante que te coloques no lugar dos outros e mostrar-lhes que compreendes a sua perspectiva. Mantêm uma mente aberta e evita estereótipos ou conclusões precipitadas. Quando as pessoas se sentem ouvidas, têm mais tendência para colaborar e fazer cedências.

Melhora as tuas “skills” sociais. Isto significa ter a capacidade de gerir relações e construir uma rede de contactos. Uma das melhores formas de ser um bom comunicador é saber ouvir, colocar questões pertinentes e fornecer informação de forma breve e clara. Torna-te a pessoa a quem todos recorrem para encontrar soluções e resolver conflitos e rapidamente tornar-te-ás num elemento essencial para a equipa.

A humanização da Inteligência Artificial

São as nossas competências mais “humanas” que vão ter lugar de destaque nos próximos tempos. Qualidades como a persuasão, criatividade, empatia e consciência social vão ser o nosso fator de diferenciação em relação às máquinas – pelo menos por enquanto.

Será que os computadores vão parar por aqui?

Plataformas digitais como a Amazon Mechanical Turk dão a oportunidade às empresas de publicar pequenas tarefas/trabalhos no website onde qualquer pessoa pode completá-las em troca de alguns cêntimos ou dólares.

Há mais de 500.000 “Turkers” espalhados por todo o mundo. São estas pessoas que fazem parte da força de trabalho “invisível” que desempenha um papel fundamental em treinar as máquinas inteligentes. Como? Completando tarefas que são fáceis para qualquer ser humano, mas difíceis para um computador – como identificar um rosto feliz ou assustado. Estes sistemas inteligentes estão a ser treinados para fazer coisas que até agora pensámos serem demasiado complexas para qualquer computador, como identificar emoções nos humanos.

Já não estamos longe de ver um “computador emocional”. Já existem cientistas a trabalhar em computadores capazes de pensar e sentir – não através de programação ou aprendizagem repetitiva – mas como um cérebro humano.

A era dos robots e da inteligência artificial é inevitável. A boa notícia é que outra vantagem do ser humano é a capacidade de mudar. Iremos adaptar-nos e tirar o máximo partido desta nova realidade no futuro. Até porque não temos outra opção.

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Opinião

Dicas para manter o telemóvel livre de vírus

Pode ser difícil acreditar mas, na maioria das vezes, a maior vulnerabilidade de um telemóvel é o seu utilizador. Sim, tu!

Eis algumas dicas simples para manteres o telemóvel seguro e protegido contra ameaças:

  • Cuidado com os ficheiros que abres

Esta regra vale para qualquer equipamento que utilizes. Isto significa não abrir ficheiros em anexo de e-mail ou MMS de remetentes desconhecidos. E mesmo conhecendo o remetente, se a mensagem parecer suspeita, é possível que a conta tenha sido infetada com um vírus.

  • Faz download de aplicações de fontes seguras

Procura fazer downloads apenas a partir das lojas oficiais do teu sistema operativo, como a Google Play ou App Store. Se decidires recorrer a uma loja alternativa, confirma se é segura e certificada.

Infelizmente, nem mesmo as lojas de aplicações “seguras” estão a salvo. De vez em quando, algumas aplicações infectadas com malware conseguem entrar nestas plataformas.

Por isso, se descobrires uma aplicação desconhecida, pode ser boa ideia verificar algumas reviews de outros utilizadores para assegurar que a app não tem problemas. Se não existir nenhum comentário, então o melhor é mesmo não arriscar.  

  • Controla as permissões das aplicações

Desconfia sempre de uma aplicação que pede acesso a coisas que não são necessárias para o seu funcionamento. Afinal, porque é que um jogo iria precisar de acesso à tua lista de contactos?

  • Não partilhes o cartão memória

É importante nunca utilizar o cartão memória em vários telemóveis. Um cartão infectado pode facilmente transmitir um vírus e comprometer todos os nossos dados.

  • Verifica as tuas opções de Bluetooth

Alguns vírus conseguem entrar na rede do telemóvel, roubar dados e até desligar o dispositivo através do Bluetooth, por isso é importante manter o seu estado “invisível” ou mesmo desligado, se possível.

  • Atualiza o sistema operativo

Deves manter o teu equipamento sempre atualizado com a última versão, até porque muitas atualizações servem para otimizar a segurança do telemóvel.

  • Evita as redes Wi-Fi públicas

Devemos evitar fazer transações confidenciais em redes Wi-Fi públicas. As redes públicas são, por norma, locais onde os hackers costumam atuar para interceptarem discretamente as nossas informações. O ideal é utilizar os dados móveis do telemóvel.

Os ciber-criminosos estão a adoptar estratégias cada vez mais avançadas, por isso o cuidado nunca é pouco. Até porque grande parte dos vírus são criados especificamente para nos roubar dinheiro.

Os telemóveis já começaram a substituir o computador no nosso dia-a-dia. Por isso, se protegemos o nosso computador, porque não fazemos o mesmo com o telemóvel?

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Formação Opinião

Programação: Porque todos devem aprender e como começar

Muitas pessoas aprendem a programar porque são entusiastas da Informática e procuram uma carreira a construir web sites ou aplicações mobile. Mas a programação não é só para informáticos, geeks ou nerds: todos podem sair a ganhar.

Saber programar: Tão importante quanto saber ler?

Muitas das plataformas que utilizamos hoje podem ser programadas de alguma forma. O Excel, por exemplo, já nos deixa criar um conjunto de comandos para nos ajudar a gerir e trabalhar com as folhas de cálculo.

Por isso, aprender a programar pode tornar-nos mais produtivos e eficientes no nosso dia-a-dia. Mas não só: programar é ter a oportunidade de ver o mundo a partir de uma nova perspetiva.

Ainda não estás convencido? Eis algumas das vantagens em aprender mais sobre programação:

  1. Aprender a resolver problemas melhor

Escrever um código é como estar numa aula de matemática: Começamos com um problema que precisa de ser resolvido para obtermos uma solução. Depois testamos essa solução para encontrar falhas ou melhorias e, a partir daí, podemos criar uma solução ainda melhor. Esta estratégia de “problem-solving” pode ser aplicada em praticamente todos os aspetos da nossa vida. Saber como agir perante um problema e testar diferentes abordagens para o solucionar pode fazer uma diferença incrível na nossa carreira e vida pessoal.

  1. Ser um líder melhor

Enquanto líder de uma equipa ou empresa, é crucial saber trabalhar com as pessoas que estão ligadas à área da tecnologia. É muito comum haver uma barreira entre os engenheiros e os gestores, principalmente pela falta de noção em relação ao que cada um faz e os processos que isso envolve. Conseguir criar uma ponte entre estes dois mundos é, sem dúvida, o caminho certo para o sucesso.

  1. Aumentar o nosso potencial

A capacidade de participar de forma ativa, mesmo em situações que não façam parte da nossa área, é vista como uma grande mais-valia. Ter know-how na área da programação poderá dar-nos a capacidade de entender melhor como as peças do puzzle se encaixam no negócio, transformando-nos num ativo realmente valioso para qualquer empresa.

  1. É quase como um “super-poder”

Num mundo rodeado quase somente de software, apps e web sites, saber criar essas coisas pelas nossas próprias mãos é verdadeiramente poderoso. Aprender pode nem sempre ser fácil, mas será sempre uma experiência gratificante, que pode até mudar a nossa vida.

É de pequenino que “se torce o pepino”

Há muito que a tecnologia invadiu as salas de aula dos mais pequenos. As crianças já aprendem a utilizá-la, mas será que também aprendem como funciona?

É este o objetivo do programa “Iniciação à Programação”, que já arrancou o ano passado em 630 escolas em todo o país. A iniciativa já pôs crianças do Ensino Básico a dar os primeiros passos no mundo da Programação através de plataformas como o Kodu – que lhes ensina a criar um jogo de raiz – e o Scratch, uma nova linguagem criada pelo MIT, que dá liberdade às crianças para criar as suas próprias animações, músicas e histórias interativas.

Isto não quer dizer que estamos a formar as nossas crianças para serem a próxima geração de engenheiros informáticos. Este tipo de programas ajuda-as a resolverem problemas mais rapidamente, a saberem lidar com os seus erros, a trabalharem em equipa e aprenderem a olhar para as coisas sob uma perspetiva diferente – qualidades fundamentais para terem sucesso em qualquer carreira.

Por enquanto, cabe às escolas a decisão de se envolverem na iniciativa. Mas acreditamos que, no futuro, a programação será ensinada nas escolas lado a lado com outras disciplinas importantes, como a Matemática.

Por onde começar?

Já entendemos a importância que a programação pode ter na nossa vida. E agora, qual é o passo seguinte?

Felizmente, nunca foi mais fácil aprender a escrever uma linha de código. Existem tantas plataformas – muitas delas gratuitas – que nos ajudam a aventurar neste mundo.

Eis alguns exemplos:

  1.  Codecademy – No website interativo desta startup podemos aprender a programar em HTML/CSS, Javascript, Python e Ruby on Rails, criando e executando os nossos próprios projetos. Até têm uma aplicação – Hour of Code – que nos permite programar e utilizar um programa criado por nós, tudo a partir do iPhone. A melhor parte? Todos os conteúdos são fáceis de aceder e completamente gratuitos.
  2. Code.org – Apoiada por empresas como o Facebook, o Google e a Apple, a Code.org oferece uma grande quantidade de tutoriais para iniciantes que querem aprender a programar. Podemos até criar a nossa própria versão do Flappy Bird com o nosso toque personalizado.
  3. Code Avengers – O Code Avengers foi criado para nos fazer adorar a programação. Apesar de não oferecer uma grande variedade de linguagens, os cursos têm uma abordagem de ensino divertida enquanto desenvolvemos as nossas skills informáticas sem qualquer esforço.
  4. Code School – Esta plataforma é ideal para quem quer alargar o seu conhecimento depois de completar os cursos para iniciantes da CodeAcademy ou Code Avengers. Ao contrário destas plataformas, a Code School oferece cursos mais aprofundados para nos tornarmos verdadeiros experts em programação.
  5. Treehouse – Os cursos da Treehouse são mais orientados para projetos específicos do que para a linguagem em si, o que significa que é a ferramenta perfeita para o novato que já tem um projeto em mente, como criar uma aplicação ou um web site.

“Acho que qualquer pessoa deveria aprender programação, porque ensina-nos a pensar.”

Steve Jobs